A construção do amor

Por Roberta Bonfim

Ilude-se quem pensa no amor constante. Quem pensa que somos finitos. Ilude-se quem pensa que somos todes estranhos uns aos outros. Quem pensa que existe uma verdade única. Ilude-se quem pensa que tudo é a partir da mente. Quem não silencia para se ouvir. Ilude-se quem pensa que o pensamento é exato e que as ditas verdades são construídas a partir dele. Ilude-se quem pensa que por saber pensar é melhor. Quem não se sente à vontade em si, com o que não se permite sentir. Ilude-se quem pensa que a mente silencia. Quem aprendeu a calar a alma. Ilude-se quem se leva tão a sério, ou quem pensa ser o detentor do saber universal. 

E eu bem humana, afundada em pensamentos e ilusões. Quando me percebi grávida, não acreditei e fui atestar. Quando me percebi da grávida e “abandonada”, não senti qualquer medo. E comecei a perceber que nunca tinha estado tão acompanhada e assim começamos conscientemente o processo de construção do amor. Vivemos muitos meses juntas e Ana Luna não queria sair de mim e precisamos da ajuda de uma equipe incrível que a ajudou e logo me deram ela no colo e sorrimos com esse encontro externo. Um sorriso tímido, mas sorrimos e eu desejei as boas vindas dando-lhe o melhor de mim e assim seguimos, buscando potenciar nossos melhores. Nunca senti medo de ser mãe da minha filha e não o tenho agora. 

Mas, nem sempre me senti assim tomada de amor, como me sinto neste momento que olho ela bagunçando tudo que acabei de arrumar e acho bonito, pois ela tá descobrindo o mundo e eu com ela aprendo a descobrir o mundo. Minha criança se diverte com minha filha, juntas aprendem o alfabeto escrito e o dos afetos. Esse amor que se constrói em nosso cotidiano que não é tranquilinho, pois sou uma geminiana nata, como bem sabem e faço mil coisas, e a ela peço compreensão e a convido a brincar perto, é ser parte desse movimento de sermos do modo que ela achar mais massa, desde que também saiba que as vezes vou precisar que ela silencie, ou mesmo que se afaste e há também os momentos em que ela sem qualquer pudor diz; “Com Licença mamãe, vai pro seu quarto. vai!”. E o meu exercício é confiar que ela só quer privacidade e que não vai aprontar nenhuma novidade e essa confiança tem dado certo, porque nós confiamos e aí é melhor arriscar junto de quem se confia e assim vamos arriscando junto nessa construção e nutrição desse amor que construímos juntas.

É no olhar da minha cria que vejo mais nitidamente a luz do amor. E é no seu chamado que começo a perceber o quanto me perdi. Guardei-me tão bem guardada em medos e emoções tolhidas que neste momento em que venho sido chamada a um encontro mais sério comigo mesma tenho encarado lembranças que transformei em fantasmas aterrorizantes e que ao ter coragem de encará-los apesar das lágrimas e novas percepções venho mais uma vez constatando que os medos são maiores quando são só sombras da mente. 

É no abraço, no carinho, no chamego, no papo reto quando sentamos para trocar ideia que minha criança vem aprendendo a não ter tantas questões. Grata universo por me afagar com esse amor tão bom.

Antigo normal: nunca mais

Rifa-se antigo normal de uma vez por todas.

Quarenta minutos de faxina na mesa de centro espelhada – com gavetões e nichos –, abarrotada de objetos e livros intocáveis de capa dura.

Costas arrebentadas de tanto arrastar dois trambolhos de madeira maciça, vulgos “mesinhas de cabeceira”, para tirar o pó acumulado.

Armário inflado de roupas, sapatos e bolsas que nunca serão repetidos ou até mesmo estreados.

IPVA caríssimo para rodar menos de mil quilômetros por ano, sem contar os gastos com combustível, estacionamento e manutenção.

