Maria Antonia – sem acento

 

Súbita é a vida

Mas aqui foi a morte que te levou

Levou-te na hora errada

Claro que nõa haveria hora certa para sua partida

Mas agora definitivamente era a errada

Tu estavas feliz

Tu eras tu

Então quando penso nisso 

Consolo-me

Morrestes sendo-te

Morrestes como teu nome

O que tu escolhestes para viver contigo na eternidade 

E na profundidade que tua voz chegava

Enchi minha boca para chamar-te e encherei sempre

MARIA ANTONIA

Quando te pedi uma palavra 

Tu me disse transição

Fechastes uma

Começastes outra

Entendo

Mas foi rápido, né?

Talvez para ti o tempo da eternidade

A eternidade que eu vou sempre sentir ao te ouvir cantando

Maria

Ai Maria

Não estou preparada para não te encontrar

Ninguém tá

Estou tomada de uma raiva que me parece justa

A raiva de não ter podido fazer nada 

A raiva por não te ter mais perto para eu te dizer a cada encontro o quanto a sua existência me inspira vida e transformações

Ai minha Deusa Maria Antonia

Que seja leve sua passagem

Como era a tua alma

Como ressoava os seus sons

Torna-se voz celeste: Maria Antonia

Um nome poucas vezes coube tão bem em uma pessoa, uma voz, uma Deusa, uma luz, Mari.a.ntonia – sem acento como ela gostava de me dizer com sorriso maroto no rosto. E antes mesmo de perceber-se em sua grandiosidade já brilhava, e hoje vou olhar o céu certa de que lá te encontrarei brilhando e cantando no cosmos.

(des)construção

Hoje começo algo que há tempos penso, mas por qualquer razão procrastinar a execução. E começo hoje porque me senti estimulada por Mariana Vasconcelos que sempre fala com admiração dessa coisa de eu ter diários. Tenho mesmo, uma vida escrita e que hoje me ajudam, como antes também o fizeram. Neste mês, se eu conseguir cumprir a meta, viverei 5 minutos diários de desconstrução falada e mais uma música que tenha sido a motriz do dia. Neste primeiro experimento Toquinho com Caderno, música de extrema relevância na minha vida e que mesmo hoje me emociona muitíssimo. #gratavida #arteondeestuver #grataarte #grataartevistas @lugarartevistas

eu, nu, guarda-roupa.

Preciso morrer para escrever tudo que habitava em mim. Tudo que me percorria nas vestes que precisei despir e sentir meus cheiros. Me olhar de longe e entender a presença das calças que me vestiram e todos os sapatos caminhados com os solados desgastados. As minhas roupas ficam e vão ficando conforme o tempo passa e elas não me cabem mais. Esse corpo que se modifica a cada dia e que preciso morrer no fim de todos esses para me entender. Precisei deixar percorrer em todo o nu, o tecido das memórias de dor e afeto para enfim me trancafiar num guarda-roupa visto por poucos. E nesse deixar sentir me faço loja e me vendo como as peças em promoção.

Trilhas sonoras, caminhos e arquitetura

Fortaleza me desperta lembranças de infância.

Não cresci aqui, não sabia praticamente nada do estado do Céu de Suely e que eu pintava imagens mentais com base nos clipes de Selvagens e Cidadão Instigado, mas antes de toda uma vivência de juventude de músicas indies, era meu sonho com 8 anos morar aqui. Especificamente sozinha num apartamento com plantas. Esse foi meu primeiro critério procurando moradia aqui, uma tentativa de me identificar na natureza e da necessidade de me sentir em casa. Não é pelo fato de morar seguindo esse sonho que as lembranças são vividas ou nascem baseadas nesse aqui.

Mas sim em todo caminhar feito, minhas memórias passam pela morada no centro de Aracaju, nas contínuas idas ao interior e na mudança para um residencial aberto. Fortaleza me lembra Aracaju, me lembra Salvador, me lembra das viagens compridas e longas que hoje em dia sei que eram curtas até demais. Fortaleza é uma contínua playlist de músicas que tocavam no carro de meu pai em 2007 com Fagner, Belchior, Amelinha e pela visualização de minha mãe empolgada botando o vinil de Falcão pra tocar esperando minha reação de risada.

As casas conjugadas, o neoclássico junto com os azulejos portugueses, os portões de ferro com design curvado, os restaurantes que possuem muito espaço vazio e ao mesmo tempo são ocupados por aquela sequência de mesas e cadeiras retilíneas.

