Tchau, Amor

Por Roberta Bonfim @lugarartevistas 

Quando vi a chamada quis ir, mas imaginei outra coisa. Quando vi a chamada, já ri, mas só pela identificação. Já estava neste movimento de querência, mas com tempo reduzido e dando conta de poucas interferência em uma existência que corre no 220 como a voltagem do estado. Eu, por outro lado, ando querendo outra coisa. E isso talvez tenha inclusive deturpado a minha percepção sobre o espetáculo como um todo. Pois é isso, vemos e sentimos os lugares a partir de nós e da sopa emocional que trazemos. 


@feirinhadopoco

Antes de chegar ao espetáculo questões simples e complexas, simples como conseguir que minha avó fique com minha cria por duas horas para eu ir ao teatro. Depois o como ir, moro perto, mas o caminho é escuro por demais o que o deixa inóspito para qualquer um, imagine a uma mulher. Mas, não queria ir de carro, acabei por ir, deixei-o no Poço da Draga, fiquei de longe observando a Feirinha do Poço, uma realização de Djeyne Roundoff e Mariana Vasconcelos, duas mulheres incríveis que eu amo ter na vida como  minhas amigas. Olhava a feirinha linda, linda e cheia de tanto amor de longe e tive a mesma reflexão sobre o caminho a chegar até ali ser desiluminado de luz pública pela qual cada um de nós obrigatoriamente paga um valor bem salgado por mês. Mas o fato é que depois de uns minutos parada ali, dentro do carro olhando a feira, entendi que já era mesmo a hora de seguir para o teatro e fui na hora certinha, como que cronometrada. 

Então parei o carro na altura da Caixa Cultural e segui andando até o teatro, no caminho gente festando na calçada, em frente a uma casa que já foi um barzinho. Do lado direito encostados no centro cultural, jovens homens estão sentados no chão, alguns se agridem, outros se observam, e alguns só esperam que a praça seja liberada para que eles possam voltar a ocupá-la e quem sabe só dormir. Isso porque a praça central do centro de arte e cultura, virou morada para muitos no decorrer dos anos, cabe um texto todinho sobre isso. E se falo deles e sobre isso tudo, porque trata-se do caminho, do meu que é pertinho para se chegar até o teatro. E quando se crer que já estou quase chegando sou lembrada pelas grades do teatro que preciso andar um tanto mais. Os acessos foram sendo fechados para evitar a apropriação do espaço, aqui cabe outro texto. No caminho, três pedintes, duas mulheres trans e um homem com um cartaz feito a mão com o número do seu pix. De algum modo garante a mim que este tem registro, já que tem conta no banco. E agora cruzando as grades verdes que me permitem chegar ao teatro penso: agora com o pix começa a se entender o quanto de dinheiro roda no mundo. 

Com as grades cruzadas, é como se entrássemos em outro lugar atmosférico, até o ar parece menos denso, de modo prático; há luzes. E há as cores das roupas ousadas dos cearenses, dos artistas e seus admiradores. Aqueles que se sentem convocados a em um domingo às 20 horas, assistir teatro na cidade de Fortaleza, apesar dos caminhos. Mais que isso, assistir dança. Dança, teatro, movimento, política, cidadania, pertencimento… 

Lembram que eu disse ter tomado a decisão de ir ao teatro na hora certa, pois foi, logo que cheguei peguei a fila para compra do ingresso que custa 30 reais inteira, e 15 a meia – aqui fiquei curiosa mas não havia tempo para muita conversa na bilheteria, se há algum abatimento para moradores do centro e praia de iracema, ou mesmo da cidade, como um estímulo do equipamento para ocupação qualitativa do espaço, bem como, lembrei de um valor de meia aos artistas sindicalizados. Será que esses abatimentos existem? Se você que está lendo este texto souber me avisa, por gentileza. E já aviso aos leitores mais ácidos, que não estou reclamando do valor, o espetáculo vale tanto mais, mas em meio a situação financeira do país, é fundamental políticas públicas para estímulo de plateia. Pois pensa comigo que se eu conseguir atingir minha meta de assistir 3 espetáculos e um filme por mês, cada um a 30 reais, gastei só de bilheteria 120 reais, isso fora o caminho até chegar e o qualquer coisa que se venha a consumir neste caminhar, em uma cidade bem desequilibradas financeiramente. Mas, volta comigo para a fila. Neste domingo inclusive peguei duas filas que me deixaram bastante feliz, uma na livraria cultura no shopping Rio Mar, onde muitos jovens compravam livros e figurinhas do álbum da copa. E ali  na fila do teatro, onde desde sempre começa para mim o espetáculo. 

