Antigo normal: nunca mais

Rifa-se antigo normal de uma vez por todas.

Quarenta minutos de faxina na mesa de centro espelhada – com gavetões e nichos –, abarrotada de objetos e livros intocáveis de capa dura.

Costas arrebentadas de tanto arrastar dois trambolhos de madeira maciça, vulgos “mesinhas de cabeceira”, para tirar o pó acumulado.

Armário inflado de roupas, sapatos e bolsas que nunca serão repetidos ou até mesmo estreados.

IPVA caríssimo para rodar menos de mil quilômetros por ano, sem contar os gastos com combustível, estacionamento e manutenção.

Horas no trânsito caótico para ir à padaria ou mercadinho do bairro, em vez de usar as passadas ou pedaladas saudáveis.

Caminhadas na esteira em ambientes fechados, morando em uma cidade plana, que transborda sol, brisa, parques ecológicos e calçadões que beiram o verde mar.

Carimbos no passaporte para destinos turísticos da moda, com suas superlotações que sufocam a alma do lugar, cultura e estilo de vida dos moradores.

Festas para ver e, principalmente, ser visto.

Amizades às pencas que não se importam um tiquinho com o outro.

Cozinha meia-boca de restaurantes e bares caros, e filas gigantescas dos recém-inaugurados.

Lamentos por desgraça pouca, como a xícara de estimação quebrada acidentalmente.

Felicidade incessante, também conhecida como alienação, demência ou ingenuidade.

Diversão com filhos|netos no parquinho climatizado do shopping, quando se tem quilômetros de orla urbanizada, com quiosques, academias a céu aberto, parque infantil, quadras de vôlei e tênis de praia, anfiteatro, ciclovia, pista de cooper e de skate. Sim, é seguro.

O medo de andar nas ruas e se apoderar das calçadas e praças.

Carros estacionados nas ciclofaixas ou nas vagas prioritárias “só enquanto” pega o filho|neto na escola.

O pouco de tolerância que ainda resta para ouvir fofoca, maledicência e desinformação, como as criminosas fake news.

Por fim, como perfeição e santidade nunca fizeram parte dos meus planos, excluem-se da rifa laivos de arrogância que, porventura, alguém detectar nessas prendas.

Onde habitamos existencialmente?

Por Júlio César Martins Soares

Três indagações são essenciais na filosofia: Quem sou? De onde venho? Para onde vou? Aparecem na vida, outras tantas questões que a filosofia possibilita compreender. Parece que são mais perguntas que respostas e na grande maioria das perguntas se titubeia, deixa-se de lado por não saber como responder ou se dá algum tipo de retorno do qual se pode arrepender depois.

Nesse sentido, o filósofo, por meio do método filosófico se movimenta no intuito de afirmar que é importante saber onde a pessoa está existencialmente, quais são seus endereços existenciais, onde ela habita quando não se habita? Como se porta no mundo desde criança? Procura ver como é a sua estrutura de pensamento? Deseja saber como constrói e solidifica seu pensamento? Se a pessoa é mais sensorial ou se é mais abstrata, quais os espaços que preenche com sua presença?

Diante de um outro que chega querendo respostas demasiadamente rápidas ou encontrar soluções imediatas, o que se pode fazer? É importante o acesso à pessoa sem que ela se afaste de si, através da consciência do que acha de si mesma, de averiguar como o mundo lhe parece, nesse viés “o homem é a medida de todas as coisas” como afirmava Protágoras de Abdera e mais perto dos nossos tempos Arthur Schopenhauer vem afirmar que “o mundo é uma representação minha”. Cabe ainda especular com qual métrica essa pessoa mede o assunto que aborda, porque de fato quando alguém afirma algo, ela diz de que como o mundo é para ela.