Horas no trânsito caótico para ir à padaria ou mercadinho do bairro, em vez de usar as passadas ou pedaladas saudáveis.

Caminhadas na esteira em ambientes fechados, morando em uma cidade plana, que transborda sol, brisa, parques ecológicos e calçadões que beiram o verde mar.

Carimbos no passaporte para destinos turísticos da moda, com suas superlotações que sufocam a alma do lugar, cultura e estilo de vida dos moradores.

Festas para ver e, principalmente, ser visto.

Amizades às pencas que não se importam um tiquinho com o outro.

Cozinha meia-boca de restaurantes e bares caros, e filas gigantescas dos recém-inaugurados.

Lamentos por desgraça pouca, como a xícara de estimação quebrada acidentalmente.

Felicidade incessante, também conhecida como alienação, demência ou ingenuidade.

Diversão com filhos|netos no parquinho climatizado do shopping, quando se tem quilômetros de orla urbanizada, com quiosques, academias a céu aberto, parque infantil, quadras de vôlei e tênis de praia, anfiteatro, ciclovia, pista de cooper e de skate. Sim, é seguro.

O medo de andar nas ruas e se apoderar das calçadas e praças.

Carros estacionados nas ciclofaixas ou nas vagas prioritárias “só enquanto” pega o filho|neto na escola.

O pouco de tolerância que ainda resta para ouvir fofoca, maledicência e desinformação, como as criminosas fake news.

Por fim, como perfeição e santidade nunca fizeram parte dos meus planos, excluem-se da rifa laivos de arrogância que, porventura, alguém detectar nessas prendas.

Minha cidade Eu

Por Roberta Bonfim

Sou filha da terra sol, Fortaleza. Terra de belas praias e mesmo quando a cidade ainda não se relacionava com ela, e nem o turismo tinha ainda entendido como melhor vê-la e eu já estava caminhando entre as dunas a caminho do mar para ficar por horas ali na areia com a minha imaginação e toda a natureza que me rodeava. Podia ser também na praia do lido, na beira mar, porto das dunas, barra do ceará, nas pocinhas da hoje vila do mar.

Assim cresci, na areia perto do mar e com as dunas que se movimentam guiadas pelo vento fui aprendendo a sentir e perceber a cidade de Fortaleza que tudo já teve e já não tem. É que aqui tem ventos fortes e somos grãos de areia.

Olhar essas fotos é perceber que a Praia do Futuro abraçava seu nome na minha infância e junto com ela hoje somos presentes repletas de questões. Fortaleza é minha cidade e juntas estamos em permanente transformação. 

Começo me expospondo porque foi o que solicitei aos meus companheiros de grupo de estudo sobre cidade e coletividade, mas também por que semana passada dei entrevista para Marta Aurélia e foi um papo lindo, mas me expus um bucado, já pensei em apagar, mas fui ver as visualizações e só 28 contando comigo viram então pode ficar lá como mais um rico capítulo desse Lugar ArteVistas. Mas, se chegar até aqui e quiser saber como e porque estamos clica que falei mais que a boca.

Na quinta tivemos retorno dela a nossa ArteVista do Conversa entre Nós Silvia Helena que voltou linda e arrasante falando sobre movimento e dança.

E no sábado Ivina Passos conversou com o TIC Festival e eu me emocionei muito com Emídio e com as voltas que a vida nos permite viver sem sair do lugar.

E logo menos tem estreia de mais um papo necessário entre Cris Cordeiro, Marcelo Muz, Mariana Castro e Valéria que leva a refletir sobre todas as agressividades cotidianas que vivemos e fazemos. 

e se inscreve no canal que cada dia é uma maravilha nova!

Onde habitamos existencialmente?

Por Júlio César Martins Soares

Três indagações são essenciais na filosofia: Quem sou? De onde venho? Para onde vou? Aparecem na vida, outras tantas questões que a filosofia possibilita compreender. Parece que são mais perguntas que respostas e na grande maioria das perguntas se titubeia, deixa-se de lado por não saber como responder ou se dá algum tipo de retorno do qual se pode arrepender depois.