 E aqui você como eu está pensando: – Era um texto sobre o espetáculo Tchau, Amor e essa gata já falou de tudo no mundo, já escreveu uma lauda inteira e ainda nem entrou no teatro.

Eu ainda uso máscara apesar da melhor da situação da Covid 19, me sinto segura e meio invisível. Na fila sem ser vista vi e ouvi um papo bonito e forte de Silvia Moura e Marina Brizeno, duas artistas fundamentais na nossa cidade Fortaleza. Aqui vale inclusive dizer que nos dias 23 e 24 de setembro vai ter espetáculo dessa deusa. Na mesma fila presenciei o encontro de dois rapazes com nomes idênticos, vi também Sara Síntique, linda de viver e Silvânia de Deus e mais alguns. Consegui comprar meu ingresso e as portas do teatro foram abertas. Entrei! Sim, tá no singular, eu estava sozinha, tenho me percebido gostando muitíssimo de sair sozinha – aqui também fica a deixa para um outro texto, pois agora que entrei no teatro, o ambiente se transforma mais uma vez. De modo que da minha casa, até aquele momento, em que eu passava pela passarela na frente do teatro, que gera a mim como público a sensação que que vou subir no palco, penso que como atriz essa mesma entrada me incomodava e eu fazia mesmo piada com a criação de Fausto Nilo. O fato é que a luz avermelhada, com os refletores soltos, já nos apresentam a estética diferencia desses Inquietos. 

Passada a passarela segui para o meu cantinho no teatro Dragão do Mar, gosto dele desde que entrei nele pela primeira vez no ano 2000. Sentada no meu canto observada as pessoas entrando, para um espetáculo de dança no domingo às 20 horas a casa estava linda, tinhamos ali uma meia casa mais ou menos. Muitos amigos de Gyl, me senti menos especial percebendo que todos ali tinham recebido uma mensagem do mesmo seresteiro que eu, é do seu personagem. hihihihi…

Dado momento logo que as luzes da plateia apagam percebo as pernas dos atores sentados na orelha do palco, penso na emoção deles ali, fecho os olhos, respiro e quando abro, o tal do seresteiro já está no seu teclado. surrado, de cara já me tirou do teatro. Eu já estava no barzinho do Montese, mas podia ser do Centro, do Vila União ou ali mesmo do entorno do Dragão. 

“Porque você se esconde?

Eu vou te procurar!

oh lua! oh lua cor de prata.

Me diga por favor por onde anda aquela ingrata.” 

A luz muda, outros três artistas ganham a cena junto com uma porção de cadeiras de plástico. E afirmam que estão ali três pessoas que já não estão: Cacilda Becker, Nina Simone e Pina Bausch , mas vi outres ali como Stanislavski, Spinoza e Vigotiski, ou ainda Dona Josy,  Michele, Fabim, Julim e tantes, tantes…