Eu consigo sentir o cheiro dessa lembrança. O inhame e o jabá. Nunca gostei muito de tomar café no mercado. Não gosto de acordar cedo. Mas gosto das vozes desse restaurante.

Escuto o barulho dos ônibus parando no sinal, quase como um momento suspiro intenso em que eles fazem um “tcha”. Passar na frente das praças. O contraste. Casa conservada. Casa conservada. Abandonada. Pixo. Pixo. Pixo. Mais Pixo. Muitas lojas de móveis.

O verde. O demolido. As avenidas que sempre parecem mal planejadas. Os carros que são cinzas, brancos, pretos e a contagem de quantos carros vermelhos passam. Minha mãe lendo as placas e falando “Olhe, essa sequência de números que engraçada”.

E volto pro cheiro, em Fortaleza, me faz falta sentir falta do rio Sergipe.

A beira-mar, realmente beira um mar, isso ainda é estranho.

O Siqueira não é Campos, o Circular virou um dos meus ônibus favoritos e a linha do 074 é usada com o mesmo intuito de ir pra universidade. Não toca Edson Gomes nos ônibus.

E eu gosto de Fortaleza, de conversar com o segurança do mercadinho, de escutar os sotaques, de não entender algumas palavras, da quantidade de museus, das músicas, das pessoas e todos os clichês que eu posso imaginar quando eu caminho pelo bairro.

Mensagens Não Enviadas #1

(Escrito dia 19/05/2022, ao som de Bethânia, porque ela me lembra você) 

Andei vendo as coisas da sua vida, muitos sites apontaram que estou errada em fazer isso e sobre a necessidade de aprender a deixar o passado no passado. Entretanto, a sua não resposta ao fim associada com as várias playlists com influência sua me fazem querer saber minimamente sobre onde anda você. Até agora, parece uma declaração para um amor não superado, e bom, talvez seja mesmo, não superei os planos de meu nome aparecer na sua monografia, da gente escrever aquele livro infantil juntas e de como planejava administrar um cinema com você. Não superei que você não supriu minhas expectativas de amizade. Não superei que eu te impus expectativas de amizade. Não sou boa delimitando o fim nas afeições de amigos.

Também pode parecer mais uma das coisas intimistas que escrevo e que são frutos de uma tentativa terapêutica de algo. Minha escrita, você sabe, virou terapia. Saiu de longos contos, para observações internas e externas. Queria te falar que você gostaria de ler Annie Ernaux, faria sentido pra você, fez bastante sentido pra mim. É dessas leituras que de repente você se vê obcecada e se identifica com a autobiografia mais do que deveria. Uma parte minha sente vontade de conversar sobre os podcasts de política e escutar suas opiniões que, normalmente, eu nem concordava, mas não falava nada. Queria saber sobre suas produções acadêmicas e quais livros você tem lido ou comprado. Disso tudo eu sinto falta, de uma forma esquisita, existe ainda um apego. Talvez pelas conversas ou pelas lembranças dos seus gatos. Fico pensando nas piadas de humor duvidoso e de como eu gostava de ficar olhando pros seus livros. Gostava das suas falas e do meu silencio.

Queria criticar as coisas que acontece pra você enquanto estaria recebendo olhares de julgamento. Mas não queria falar mal das pessoas, só de lembrar, isso me repele todas as partes boas e me faz lembrar o porque a gente não é a gente mais. Bethânia me lembrar você é algo complicado pra mim. Eu escuto muito. Lembro de te mandar foto dos lp’s e o planejamento das noites de você ficar escutando eles comigo. Ela é a abelha rainha, você também me lembra abelhas, eu sou alérgica a elas. Ela me faz chorar e sentir muita coisa, e não preciso fazer outro comparativo pra ficar óbvio que você também fez.

Apesar de tudo citado e das saudades não ditas, não existe um interesse de retorno. Ou planejamento de reabertura de ciclos. Ou até mesmo de que você leia isso. A entrega dessas lembranças é um saudosismo quase de um Alceu Valença retratando um Pernambuco perfeito, quando na verdade a realidade está mais para Chico Science e a Manguetown. Se fosse um filme, essas lembranças que surgiram hoje, estariam aparecendo com cores quentes, em seguida por uma imagem minha escrevendo isso com cores azuladas. Mas passa, as cores quentes existem mais na lembrança do que pelo que realmente foi.