Nesse sentido, o filósofo, por meio do método filosófico se movimenta no intuito de afirmar que é importante saber onde a pessoa está existencialmente, quais são seus endereços existenciais, onde ela habita quando não se habita? Como se porta no mundo desde criança? Procura ver como é a sua estrutura de pensamento? Deseja saber como constrói e solidifica seu pensamento? Se a pessoa é mais sensorial ou se é mais abstrata, quais os espaços que preenche com sua presença?

Diante de um outro que chega querendo respostas demasiadamente rápidas ou encontrar soluções imediatas, o que se pode fazer? É importante o acesso à pessoa sem que ela se afaste de si, através da consciência do que acha de si mesma, de averiguar como o mundo lhe parece, nesse viés “o homem é a medida de todas as coisas” como afirmava Protágoras de Abdera e mais perto dos nossos tempos Arthur Schopenhauer vem afirmar que “o mundo é uma representação minha”. Cabe ainda especular com qual métrica essa pessoa mede o assunto que aborda, porque de fato quando alguém afirma algo, ela diz de que como o mundo é para ela.

Há dentro de cada pessoa um universo composto de contradições, de presença dos opostos e uma das formas de não afastar-se de si é por meio da interpretação dos fatos, porque o indivíduo não é só dor e não é todo desespero. Aqui não há premissas do que é certo ou errado, nem a noção do que é bom ou ruim. Há sim, muitas dubiedades, mas as vizinhanças existenciais trazem um pouco de tudo quanto se precisa saber, pode até se ter várias respostas, mas a metodologia da filosofia hegeliana aponta para uma resposta como uma chave que abre os cadeados e as portas das “prisões” que estiveram há muito trancadas quando houve o rompimento do sujeito com a sua história.

Aparecem muitas dubiedades, na fala, nos gestos, há quem diga, por exemplo, que adora caminhar, adora ler, e no cotidiano de sua história não procura um livro ou saia de casa para se exercitar. Nesse sentido, se se tem uma ideia do caminho, o que a impede, o que dificulta a jornada? Onde procurar tais impedimentos e tais afastamentos senão na história de vida da pessoa contada por ela mesma? Eu e as minhas circunstâncias.

Eu Estou Presa na Lua Cheia

Por Barbara Matias

A lua não morre, migra.

Eu morri e nasci na noite de 27 de maio de 2021. 

arte da parenta Drika Kariri.

É o vírus invisível que tenta paralisar minha espiração, meu sopro tá vagaroso.  Me arrebanhou, tirou um pouco da minha braveza que questiona as linhas retas.  Estou meio sonsa, murcha – fisicamente falando, fora isso tudo também a falta de buscar o pô do sol, de se encantar com o mistério.

Se encantar com o mistério está na delicadeza de correr com os pés descalços masturbando as pedras. 

Em casa – Eu caminho de um cômodo a outro e me canso, pronto. Me deito e invento de contar as horas. É um fracasso, honestamente perdoe essas palavras, estou com preguiça de tatear caminhos e atalhos para chegar ao coração.

Caminhos e atalhos leva ao coração.

 Busco ainda que exausta o silêncio, o espontâneo.  

Estou meio concreto, cimento, borracha, plástico e planta sintética.

Minha melhor amiga passou três meses aguando um pé de cacto de plástico.  

Estou sem graça desse estado. Em algum instante quero romper. Vou romper, aproveitei a lua para me engordar de fora pra dentro. E mesmo exausta, vou cuspir a dor quando tomar banho de rio pelada, eu sou como a lua – eu não para de existir, eu migro por oceanos desertos. 