Há dentro de cada pessoa um universo composto de contradições, de presença dos opostos e uma das formas de não afastar-se de si é por meio da interpretação dos fatos, porque o indivíduo não é só dor e não é todo desespero. Aqui não há premissas do que é certo ou errado, nem a noção do que é bom ou ruim. Há sim, muitas dubiedades, mas as vizinhanças existenciais trazem um pouco de tudo quanto se precisa saber, pode até se ter várias respostas, mas a metodologia da filosofia hegeliana aponta para uma resposta como uma chave que abre os cadeados e as portas das “prisões” que estiveram há muito trancadas quando houve o rompimento do sujeito com a sua história.

Aparecem muitas dubiedades, na fala, nos gestos, há quem diga, por exemplo, que adora caminhar, adora ler, e no cotidiano de sua história não procura um livro ou saia de casa para se exercitar. Nesse sentido, se se tem uma ideia do caminho, o que a impede, o que dificulta a jornada? Onde procurar tais impedimentos e tais afastamentos senão na história de vida da pessoa contada por ela mesma? Eu e as minhas circunstâncias.

Abraços silenciosos

Dor física ou dor na alma, qual delas machuca mais?

Quando fraturei gravemente o tornozelo durante um treino aeróbico, cheguei a desmaiar de tanta dor. Nos quinze dias que se seguiram à cirurgia de urgência, só consegui tirar breves cochilos. Foram sete meses muito difíceis até a completa reabilitação.

Relembro esse fato por dois motivos: nesse próximo domingo completam dois anos do ocorrido; e por mais doloroso que tenha sido, não se compara à dor profunda pela perda, no ano seguinte, da minha única e querida irmã para a COVID-19.

A dor na alma, essa parece que nunca passa. Ainda mais quando potencializada pelo luto coletivo que ora vivemos, pela inépcia e escárnio do poder público central frente à pandemia, o inadmissível adiamento na compra de vacinas e o consequente atraso na imunização da população.

Embora incomparáveis, ambas são dores que, no primeiro instante, parecem insuperáveis, mas vou me esquivar aqui de falar somente em superação. Porque antes de superar qualquer dor, é necessário ser acolhido nessa dor.

Quando se está sob intenso sofrimento – físico ou espiritual –, tudo o que não se quer ouvir é que “vai passar”, expressão até simpática mas que pode denotar indiferença à dor alheia. É como se lhe dissessem: “Pare de se lastimar, você não é o único ser que sofre”. Desfiar experiências similares superadas – na maioria das vezes, muito mais graves – também não vai ajudar a quem sofre. No fundo, todos sabemos que tudo passa, que nada é para sempre, nem as coisas ruins nem as boas. Mas apressar o processo para quê? Não existe vida sem sofrimento e cada pessoa tem seu próprio tempo e modo de reagir a ele.

Dizem que o sofrimento contribui para o crescimento humano [e deve ser mesmo], como inúmeros outros sentimentos também contribuem, mas eu prefiro enxergá-lo apenas como natural à existência. É preciso, portanto, parar de negá-lo. Só assim seremos capazes de enfrentá-lo e superá-lo no momento certo.

Enfim, se você não é especialista em comportamento – como também não o sou –, ao se deparar com as dores de alguém, apenas o acolha em silêncio, com um abraço, sem comentários ou julgamentos.

Eu Estou Presa na Lua Cheia

Por Barbara Matias

A lua não morre, migra.

Eu morri e nasci na noite de 27 de maio de 2021. 

arte da parenta Drika Kariri.

É o vírus invisível que tenta paralisar minha espiração, meu sopro tá vagaroso.  Me arrebanhou, tirou um pouco da minha braveza que questiona as linhas retas.  Estou meio sonsa, murcha – fisicamente falando, fora isso tudo também a falta de buscar o pô do sol, de se encantar com o mistério.

Se encantar com o mistério está na delicadeza de correr com os pés descalços masturbando as pedras. 

Em casa – Eu caminho de um cômodo a outro e me canso, pronto. Me deito e invento de contar as horas. É um fracasso, honestamente perdoe essas palavras, estou com preguiça de tatear caminhos e atalhos para chegar ao coração.

