eu, nu, guarda-roupa.

Preciso morrer para escrever tudo que habitava em mim. Tudo que me percorria nas vestes que precisei despir e sentir meus cheiros. Me olhar de longe e entender a presença das calças que me vestiram e todos os sapatos caminhados com os solados desgastados. As minhas roupas ficam e vão ficando conforme o tempo passa e elas não me cabem mais. Esse corpo que se modifica a cada dia e que preciso morrer no fim de todos esses para me entender. Precisei deixar percorrer em todo o nu, o tecido das memórias de dor e afeto para enfim me trancafiar num guarda-roupa visto por poucos. E nesse deixar sentir me faço loja e me vendo como as peças em promoção.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s