É verdade, estou cansada, a noite vou abrir um vinho que comprei vou beijar na boca mesmo que seja na imaginação, vou beijar a sereia de cabelos encaracolados e unhas afiadas, a serei que eu vi na praça da Sé do Crato. Eu preciso beijar na ficção/realidade que as palavras me costuram,  a tempos minha escrita dorme no “estou cansada”, descosturada, tecido cheio de buraco, rasgado, frágil.    Ando péssima mas passo bem.  Está noite eu beijo ainda que com o vírus a sereia invisível da praça da sé do Crato.

No Crato não tem mar.

Hahaha  eu estou péssimo mas ri o rio de mim . Eu me faço sereia cabôca de rio. Eu nasço jurema. Agora estou bem. 

Viva. 

Sugestão: bebe um álcool aproveita a ideia de maior de 18 anos, acende um fogo em algum lugar.

Abraço virtual, Barbara Matias

Desafios chegam para serem vividos

Por Roberta Bonfim

Parei de enfrentar a vida já faz um tempo. Mas, tenho um ego forte, então é cotidiano o desafio de colocar o que penso debaixo do tapete a fim de não gerar um caso, de não polemizar, ou abrir mão desse papel de legal que conquistei depois de anos de piadas mal contadas, em um corpo gordinho. E olha que ainda levo de doida, ou doidinha por tá fora dos padrões. Há quem diga que sou espontânea, mas eu que sei o quanto me pondero sobre e quando falo.

Criou-se inclusive uma fama sobre mim de ser bastante chata e exigente, eu que sempre trabalhei muito mais que o meu trabalho de fato peço e provoco para que façamos mais que só a nossa parte. Mesmo porque quem define isso no contexto do existir? Quem fez essa divisão? 

Essa semana foi mais difícil do que de costume, pra começar vivi o susto da possibilidade de um incêndio. Na terça passada. Deixo aqui um texto sobre essa vivência. 

Terror nas Escadas

Ontem vivi o que eu já havia sonhado, mesmo assim o ontem mexeu comigo.

A bem da verdade como o resto da sociedade ando bem remexida por dentro e isso com o ontem me levam a pensar sobre as nossas reais prioridades!

Ontem foi só um susto! E são agoras lembranças que vou compartilhar para elas saírem de mim.

Eu já dormia, ontem tinha sido um dia de muitas demandas e emoções, coloquei minha filha pra dormir e fui com ela ao encontro de Morfeu, quando ouvi um alarme bem alto, o primeiro chamado deve ter me acordado, e eu agradeci pelo sono leve no ato. Me levantei, tentei entender do que se tratava e logo percebi que era o alarme de incêndio, vesti um short rápido, peguei a bolsa e disse as gatas que estava tudo bem e torci para que estivesse. A vizinha bateu forte na porta perguntando o que era e eu disse com uma tranquilidade assustadora que era o alarme de incêndio e que precisávamos descer. Ela saiu gritando e eu desisti de acordar Ana Luna a peguei no colo ainda sonolenta coloquei a máscara sem tirar o tapa olho e segui descendo as escadas. E foi nas escadas que senti mais uma vez a tal quebra do tempo espaço que eu havia citado de tarde e que já conhecia de outros momentos latentes da vida.

Passos rápidos na escada, minha filha acordou ainda de tapa olhos, e em movimento e ensaiou chorar e eu dizendo “Tá tudo bem meu bem! Quer que mamãe vá mais devagar? Mamãe vai! eu dizia sem alterar a velocidade dos pés que descia o mais rápido que eu conseguia eu falava lentamente, enquanto descia rápido os 14 andares. Quem passava ou saia das portas de emergência me ouviam também, ouviam algo. Eu observava e via animais correndo do suposto fogo e não sei exatamente se na hora ou no processo a memória global me traz a mente e a alma a dor da Amazônia. Pensei nos indígenas vendo suas aldeias queimadas e correndo para se manterem vivos. Os bichos correndo pela sobrevivência, abandonando seu bando para sobreviver. Pensava nisso e nas gatas que não consegui levar e isso mexeu muito comigo. Em caso de incêndio eu só salvo a mim e mais um (minha filha) . Descobri isso ontem! Havia medo descendo as escadas, senhoras, crianças, outras mães como eu carregando sua cria no colo. 