Antes de seguir preciso ser franca com você que me leu até aqui, eu tenho muito respeito aos que fazem arte na vida, e estes que fazem no nosso estado trabalhos tão primorosos eu sou tipo fã, e é com este olhar de fã que já a algum tempo assisto alguns por aqui como é o caso dos trabalhos da Andreia Pires, e da Inquieta que sempre, invariavelmente me afetam. Grata Andreia por ser essa artista tão inspirada, disponível, plástica e multi. E aqui o óbvio, todas essas competências só se realizam em palco porque há uma equipe que não vemos personificada, mas que são tão cheios de personalidade que logo é possível identificá-los. Falo da luz, sempre afinada e afetiva de Walter Façanha, que posso está enganada, mas penso que seja iluminador do teatro Dragão do Mar desde sua inauguração em 1999. A luz de Waltinho tem uma identidade e sua competência possibilita realizar as viagens imagéticas desse coletivo tão criativo, que brinca com a luz e os corpos. Quem também diz que está é Netinho Nogueira, esse multiartista solar, e o único que deixo me maquiar nesta vida. Né Netim? O que me chamou muita a atenção foi o cenário, ou, devo dizer os elementos cênicos? Enfim, estes elementos conseguem ambientar o palco e nos levar ao barzinho, chego quase a sentir o cheiro do lugar, das vantagens de assistir o espetáculo mais de perto, sentir os odores do palco, que no segundo dia de apresentação de estreia, pela emoções e dinâmicas, deve ser quase o do bar. O que também nos leva sensorialmente para este ambiente, são os sons (a trilha sonora é assinada por Pedro Madeira), que estão no ambiente teatral desde a entrada do público, sendo de algum modo um convite a nós – público, a sermos parte deste lugar, os clientes, e aqui imagino que no processo experimental da companhia, vão acabar por vivenciar também este formato. E já deixo o convite aqui para experimentarmos no Coletivo Fundo da Caixa, no Poço da Draga este formato do público neste lugar. Enfim…

Ali sob todas essas camadas se desenrola a trama. São quatro pessoas, que convivem num bar, eles não têm nomes, são a A Dona (Geane Albuquerque), O Seresteiro (Gyl Giffony), O Garçom (Well Fonseca)  A Cliente (Melindra Lindra) e as coisas que são todos esses elementos cênicos, que vão de engradados de cerveja, cadeiras, fardinhos de água. Propaganda gratuita para ambientação do bar. E aqui bem que podia entrar apoio de uma água mineral da cidade, né? Essas quatro pessonas vivem ali um jogo de tentativas e risco, um caminhar em labirintos na percepção móvel no que diz respeito à vida. 

Mas é quando uma das personagem ameaça sair, que a trama se desenrola, e tomam a cena o amor, as relações de oposição e extrema co-dependência que fazem levar a percepção de que não é possível a sustentação sem as quatro paredes que sustentam a ficção. 

Estamos falando de um espetáculo físico e aqui eu preciso dizer que esses quatro corpos são potentes, muito potentes. E que brincam com seus ambientes, seus corpos, o espaço, os corpos uns dos outros, é bonito de assistir, ao mesmo tempo que é triste e divertido, contraditoriamente. Do elenco só conhecia conscientemente o trabalho cênico de Gyl, que amo por sua capacidade de ser-se multi e inteiro, mas ao final tive a sensação de já ter visto Well Fonseca em algum outro trabalho, assim como Melindra Lindra, sem muitas certezas. Mas, quem eu nunca tinha visto, certeza, mas me afetou com sua presença, mas especialmente sua agilidade e voz, é a atriz e bailarina Geane Albuquerque. 

Para mim a única questão de modo geral é o áudio das cenas, que talvez pelo meu lugar ou pelo novo do espetáculo, ou pela fadiga dos corpos para equilíbrio respiratório para as falas eu perdi algumas coisas, o que também acaba por se resolver a medida que se apresentem. O fato é que o jogo cênico está lindo e a cenas como uma que parece imagens de filmes em câmera-lenta ou mesmo na integração de todos os elementos presentes no palco. Simples e resumidamente um espetáculo. Que alegria assistir teatro! Que delicia assistir a inquietude de vocês! 

Aos final os aplausos de pé, a fala sobre a relevância de divulgarmos juntes as artes da cidade, o teatro de grupo se refazendo por si, para abrir novos caminhos, mas ali também estampada sob os olhos de todos nós o pedido por ajuda de uma classe, de um setor fundamental para formação do pensamento crítico, mas também do lúdico e tantos outros lugares de afeto. 