Acabo enfim, com 5 parágrafos esse texto, número que no tarot representa dificuldades. Conflitos, problemas, discórdia e dependendo se for o 5 de paus, é preocupação excessiva com coisas pequenas. Nesse fim, lembrando do tarot que você nunca me mostrou e eu sempre te pedi, você é esse simbolismo do 5.

Clarice ficaria triste pela romantização da insônia

(O adulto é triste e solitário)

2 da manhã é normalmente o horário em que a sensação de ter 15 anos novamente me invade, sendo dessa vez insônias possíveis de se beber vinho. E, sinto muito a qualquer pessoa que venha ler isso, mas preciso usar a cacofonia “já que”. Pois, já que nas noites em que eu me amenizava e ficava romantizando a insônia, nos meus pensamentos, sempre olhava pela janela e me imaginava bebendo vinho, lidando com o mesmo problema, mas em qualquer outra cidade. 

Se você, leitor, pudesse me ver nessas horas para além dessas palavras, ficaria impressionado que meu semblante se torna extremamente calmo nesses momentos. Imagem que eu nunca passo. A mente pensa tanto que arrisco dizer que não estou pensando em nada. Mas esse nada sempre me impede de dormir. É estranhamente caótico como já tentei várias “técnicas de melhorar a saúde do sono” fruto de pesquisas ineficientes de madrugada, acho que meu corpo realmente acredita que está em outro fuso horário nessa busca por estar em outras cidades.

Nunca sei exatamente o momento que eu vou dormir, é a grande surpresa do meu dia, creio que de todos. Mas é como se existisse esse ponto de virada que se eu pensar demais nele, ele não acontece. Então como encarno uma super-heroína nesses momentos, resolvo solucionar toda a minha vida numa simples noite. Cacofonia novamente. Já que não durmo, penso que ao menos produtiva serei, enquanto se deseja um vinho e vivenciar outras realidades. Não numa taça, pois não temos, mas em qualquer recipiente possível. Talvez numa tentativa falha de me aproximar de Drummond, porque ele já se aproximou muito de mim. 

Talvez eu queira ficar comovida como o dito cujo citado na poesia, trocando o conhaque pelo vinho.

E falando nele, ando me sentindo mais hedonista do que nunca. Presenciando todos os prazeres possíveis e me vendo obcecada por todos eles. O que facilmente renderia algumas explicações da minha histeria psicanalítica.

Acho que sempre me bate vontade de escutar Gal Costa nesses momentos. Aquele ao vivo que tem a música do Jards, Hotel de Estrelas, ou talvez seja das. É dessas músicas que combina com o clima de madrugada reflexiva numa cidade grande. Poderia ser qualquer música de Selvagens também, tudo deles é muito Fortaleza pra mim, mas estranhamente também acho que é tudo muito eu. Ando me perdendo nesses achismos e erros gramaticais. Ando me confundindo com essa cidade. 

Isso pode ser algo bom. 

As coisas estão boas, mesmo que pareça confuso falar isso depois do relato inicial de insônia. Mas é uma caixa de pandora com quase tudo expulso ou acalmado. Quase.

A procura do bairro que satisfeito sorri

(Não leia caso você seja o Nando Reis)

Esse texto pode parecer muito específico e talvez seja. 

Ia dormir, me lembrei que escrevi para uma pessoa sobre o fato de all star combinar ou não com priquitinha (para quem não é de Sergipe, é um termo para sandália de couro.). Resolvi revisitar, mudar tudo e publicar aqui no Artevistas. Então, esse texto é a conversa que ficou pra hoje. Ou para um tempo atrás, já que essa pessoa não se faz mais presente e isso aqui é apenas um monólogo modificado e caótico.

Fiquei pensando sobre a ideia de comprar os dois all stars, o azul e o preto de cano alto, e se isso não acaba sendo muita expectativa. Isso de ser um ser completo e inteiro em termos filosóficos e amorosos. Talvez me deixe nervosa e sinto, mais uma vez, que vou ficar repleta de talvez, sendo a confusão minha única certeza em praticamente tudo que escrevo.

Lembro de uma vez que escutei “Nossa você é tudo que eu imaginava”, essa situação me dá um pouco de pavor, porque não sei na verdade quem eu sou e quem eu imagino que eu sou, então pensar que eu estou sendo a imaginação perfeita de alguém sem ao menos ser a minha, me deixa apavorada. Se eu estou em contínuo processo de autorreflexão e descobrimento, como essa pessoa consegue acompanhar essas mutações? Como essa ideia fica se adaptando a esse ser que não sabe ao certo para onde está indo? E de onde surgiu essa pessoa que você imaginava? Quem é essa pessoa?