E mesmo  e apesar do meu espírito dizer que estava tudo, havia o medo entre os andares com a luz sépia. Eu buscava e não identificava o calor e isso era uma tranquilidade. 

Todos desciam correndo, ninguém falava nada. O alarme de incêndio ainda ecoa agora na minha cabeça. E o pensamento de que somos bichos muito indefesos e amamos a vida! Mesmo com medo da possibilidade do fogo quase todes estavam de máscara. O que comprova a rapidez do pensamento e nossa capacidade auto defesa.

E por aqui em mim o que fica e reverbera é a relação com a prioridade, e sobre o que de fato preciso. 

Compartilho esse texto pois precisei dele para perceber e aceitar que foi só um susto e tudo segue. Amém!

………

Na quarta tivemos a estreia linda do Poço de Afetos com Sabrina Lima e Pedro Sami em um papo cheio de afeto e responsabilidades pelo Poço da Draga. 

Na quinta não tivemos Conversa Entre Nós, Silvia Helena que o apresenta tá precisando ficar off e desmarcamos mais até que ela volte vou ficar recepcionando seus convidados.E a sexta foi cheia de emoção. Dinha deixou sua linda arte como presente às Mães do Poço da Draga. Conseguimos também fazer as entregas às 10 famílias apoiadas, E você pode apoiar também.

De noite entrou o papo com o maravilhoso Nirton Venâncio, falando sobre o Pessoal do Ceará , poesia, histórias da cidade. papo maravilhoso como bem gosta Marta Aurélia.

No sábado teve Mentalizando Mapas Culturais com a apresentadora, a mais coisada desse canal, Ivina Passos é inspiração e recebeu o Cosmo e o Festival Galhofo. E foi um doce encontro de relações e boas histórias.

O domingo foi dia das mães e estreamos o programa com mais sabor do canal. Até o Caroço apresentado por Kerla Alencar, com a parceria da Occa Cultura Alimentar para conversar com cozinheiras autodidatas que amam a cozinha. E foi incrível começar com histórias do São Sebastião.

Ontem tive a missão de apresentar a Lugar ArteVistas e consegui, em partes, eu acho. E não estou certa se me fiz entender. Mas, ouvi coisas bonitas e sou grata pela chance de poder tentar apresentar. Ontem também tive um papo potente com Beto Lemos, João Furtado e Pedro Orlando. E foi incrível. Sai renovada para mais uma semana.

E ainda teve a Materna – um papo sobre maternidade com Alana Alencar, que deixou seu texto aqui neste blog que tá cada vez mais lindo e potente. 

E vamos que vamos que agora preciso entrar no grupo de estudo.

Covid-19 e emoções: uma relação direta

Por Daniel Hamido

Ao longo desses últimos 12 meses analisando o padrão energético do vírus covid-19/Sars/Cov-2, pude fazer correlações importantes. Como terapeuta, procuro encontrar padrões recorrentes assim como se fazem cientistas em suas pesquisas acadêmicas, porém sem o rigor científico. E com estudos de casos de uma, duas, três…. cinquenta pessoas, consegue encontrar esse padrão.

Os estudos de caso que pude fazer ao longo desses últimos 12 meses desde quando comecei a atender pessoas em março de 2020 mostraram que quando o padrão vibratório baixa do indivíduo- esse possui relações com algum aspecto emocional- o estado de saúde fica comprometido. Quando o padrão vibratório aumenta -livre de padrões vibratórios densos, mas apenas sutis- o estado de saúde fica estabilizado. Existe um gráfico – dos mais simples- que é um dos primeiros a medir isso. Ensino inclusive em meus cursos como a pessoa fazer a automedição de seu campo energético.