Luzes da plateia acesas, o publico vai cumprimentar os atores e eu saio correndo, há uma pequena caminhada até o carro e marquei de pegar a cria as 21:30 e já era 21:08. Já no carro vejo Sil e outra, andando por onde eu não vim/ fui por medo de andar e ofereci-lhes carona, falamos sobre o trecho sem iluminação, que impede a apropriação, que faz distante o perto, que dificulta caminhos de acesso à cultura e ao entretenimento da cidade. E falamos da maravilhosa apresentação.

E se você chegou até aqui na leitura te agradeço pela disponibilidade e te convido a ir ao teatro e a levar aos seus, te convido também a ir à feirinha do Poço da Draga que acontece uma vez ao mês. Vamos ocupar a cidade para fazê-la a cidade que nos abraça. E vamos abraçar nossas artes e artistas. 

Tchau, amor tem texto e direção de Andreia Pires e segue em cartaz no dias  24 e 25 de setembro 20 horas – Teatro Dragão do Mar – $15 / $30 @inquietacia

(des)construção

Hoje começo algo que há tempos penso, mas por qualquer razão procrastinar a execução. E começo hoje porque me senti estimulada por Mariana Vasconcelos que sempre fala com admiração dessa coisa de eu ter diários. Tenho mesmo, uma vida escrita e que hoje me ajudam, como antes também o fizeram. Neste mês, se eu conseguir cumprir a meta, viverei 5 minutos diários de desconstrução falada e mais uma música que tenha sido a motriz do dia. Neste primeiro experimento Toquinho com Caderno, música de extrema relevância na minha vida e que mesmo hoje me emociona muitíssimo. #gratavida #arteondeestuver #grataarte #grataartevistas @lugarartevistas

Dando conta

Uma semana para organizar pastas, drives, tirar os equipamentos das gavetas e começar a ver o que precisa ser limpo e liberado. Seleção dos primeiros ArteVistas com quem conversamos, nesta que será nossa última temporada. 

Não tivemos encontros do Lab nem das estagiárias nesta semana.

E não estou mais como adm das páginas do Comunidades Criativas, pausa do projeto e nem da ONG Velaumar, pois a diva pop e uma das responsáveis pela ONG, Marilac Lima para nossa alegria está de volta e

Depois de tempos escrevi sobre um espetáculo incrível, amei.

Bom Dia ArteVistas,

O texto de hoje como o de todas as terças é nossas satisfação social enquanto Lugar de ação. Então, simbora!

A primeira grande notícia é que estamos iniciando o movimento de gravação da nossa última temporada deste Lugar, onde viveremos lindezas, não há qualquer dúvida sobre isso. Serão 5 programas gravados no Poço da Draga e cinco em outros lugares surpresinhas lindas, assim esperamos. Sendo 10 programas como o nosso tempo de existência conversando sobre arte, processos, caminhos, escolhas, lugares e tempos. Só gratidão e amor pelo vivido e pelo que virá. 

No Poço da Draga, este lugar de tantos afetos, seguimos com o Lab ArteVistas, que é um encontro lindo de mulheres incríveis. Gratidão por cada encontro e troca nessas descobertas do que desejamos. Gratidão também aos estudantes de psicologia da Unifor que estão sendo parceiras queridas neste caminhar. 

E por falar em Unifor, as estagiárias estão cada vez mais envolvidas com o Poço da Draga e esta semana vão nos apresentar suas devolutivas e caminhos. Que lindeza!

Enquanto pesquisa a relação com o Poço foi mudada, pois gosto de tá no Poço é por amor mesmo. 

O instagram agora é feito por mim e perdeu a beleza plástica e junto os textos mais extensos, pois se aumenta o trabalho diminui o tempo, assim se você é criativo e tá com tempo ocioso, vem colaborar com a gente com as peças. Vem? 

Aproveito este texto para agradecer ao João Furtado e ao Iprede pela parceria linda com o Poço da Draga. Agradeço também a Larissa Gaspar e toda sua equipe, ao Gabriel 

André e a turma do Nossa Iracema, Unifor, Bia Climática, Gabriel Gaspar, e taos demais  ArteVistas que chegam junto. Gratidão

P.s. eu já tenho uma nova pesquisa.