Caminhos e atalhos leva ao coração.

 Busco ainda que exausta o silêncio, o espontâneo.  

Estou meio concreto, cimento, borracha, plástico e planta sintética.

Minha melhor amiga passou três meses aguando um pé de cacto de plástico.  

Estou sem graça desse estado. Em algum instante quero romper. Vou romper, aproveitei a lua para me engordar de fora pra dentro. E mesmo exausta, vou cuspir a dor quando tomar banho de rio pelada, eu sou como a lua – eu não para de existir, eu migro por oceanos desertos. 

É verdade, estou cansada, a noite vou abrir um vinho que comprei vou beijar na boca mesmo que seja na imaginação, vou beijar a sereia de cabelos encaracolados e unhas afiadas, a serei que eu vi na praça da Sé do Crato. Eu preciso beijar na ficção/realidade que as palavras me costuram,  a tempos minha escrita dorme no “estou cansada”, descosturada, tecido cheio de buraco, rasgado, frágil.    Ando péssima mas passo bem.  Está noite eu beijo ainda que com o vírus a sereia invisível da praça da sé do Crato.

No Crato não tem mar.

Hahaha  eu estou péssimo mas ri o rio de mim . Eu me faço sereia cabôca de rio. Eu nasço jurema. Agora estou bem. 

Viva. 

Sugestão: bebe um álcool aproveita a ideia de maior de 18 anos, acende um fogo em algum lugar.

Abraço virtual, Barbara Matias

Sobre desrespeito à identidade de gênero…

Por Alicia Pietá

Se alguém usa todos os signos e símbolos de um determinado gênero, ou não usa mas pede pra ser tratada(o) como tal, qual a dificuldade?


Eu vivo essa chatice a um certo tempo , mesmo depois da minha prótese, por exemplo, ainda me deparo com situações desrespeitosas como essa, o ELE ao meu ver não se justifica! Nenhuma dessas desculpas “Ah é novo pra mim”, “eu não entendo sobre isso”, “estou me acostumando”, “ah mas não se operou ainda”… NÃO cola!


Já ouvi/li mil “justificativas” e justamente nesse momento social, com tanta informação e multiplicidade de pessoas é que eu entendo como preguiça desses que usam as tais desculpinhas, apenas acomodam-se, não vejo empatia nenhuma de uma pessoa que se nega a compreender e respeitar, por que sim é um desrespeito, eu simplesmente me nego a ter qualquer contato com gente desse tipo.


Então o grande problema é ficar dando desculpas pra algo óbvio e simples, somente.
Trabalho com esse tema, VIVENCIO dia a dia.

Covid-19 e emoções: uma relação direta

Por Daniel Hamido

Ao longo desses últimos 12 meses analisando o padrão energético do vírus covid-19/Sars/Cov-2, pude fazer correlações importantes. Como terapeuta, procuro encontrar padrões recorrentes assim como se fazem cientistas em suas pesquisas acadêmicas, porém sem o rigor científico. E com estudos de casos de uma, duas, três…. cinquenta pessoas, consegue encontrar esse padrão.

Os estudos de caso que pude fazer ao longo desses últimos 12 meses desde quando comecei a atender pessoas em março de 2020 mostraram que quando o padrão vibratório baixa do indivíduo- esse possui relações com algum aspecto emocional- o estado de saúde fica comprometido. Quando o padrão vibratório aumenta -livre de padrões vibratórios densos, mas apenas sutis- o estado de saúde fica estabilizado. Existe um gráfico – dos mais simples- que é um dos primeiros a medir isso. Ensino inclusive em meus cursos como a pessoa fazer a automedição de seu campo energético.