Em radiestesia, uma técnica a qual domino há 5 anos- muito antes da covid e pandemia- pude observar com as pessoas atendidas em formato remoto- elas em suas casas e eu na minha- que a repetição de um elemento chamado “larva astral”. Larva astral são consciências extrafísicas que atuam no campo energético de pessoas que vibram em energias de baixa frequência. Elas atuam em diversos locais e setores, bem como associando ao inconsciente coletivo daquele local. Exemplo: motéis possuem larvas astrais específicas da promiscuidade. Nem todo mundo que vai lá é promíscuo, mas quem vai acaba pegando um pouco dessa energia do inconsciente daquele local que é a promiscuidade.

E assim existem larvas astrais em estádios de futebol (sim, lá também!), saunas gays, muitos outros locais e se você não cuidar até mesmo na sua própria casa! No próximo artigo, vamos falar sobre esses locais a mais e nos aprofundar sobre esse tema que considero pertinente.

As larvas para atuarem precisam de um “ambiente energético” propício. Assim como colônias de bactérias hospedeiras precisam de um Ph, glicose e outros elementos físicos, as larvas astrais precisam desse ambiente também! Quais são esses ambientes?

  • Pouca iluminação do sol;
  • Baixa vibração do pensamento (reclamações, murmurações, ressentimentos, mágoas, raiva, ódio, vingança, medo, dúvida, insegurança, etc)

Com esses 2 elementos acima por muito tempo, fica o ambiente energético propício para que a pessoa pegue covid-19, adoeça, agrave o caso e desencarne fisicamente. Por quê? Por que a larva astral precisa que o padrão vibratório do hospedeiro esteja com baixa de frequência!

Em outras palavras, não tenha receio do vírus, nem alimente ele energeticamente com medo, nem dando poder a ele com medo que sente por ele, nem negligenciando ele. Ele não é apenas mais um vírus. Mas também não um ser mitológico de 7 cabeças “cavaleiro ceifador”. Ele vibra na frequência que cada indivíduo vibra! Caso a pessoa vibre por exemplo no medo ele se “alimentará” energeticamente desse medo e o estado de saúde irá agravar, podendo a pessoa ir até a óbito. Já em outro cenário, caso a pessoa vibre na gratidão, no perdão, no amor, no auto perdão, mesmo que pegue o vírus, nada irá acontecer a você, podendo muitas vezes ser um vírus assintomático nos moldes físicos de percepção.

Você tem 2 opções de agora em diante. Fazer de conta que não leu esse artigo e dizer que nada disso faz sentido e “pagar o preço” da negligencia energética ou buscar se cuidar mais das emoções, do padrão vibratório que são aspectos diretamente associados ou mudar esse padrão energético e se cuidar de forma inteligente. A decisão é sua. 

Caso você tenha parentes e familiares, podemos ajudar a melhorar o padrão de saúde e qualidade de vida bem como ajudar a reduzir os incômodos tratando o campo energético em paralelo ao tratamento convencional. Fale conosco.

No próximo artigo, irei compartilhar dicas simples para que você possa ter condições favoráveis para sua “casa energética”, sua morada física, seu corpo possa vibrar de forma harmônica independente do covid bater na sua porta.

Agora cuida!

Por Roberta Bonfim

Começo dizendo que esses textos que chegam às terças, são escritos aos domingos, o dia em que eu não trabalho. Pouco ou nada me relaciono com o celular, mas o dia que escolhi para escrever esses textos, que são semanais. 