Brincando de Aprender

Por Roberta Bonfim

No texto deste mês resolvemos falar sobre o brincar e todos os seus benefícios para nossas crias e também para nós. Aqui em casa, por exemplo, o exercício é fazer da rotina uma brincadeira. Eu que cresci sem muitas rotinas, e em muitos lugares e sinto hoje a necessidade delas, para concluir as metas desejadas, e assim inspirar minha filha a ter suas próprias rotinas. Lembro de um espetáculo de Elisa Lucinda, que tive a grata alegria de fazer assessoria de imprensa, quando aqui em Fortaleza-ce; “Parem de falar mal da rotina”. espetáculo incrível. Grata Lucinda por isso também. 

Voltando a brincadeira, aqui por casa brincamos de aprender, de modo que o alfabeto não é um momento em que paramos para estudá-lo, mas brinquedos, alguns, entre jogo da memória, quebra-cabeças, jogo de montar, garrafas de encaixar que geram emoções ao final da atividade, e palavras e declarações espalhadas pelas paredes. Aqui em casa é uma casa riscada, literalmente, e nós gostamos bastante e aprendemos. E coloco mesmo no plural, pois tenho aprendido tanto e muito do que eu julgava saber, e não sabia, inclusive. De acordo com Vygotsky “o aprendizado é mais que uma aquisição de capacidade para pensar; é a aquisição de muitas capacidades especializadas para pensar sobre várias coisas” e segue dizendo que “que o aprendizado e o desenvolvimento coincidem em todos os pontos”. 

Aqui brinquedo Remes Rede – feito com reuso de papelão e garrafas e tampas de pet.

Aqui vamos criando histórias, assistindo e lendo outras que nos inspiram novas criações e aqui compartilho alguns queridinhos por aqui Ämora de Emicida, Sinto Muito de Lázaro Ramos, Betina de… esqueci o nome da autora, mas é lindo e sempre que lemos lembro das tranceiras lindas que conheço, outro que lemos bastante é a Mágica da Respiração, que me ajuda a aprender e ensinar a respirar ao mesmo tempo. hihihi…

Neste momento precisei fazer aquelas cirurgias inesperadas de apendicite e a brincadeira que vale é a Dra. Ana Luna, que me cuida, e da gatinha Frita que foi castrada nesta mesma semana. E o filme Encanto que encenamos e assistimos repetidas vezes por aqui, é exatamente um encanto e eu agradeço por minha filha ter nascido em um tempo em que grandes empresas como a Disney já trabalham com mais carinho sobre as diversidades que somos e da importância das representatividades. 

Pois bem, agora vamos brincar de ir ao troninho. E até o mês que vem para mais trocas tão nossas deste lugar de ser as mães que somos. 

xero.

Roberta Bonfim

Aprendendo com quem se quer bem

https://www.youtube.com/embed/wdRPltXJhQI?feature=player_embeddedEu acabava de chegar no Rio de Janeiro, minha vida inteira se prometia diferente e eu começa a descobrir que eu podia ser se s=me esforçasse, ainda caminho nesta caminhada de descoberta e estou bem certa que pessoas como João Artigos, que conheci através da indescritível Dane de Jade, são fundamentais no processo.

Não digo isso como hipótese, mas como constatação de fato, pois tempos depois convidada a fazer a comunicação de uma Mostra de Solos em Maranguape, o reencontrei, ele que no Rio era praticamente meu vizinho, João Artigos, que apresentou Homem Bomba e alcançou seu ácidos e deliciosos objetivos. E a arte cumpriu seu papel!

Mais encontros por ali, ou aqui, as festas Parangolé, a Igreja do Phoda-se, Fernando Pessoa no espaço do Teatro de Anônimo e os papos e bons encontros que nascem daí.

Bom demais papear com João, tão bom que até esquecemos da hora, das brechas, das outras escolhas e vira tudo amor, por que afinal de contas… Foda-se! 😀

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