Em radiestesia, uma técnica a qual domino há 5 anos- muito antes da covid e pandemia- pude observar com as pessoas atendidas em formato remoto- elas em suas casas e eu na minha- que a repetição de um elemento chamado “larva astral”. Larva astral são consciências extrafísicas que atuam no campo energético de pessoas que vibram em energias de baixa frequência. Elas atuam em diversos locais e setores, bem como associando ao inconsciente coletivo daquele local. Exemplo: motéis possuem larvas astrais específicas da promiscuidade. Nem todo mundo que vai lá é promíscuo, mas quem vai acaba pegando um pouco dessa energia do inconsciente daquele local que é a promiscuidade.

E assim existem larvas astrais em estádios de futebol (sim, lá também!), saunas gays, muitos outros locais e se você não cuidar até mesmo na sua própria casa! No próximo artigo, vamos falar sobre esses locais a mais e nos aprofundar sobre esse tema que considero pertinente.

As larvas para atuarem precisam de um “ambiente energético” propício. Assim como colônias de bactérias hospedeiras precisam de um Ph, glicose e outros elementos físicos, as larvas astrais precisam desse ambiente também! Quais são esses ambientes?

  • Pouca iluminação do sol;
  • Baixa vibração do pensamento (reclamações, murmurações, ressentimentos, mágoas, raiva, ódio, vingança, medo, dúvida, insegurança, etc)

Com esses 2 elementos acima por muito tempo, fica o ambiente energético propício para que a pessoa pegue covid-19, adoeça, agrave o caso e desencarne fisicamente. Por quê? Por que a larva astral precisa que o padrão vibratório do hospedeiro esteja com baixa de frequência!

Em outras palavras, não tenha receio do vírus, nem alimente ele energeticamente com medo, nem dando poder a ele com medo que sente por ele, nem negligenciando ele. Ele não é apenas mais um vírus. Mas também não um ser mitológico de 7 cabeças “cavaleiro ceifador”. Ele vibra na frequência que cada indivíduo vibra! Caso a pessoa vibre por exemplo no medo ele se “alimentará” energeticamente desse medo e o estado de saúde irá agravar, podendo a pessoa ir até a óbito. Já em outro cenário, caso a pessoa vibre na gratidão, no perdão, no amor, no auto perdão, mesmo que pegue o vírus, nada irá acontecer a você, podendo muitas vezes ser um vírus assintomático nos moldes físicos de percepção.

Você tem 2 opções de agora em diante. Fazer de conta que não leu esse artigo e dizer que nada disso faz sentido e “pagar o preço” da negligencia energética ou buscar se cuidar mais das emoções, do padrão vibratório que são aspectos diretamente associados ou mudar esse padrão energético e se cuidar de forma inteligente. A decisão é sua. 

Caso você tenha parentes e familiares, podemos ajudar a melhorar o padrão de saúde e qualidade de vida bem como ajudar a reduzir os incômodos tratando o campo energético em paralelo ao tratamento convencional. Fale conosco.

No próximo artigo, irei compartilhar dicas simples para que você possa ter condições favoráveis para sua “casa energética”, sua morada física, seu corpo possa vibrar de forma harmônica independente do covid bater na sua porta.

Cantando eu mando a Tristeza vazar

Cantar é um jeito de carinho, penso baixinho.

Cantar é um jeito de caminho, sinto carinho.

Cantar é um jeito de expurgar, o medo de ser sozinho.

 “Cantando eu mando a tristeza embora”!

Não sou cantora, nem tão pouco sou triste, mas que uma boa canção, entendendo que boa é aquela que conversa com nossas almas, aquece e eleva as energias, gerando movimento. E de movimento estou bem entendendo, a vida aqui tá tão movimentada que quando penso que terei um tempo livre, não tenho tempo de de pensar o que fazer com esse tempo, pois logo sou lembrada de alguma nova demanda. Tá puxado e não estou reclamando, mas constatando, aceitando, percebendo e compartilhando então vamos lá para que entendam o tá puxado.