E a cada semana estamos vivendo coisas mais lindas de maravilhosas. Então vamos a elas. Em meio aos corres consegui encontrar com Kerla que entra nesse lugar e vai ocupar os domingos do nosso canal com papos deliciosos, literalmente, já que vai bater papo com os autodidatas criativos da cozinha. Inclusive neste texto, aproveito para fazer o convite formal a 5 pessoas que amam comidas e que seria incrível ter suas pessoas somando com quadros nesse programa, Clara Macedo, que apresentou o Arte na Cozinha, – Thamara e Igor, seus rolês pelos restaurantes da cidade, nos interessam. – Crislânio, sentimos saudades daquelas lindas Dicas do Cris. E Matheus e Bia, bem podiam fazer o quadro Begod Verde. Heim? Se toparem, já me mandem msg com melhores dias para nos encontramos. Tenham certeza que ter meus domingos com vocês vai fazer deles muito mais ótimos. 

É isso, agora uso esse espaço para fazer os convites que não estou conseguindo formalizar na vida. De modo que este blog que já é lugar de tantos registros incríveis de vida, caminhos, respeito, aprendizado, respirações, é agora também documental nesse outro lugar.

Falando no canal, este ano teremos doces encontros diariamente por lá com ArteVistas inspiradores, compartilhando processos e pensando junto caminhos possíveis. Vamos lá, segundas, eu retorno papeando, amando e ficando nervosinha.

Recomeçar com vocês é a certeza de que vai ser bom! Arte onde Estiver

 As terças ficam por conta das Trovadoras Itinerantes e da Escola de Narradores, e tantas histórias e ArteVistas incríveis que essas duas maravilhosas nos apresentam.

Mirabilia – Escola de Narradores

quarta a partir de março ganha tons e formas do nosso querido Poço da Draga. Lugar importante para nós aqui e também para você que talvez nunca tenha ouvido falar sobre ele. O Poço da Draga é berço da nossa relação enquanto cidade com o mar, assim como, o Pirambu, Mucuripe, Barra do Ceará. 

Teaser Lugar ArteVistas – Nova Temporada quarta 19 horas

LUGAR ARTEVISTAS – BARRA DO CEARÁ – FLÁVIO RENEGADO

As quintas ganham com as Conversas entre Nós, com a ArteVista Silvia Helena e convidades ArteVistas. Que estreou na quinta passada com a presença e reflexões necessárias dos Artevistas Alana Alencar e Saulo Lemos. 

Conversa entre Nós – com Silvia Helena – quinta 19 horas

As sextas são com a querida MARTINHA, encho a boca, porque Marta Aurélia é aquela atriz que junto com Ceronha Pontes Pontes, e direção de Pedro Domingues, fizeram o espetáculo “Minha Irmã”, que me marcou a alma. Daí hoje temos no canal; dá Lugar ArteVistas a Casa D`Aurélia, onde a cada programa ela, Marta, traz lindezas de seres, ArteVistas natos. E ainda tem um quadro sobre Arthur Guedes que fala tanto sobre uma fase importante do teatro da nossa cidade. E vou fazer o adendo de que neste momento vivo o bálsamo de trocar com Marta e com Pedro, e aprendo muito com isso. Grata!

Casa D`Aurélia – Sexta 19 horas

Os sábados estão se construindo, já temos no segundo sábado de cada mês Mentalizando Mapas Culturais, com Ivina Passos, e o terceiro a partir de sábado será o Arte na Favela, com apresentação de Cintia Santana, da ONG Entre o Céu e a Favela – Providência – RJ, com participação permanente da ONG VelauMar e do Coletivo Fundo da Caixa. os outros dois sábado estão em construção. Se quiser se somar com programas que tenham a arte como caminho para transformações, chegue junto e converse com a gente. Esse lugar é dos ArteVistas, se você se reconhece assim, chega.

Mentalizando Mapas Culturais, com Ivina Passos – Segundo Sábado de Cada mês

Aqui nesse blog é esse mar de delícias e chegando mais e também publicamos um texto enviado por mês. Envio de texto lugarartevistas@gmail.com

Tivemos a visita da Marci, que cá escreve às quartas e autora do livro De Vento em Poesia, que colaboramos para a primeira edição. E ela deixou 10 livros para o Poço da Draga. Gratidão Marci. E já aproveito para perguntar se você tem livros infantis que queira doar, aceitamos.