Além de que fico um pouco nervosa de pensar que já tenho em minhas mãos os dois all stars, sabe? Esse fato de já ser esses dois e eu não sei, Nando Reis, se eu estou tendo uma crise de ansiedade, se quero ter esses dois, se esses dois se completam realmente, se isso tudo é um motivo importante para crise e talvez eu devesse só escutar a música e imaginar cenários românticos como qualquer pessoa. Mas esse tanto de questionamento e o não saber as coisas me deixa nervosa pensando que se eu já tenho esses dois, talvez eu não precise procurar mais all star nenhum. Então os gregos estavam errados, Zeus não dividiu ninguém no meio e a gente não precisa ficar buscando nada. Fábio Júnior, você também tem culpa nisso, mas não vou entrar nessa música, no momento estou apenas justificando o que vem a seguir com base em meu mapa astral ser praticamente igual ao dele.

E por ter nascido no mesmo dia que o “Carne e unha, alma gêmea, bate coração” eu preciso assumir que gosto da ideia de que a gente vive numa constante busca desse outro all star, ou de priquitinhas, ou de havaianas azul e branca ou de um scarpin vermelho, e enfim sapatos falam muito sobre pessoas. Nunca liguei muito para eles, Chorão estaria orgulhoso desse antigo eu, mas só comecei a prestar atenção nas minhas roupas, de modo geral, quando eu senti vontade de passar uma imagem mais séria e talvez eu tenha me perdido um pouco nessa visão de seriedade e misturado com uma sensualidade que eu nem queria ter, mesmo sem usar os sapatos certos para isso. Mas isso é pauta pra outro texto e talvez vocês se sintam como minha terapeuta se sente agora.

Talvez por me perder em mim mesma é que fico nervosa de ser esses dois all stars e não estar mais buscando por ele ou pela priquitinha. Inclusive, não busco mais priquitinhas, já tive a que passou em minha vida e acho desesperador pensar em ter algo próximo daquele estilo de novo. Acredito que é preciso de novos sapatos e é preciso experimentar novas combinações, mas no momento me encontro longe da busca do sentido amoroso da coisa, pois a combinação já foi encontrada.

No fundo isso tudo faz parte daquela ideia de que o desejo é o maior dos sentimentos e afins, porque a ideia de querer ter os dois é um desejo. Você deseja encontrar o bairro das laranjeiras que satisfeito sorri, sendo que é tudo uma visão idealizada e fruto de um Nando Reis que talvez não tenha superado Marisa Monte. Desculpa Nando, avisei para você não ler, pode ser um gatilho.

Por fim, acho intrigante ter os dois ou querer comprar os dois porque no final a gente é tudo isso, né? O all star, ou priquitinhas, ou havaianas azul e branca ou o scarpin vermelho. É muito mais do contexto, do desejo e da coragem do que sobre o sapato em si.

Textos que escrevi aos 12 anos de idade

Arquivo pessoal

nome

.

homenagem a
pessoas anônimas de ocasião
(homenagem a beldades anônimas):

.

tem hora em que ela se perde
um pouco,
e isso faz bem

.

tem hora em que ela se perde
muito,
e isso faz mal

.

tem hora em que ela se perde
um pouco,
e isso faz mal

.

tem hora em que ela se perde
muito,
e isso faz bem,
sorte é ser forte

.

tem hora em que ela se perde
mesmo,
e até agora não entenderam o nome
que ainda não inventaram pra isso

.

poetas

.

Uma poeta escreveu
contra jeitos gastos de pensar
porque precisava combater;
ficou famosa pelo tempo que pôde, até desaparecer

.

Outra poeta escreveu
contra jeitos gastos de falar
porque pensava em se destacar;
ficou famosa pelo tempo que teve, até morrer

.

outra poeta escreveu
contra jeitos gastos de viver
porque podia desestabilizar
Ficou famosa tipo sempre, mas só depois de morrer

.

E outra poeta, a que alguém mais amou, escreveu
contra jeitos gastos de interferir
porque sabia bagunçar;
nunca ficou famosa,
sua voz ecoa solta, anônima, silenciosa, mesmo depois de morrer

Acervo pessoal

Oscar 2022!

Oscar 2022!

Olá, povo!

Como estão todos?

Tomara que estejam todos bem, aproveitando esse climinha gostoso que a chuva traz!