Nosso canal tá com programação semanal às segundas com Arte Onde Estiver, onde convido ArteVistas para conversar, sem pauta e/ou roteiro, as quartas com programação Poço da Draga. Onde na primeira quarta feira de cada mês temos a partir de amanhã o Poço de Afetos, onde Sabrina Lima, filha do Poço da Draga, moradora de Paris conversa com seus amigos do Poço da Draga e a estreia será nesta quarta às 17 horas, no canal Lugar ArteVistas, em um papo cheio de afeto e brilho nos olhos de quem salta sem medo, com Pedro Sami. Na segunda e terceira quarta estamos com programação nascente, que logo falo mais, e a última quarta do mês é o dia da revista eletrônica Lugar ArteVista que nesta temporada foi gravada no Poço da Draga, e neste mês de maio cai mesmo no dia do aniversário do Poço da Draga e será com Dinha e Serguinho, dois ArteVistas querides e inspiradores. Na quinta temos a psicóloga psicoterapeuta Silvia Helena, e convidades ArteVistas para uma Conversa Entre Nós, às 19 horas. Na sexta é dia de Casa D’Aurélia, com a diva Marta Aurélia e os seus maravilhoses. E no segunda sábado de cada mês temos Mentalizando Mapas Culturais com Ivina Passos, e no último sábado de cada  temos, Novos Tempos – Novos Ciclos com as ArteVistas Crica e Renatinha. No domingo estreamos neste um programa ainda em construção com apresentação de Kerla e parceria com a Occa. Tem outras delícias se desenhando e em breve compartilho por aqui. 

E temos esse blog que amo que neste último mês recebeu gente nova para somar e embelezar mais. 

Já ativa o lembrete e se inscreve: https://www.youtube.com/watch?v=lMRSH1mOdeg

Sobre as ações do Poço seguimos agradecendo aos parceiros da Associação Anjo Rafael e tantas outras que estamos fortalecendo, não podemos parar e você que me lê também pode contribuir, toda ajuda é bem vinda e faz a diferença na vida das pessoas.

Coisa de Amor

Por Roberta Bonfim

Hoje é terça-feira e eu estou só a farofa, e inventando mais o que fazer, como um descompasso compulsivo sigo inventando novas missões. Felizmente a filha tá na casa da Vó, e eu ainda sim sobrecarregada, pensando sobre esse todo que nos tornamos enquanto Lugar ArteVistas, e somos duros e independentes, de modo que apesar dos muitos braços sigo com acúmulo de funções. Tento me perguntado cotidianamente porque? Pra que? Faz uns anos que essas questões me assolam, e venho buscando enraizar e se hoje existimos é parte significante porque o Poço da Draga nos deu um real motivo para existirmos, quando nos recebeu tão bem e nos fazem sentir de casa.

Sinto saudades de andar por lá de modo mais frequente, mas trabalhamos com o que temos com o que é possível no momento. Então no momento temos a nova temporada da revista que tá linda e no último papo conversamos com os ArteVistas Gustavo Luz, Sérgio Rocha e as maravilhosas Izabel e Marilac Lima, da ONG Velamar. 

Aproveita, assiste e se inscreve no canal.

Em maio o programa tá lindo e será aprofundado com Serginho e que chega para embelezar é Dinha, se liga que o programa sobe depois da live de aniversário do Poço da Draga.

Na quarta sem ser amanhã a outra, no dia 05 de maio, teremos a estreia do Poço de Afetos, com apresentação de Sabrina Lima, uma Filha do Poço. E a estreia vai ser um papo com Samir, estudante de educação física, que arrasa muito no salto da Ponte Metálica e como Sabrina é um Filho do Poço. Assumo que estou especialmente feliz com esse programa que é a realização de um sonho. E aproveito para agradecer Sabrina e ao Poço pela alegria e confiança de trocar ideias juntes. 

E se constrói a Escuta Poço onde psicólogos fazem atendimento com os interessados do Poço, estão responsáveis pela organização e melhor funcionamento da escuta , a psicóloga e apresentadora Silvia Helena e Izabel Lima da ONG Velumar, com parcerias incríveis e necessárias. 