Ai gente e teve foto dos Guardiões da Memória, feitas pelos nossos ArteVistas Jether Junior e Ruan Italo, o segundo é morador do Poço da Draga. E Izabel Lima – ONG VelauMar depois chega para gerar o que será. E por falar em fotos no Poço da Draga, nosso calendário lindo que amamos, chegou a algumas pessoas que queremos muito bem, e teve quem fez agradecimento que nos encheu de amor e inspiração. Gratidão. 

E nossa fotógrafa Lorena Armond, vem se descobrindo uma artista também no designer e está deixando nossa comunicação ainda mais linda, a partir das ilustraçoes do multi artista Klebson Alberto.

É isso.. foi mais ou menos ou ai. abraços e até a terça que vem. 

Clicks existenciais!

Por Douglas Miranda

Vivemos em um mundo, em que uma árvore tem mais valor financeiro morta, um mundo em que uma baleia tem mais valor financeiro morta. Enquanto nossa sociedade, mais especificamente nossa economia, funcionar assim estaremos ameaçados e sim ameaçando nossa existencialidade.

O Google não tem a opção de apontar:

Isso é conspiração?

Isso é verdade?

Porque eles não sabem o que é verdade.

Eles não têm um padrão do que é verdade, ou que exista uma verdade, estamos lascados.

Esse problema na verdade está na base dos outros, porque se não concordamos, não conseguiremos resolver nenhum dos nossos problemas.

Quando falo sobre a tecnologia ser uma ameaça existencial, diria sem titubear que esse de fato é uma alegação importante…

É fácil sua mente pensar, por exemplo:

“Estou aqui, usando o celular, rolando a barra, clicando, navegando.

E daí eu pergunto, onde está a ameaça existencial?

Respondo rapidinho da seguinte forma:

Um supercomputador do outro lado da tela está apontado para o seu cérebro, fazendo-o assistir aos vídeos, capturando e conectando seus desejos.

Onde está a ameaça existencial?

Não é que a tecnologia em si seja uma ameaça existencial, é a capacidade dela de trazer à tona o pior da sociedade, e o pior da sociedade é sim uma ameaça existencial. 

Se a tecnologia cria caos em massa, indignação, incivilidade, falta de confiança no outro, solidão, alienação, mais polarização, mais distração e incapacidade de focar nos problemas reais… isso é sociedade.

E agora a sociedade se vê incapaz de se curar e reverter esse estado de caos.

A corrida pela atenção das pessoas não vai acabar. A tecnologia vai se integrar mais e mais em nossas vidas, não menos.

Arquivo da rede

Os algoritmos ficarão melhores em deduzir o que lhemantém focado na telinha, não ficarão piores.

O que mais me preocupa?

Se continuarmos com essa rotina atual por mais, digamos, 30 anos… provavelmente destruiremos nossa civilização através da ignorância.

Provavelmente não sobreviveremos, e sim vejo isso como um problema existencial.

Esta será a última geração de pessoas que saberá como era antes da ilusão desejante surgir?

Como você desperta da matrix se nem sabe que está dentro dela? Fico por aqui e deixo um pensamento, no mínimo instigante.

“ A utopia e a ignorância competirão em uma corrida até o momento final… “ Buckminster Fuller

Muito do que escrevi aqui hoje faz parecer ou soar algo simplesmente trágico.

Porém, não é bem assim … na verdade, é confuso … porque é utopia e distopia ao mesmo tempo. Ou seria de repente uma urgência reflexiva sobre um novo funcionamento, dando possibilidade para uma heterotopia?

Douglas de Miranda
Uma mistura de paulistano de nascença com cearense de alma
Pai do Gabriel
41 anos
Estudante de Psicologia
Amante das Artes