O Oscar 2022 aconteceu no dia 27 de março, e voltou aos moldes antigos, no Teatro Dolby, com tapete vermelho e com público presencial, como era antes de eclodir a pandemia da Covid-19.

Foi uma cerimônia linda, com acontecimentos polêmicos e inusitados! Will Smith meteu um tapão na cara do apresentador Chris Rock, por causa de uma piada feita com sua esposa, Jada Smith. Ninguém entendeu nada na hora que aconteceu! Eu achei que fazia parte do script… foi babado! E em consequência disso, Will Smith foi banido do Oscar pelos próximos 10 anos!

Mas vamos aos filmes e aos premiados, né?

Ficaram faltando 3 filmes da lista dos indicados a melhor filme para que eu gabaritasse a indicação. Vou falar do que eu vi, pois sobre os três que faltaram (Drive My Car, Licorice Pizza e Belfast), como diria Glória Pires, não sou capaz de opinar.

Já trouxe a vcs meus comentários sobre “Não Olhe Para Cima” na coluna de Janeiro desse ano. Recapitulando, um ótimo filme, com elenco e interpretações incríveis, que merece muito ser visto, mas que, na minha opinião, não merecia indicação a melhor filme. Não recebeu nenhuma premiação.

Duna é um filmaço, cheio de efeitos especiais, com uma fotografia belíssima, e uma ficção futurista muito bem elaborada e super bem produzido, tanto que foi indicado a quase todos os prêmios técnicos e levou 05 estatuetas: Melhor Trilha Sonora Original, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Fotografia, Melhor Montagem e Melhor Direção de Arte, todos merecidíssimos. Disponível no HBO Max, merece demais ser assistido. Filme lindo.  

Ataque dos Cães, o filme com maior número de indicações ao Oscar (foram 11 indicações), é um filme belíssimo, profundo, intenso e de interpretações sensacionais! Mas nem de longe era o meu preferido. Na verdade eu não entendi a ovação que deram ao filme. Ele era a grande expectativa desse ano, mas, mais uma vez, não pra mim. Não estou desmerecendo o filme, pelo contrário, é um filme maravilhoso, que vale muito ser visto e que mereceu as indicações que teve, mas não era o melhor entre os indicados. Das 11 indicações o filme conquistou apenas um, Melhor Direção, com a magnífica Jane Campion. Disponível na Netflix.

King Richard: Criando Campeãs, nos conta a história do pai de Serena e Vênus Williams, de tudo o que ele fez para transformar suas filhas nas maiores campeãs do tênis da história. Will Smith, que interpretou Richard brilhantemente, levou o Oscar de Melhor Ator. O filme é emocionante, lindo, excelente. Está disponível no HBO Max.

Amor, Sublime Amor, uma regravação dirigida pelo genial Steven Spielberg, é um musical que se passa no subúrbio de Nova York dos anos 50. Conta uma história de amor que surge entre pessoas de gangs diferentes, e que gera uma confusão entre essas gangs. Recebeu 7 indicações e angariou uma, para Melhor Atriz Coadjuvante com Ariana DeBose. Um filme muito bem produzido, com boas atuações, cenário incrível, mas que não me tocou. Não gostei do filme, achei bobo e exagerado! Talvez eu não esteja numa fase muito romântica. Disponível na Disney+.

O Beco do Pesadelo, um filme de época, dirigido pelo magnífico Guillermo Del Toro, conta a história de um telepata picareta, que se perde em sua mentira, passa a se sentir intocável e faz um monte de bobagem. Filme lindo, emocionante e impactante, que mostra como a ambição pode levar um ser humano à ruína. Amei o filme, na minha opinião era o melhor de todos os indicados, mas, infelizmente, não levou nenhum dos 04 Oscars aos quais foi indicado. Vale muito assisti-lo. Disponível no Star+.

E, por fim, o grande campeão desse ano, No Ritmo do Coração! Filme lindo, tocante e emocionante, que foi tema da coluna do mês passado. Além do Oscar de Melhor Filme, ganhou também, Melhor Ator Coadjuvante, com Troy Kotsur, que foi o primeiro homem surdo a ganhar um Oscar. A atuação dele é uma obra prima! Fiquei emocionadíssima com a premiação dele. Muito merecido. O filme não era o meu preferido, mas fiquei feliz pelo prêmio. Vejam! É belíssimo.

Até mês que vem!

Cuidem-se!

Forte abraço!

Janaina Alencar.