Seguimos chamando a todes a colaborar com o Poço da Draga, esse lugar incrível que tanto amamos e admiramos e você pode contribuir com cestas básicas, quentinhas, afeto e boas energias. Você pode também apoiar 20 famílias chefiadas por mulheres com crianças e/ou idosos, com 180,00 reais por mês por quatro meses. Você pode apoiar integralmente uma família, como pode depositar qualquer valor na conta de Izabel Lima da ONG Vela Mar, que ela com apoio nosso e da turma linda do Ser Ponte organiza tudo para que esse apoio chegue a quem mais precisa nesse momento. Seja parte desse movimento apoie o Poço da Draga e como nos aqui seja um ArteVista e abrace esse Lugar de arte e afetos.

Muito amor pelo Poço que é razão motivadora, mais potente. Mas não posso negar que vivo e vibro a cada novo texto, quanto aprendo, tantos somos, e tem o canal, como a cada semana sou apreendida por ArteVistas encantades e sigo vivendo nessa frequência da arte em atividade. 

Grata!

Oi gente!

Por Lorena Aragão

Oi gente!

Meu primeiro momento por aqui… escrevo cheia de borboletas na barriga!!!

Fiquei matutando um tempão sobre o que traria enquanto porta de entrada, enquanto primeiro convite para nos conhecermos. Sempre fui afeita às palavras. Escrever faz parte da minha constituição de vida, escrevo desde que me entendo por gente. Quando criança, tinha aqueles diários com um cadeado que não guardava os segredos de ninguém. Adolescente, comprava agendas descoladas e escrevia todos os
meus dias.

Tenho registros incríveis de primeiro amor, primeiro beijo, primeiras decepções. Com a evolução dos tempos, migrei para os blogs. Já tive uns dois ou três. Aí, aos meus 28 anos, veio a gestação. Mais uma vez, minhas escritas me salvaram de mim. Em meio a uma gravidez solo tão conturbada, escrever me ajudava a expressar tudo aquilo que eu estava vivendo e não conseguia por pra fora com ninguém. Então meu filho nasceu. Choro de neném, noites em claro, fralda pra trocar, choro de neném, põe pra arrotar, dá de mamar, o peito com mastite, choro de neném, fralda para trocar, quero escrever, tô com sono, cansaço, puerpério…quero…es…cre…v…não deu. Depois que meu filho nasceu eu parei de escrever. Foi quase sem perceber que abandonei a escrita. A chegada de um filho muda tudo, bagunça, chacoalha. Faz a gente rever prioridades , amizades, relativizar o tempo. Às vezes (na maioria delas) a gente se sente abandonada até por si própria. Cadê aquela mulher que estava em todas as noitadas, a rainha da balada Cadê aquela mulher que estava sempre bem cuidada, sobrancelha feita, unha sem cutícula? Passei anos sendo só mãe. Anos vivendo um universo que tinha mais sobre bebê do que sobre mim. Mas chega uma hora que a angústia vem, e a gente quer se reencontrar, quer um tempo pra respirar. O convite para escrever aqui me tirou da zona de conforto, do conformismo de “não ter mais tempo para essas coisas”.

Hoje meu filho tem 8 anos e eu sinto que já consigo não ser só mãe. Me chamo Lorena, sou Psicóloga Perinatal, baiana, tenho 36 anos, sou casada, mãe de Inácio e , mais do que nunca, sou MULHER. Estarei aqui me desafiando a tornar este espaço um cantinho de reencontro comigo, uma parceria de fortalecimento entre mães que amam seus filhos, mas que também sentem saudades de si. Vamos dá as mãos e seguir juntas nesta estrada? Do que você sente saudade? O que você abandonou? É tempo de novos tempos. Caminhemos! Beijos, luz e axé!

Lorena e Inácio ❤ – Lorena estará neste Lugar de afetos e compartilhamentos, na 4 segunda de cada mês. Se chega!