As vezes, nasce um amor que não é para ser vivido

Oi sou eu aqui de novo… Hoje é 31/12/2021 para muita gente é final de ano, fim de ciclos, início de plantio, preparar a terra pra receber as sementes. As pessoas brotam um sentimento de empatia muito grande e de repente, sem explicação lógica ou plausível. As pessoas simplesmente mudam, as vezes tanto que o personagem se desmonta e a frustração por não conseguir sustentar o que criou te enfurece e você simplesmente grita.

Eu sempre me pergunto sobre o que eu estou vivendo. É constante meu estado de reflexão sobre minha existência e minha necessidade a partir dela. Sim claro necessidades fisiológicas são inerentes… Mas a minha estadia aqui é para o que mesmo? Todos os dias me deparo com situações de puro cunho sentimental e curto. O estreitamento de idéias nem sempre passa pela mesma peneira, 6 bilhões de peneiras é peneira suficiente né hahahah… Desculpa meu senso de humor de tiozão… A minha maior alegria era editar coisas no Orkut e criar emojis com os pontos e vírgulas;ou com outros símbolos né.

Eu te pergunto tu é feliz?

Tu tem amor próprio?

Onde você está esse tempo todo?

Tuas verdades estavam ocultadas mesmo por forças que você não fazia ideia que existia.

Olha, não quero que o último post do ano pra vocês seja algo pesada, dramático, solitária. Quero que esse novo ano seja carregado de axé, sempre com a sensação que os copos vazios estão cheios de ar. Veja bem, nós sobrevivemos a uma pandemia em pleno Brasil 2020/21. Vivemos para ser vacinadas pela esperança de continuar a memória das nossas que se foram. Pelo meu Pai Marcílio, Minha Vó Francisca, Meu Tio Ubiratan… Pela memória do amor daqueles que ainda iremos encontrar em outras vibrações… Pelo amor que temos em nossos afagos dados com carinho a quem sempre precisa. Acho que já tivemos lições suficientes para entender que não pode forçar a viver o que não ti pertence… Olhar para dentro de você é alimentar suas memórias, apenas vc… Mesmo que vc seja uma comunidade, mas seja você… Segurem na mão as amores que ainda ti tem, abracem seus carinhos e beijos mesmo que as vezes esponjosas espinhosos secas amargos ácidas… Mesmo verdes, vermelhas maduros podres… Abandone o que te faz mal… Mas não abandone quem te ama com sinceridade… As vezes você não sabe como demonstrar seu amor… As vezes existir é uma forma de mostrar amor… As vezes pedir desculpas é uma forma de demonstrar amor… As vezes olhar é uma forma de demonstrar amor… As vezes se despedir é um a forma deu te mostrar amor… Seja paciente o quanto conseguir, não se sinta envergonhada de não conseguir as vezes, frustração é natural. Apenas não se culpe…

Culpa é sentimento cristão.

Eu não sei mais por quanto tempo vou existir, mas quero existir pra mim.

Te amo para todo sempre.

Pensando sobre pão no meu lugar

Pensar em pão é pensar também num universo de assuntos. Desde sua origem milenar, passando por sua importância social e cultural através dos tempos, até chegar no campo individual, onde nós somos privilegiados pelo desfrute dos prazeres palatares, olfativos e visuais. Fazer pão é delicioso e comer é ainda melhor.

Não experienciei na infância a cultura de fazer pão em casa, a não ser o regionalmente chamado “pão de milho”, também conhecido como cuscuz. Meu primeiro contato com fazer pão foi quando estive em São Paulo, já com vinte e poucos anos de idade. Assim foi: numa ocasião familiar assisti o cunhado do meu irmão, padeiro experiente, na condução de uma receita. Foi lá, em 2014, que me identifiquei com o ofício. Desde então foram algumas tentativas frustradas, estudo, tentativas bem sucedidas, pesquisas e mais experimentos até chegar no #lugar onde estou, na cozinha, durante a maior parte dos meus dias.

Um tempo depois, já em 2015, ingressei na faculdade em Fortaleza. Logo comecei a procurar empregos para me manter e estudar. Essa busca não demorou muito, pois as amigas com quem dividi morada, Diná e Carol, me incentivaram a fazer os pães para venda. Foi aí que tudo começou e dei início ao meu negócio, o @paodojean. Foi fundamental ter incentivo e apoio dos amigos nesse início de jornada, pessoas maravilhosas. Sou muito grato ao Uirá e à Geciola também pelo apoio que me deram no começo. E tantos outros amigos.

Pessoalmente falando, no que diz respeito aos saberes e fazeres, percebo que nos tornamos cada vez melhores em uma determinada função, ação ou habilidade a medida que ficamos bons em outras – é diretamente proporcional. É como acredito que funciona o universo: as coisas levam a outras coisas. Fazer pão, como exemplo, me faz melhorar em outras áreas da vida. É como uma engrenagem que quando uma peça se move as outras partes se movem junto. Às vezes tudo que precisamos é fazer alguma coisa boa para alguem ou, principalmente, para nós mesmos.

Colocando os pés na atualidade, sabemos que têm sido tempos tão difíceis que às vezes é melhor se perder em pensamentos nostálgicos que remetem a momentos agradáveis. Neste período pandêmico teve quem aproveitou para aprender e fazer seus próprios pães em casa. Isso é realmente bom! Fico contente demais em ver tanto conhecimento sendo compartilhado por tantas pessoas boas na internet. Cito aqui em especial a grandiosa professora Nanda Benitez, quem me proporcionou um “divisor de águas” no meu processo pessoal.

Quando falo de conhecimentos me vem a reflexão sobre educação. Reflexão de que uma boa escola deveria ter uma disciplina sobre saúde básica, que necessariamente fale sobre alimentação saudável, sobre como preparar alimentos, mostrar que nós somos o que comemos, que a saúde começa pela alimentação. Mas é triste que isso seja, por enquanto, um sonho meio distante, pois sei que ainda é um privilégio para alguns ter acesso a conhecimento útil, acesso a comer bem, comer saudável ou simplesmente comer.

É difícil falar somente das coisas boas da vida e ignorar as mazelas que nos rodeiam. Mas é preciso equilíbrio em tudo nessa vida. Equilíbrio e movimento é o que mantém a vida viva.

Assim, movendo o pensamento para o meu #lugar atual, quero aproveitar para citar uma querida amiga e parceira de ofício aqui em Quixadá. Marta, além educadora no Museu da cidade, fabrica artesanalmente os saborosos e saudáveis pães da Marta. Ela tem muito conhecimento e oferece qualidade, pois além de usar bons ingredientes, faz o processo de fermentação lenta em seus pães. Esse processo faz a diferença nos pães. Além de tornar a massa mais saudável, de fácil digestão pelo organismo de baixo índice glicêmico e glúten.

Por fim, gostaria de convidar todos a acompanhar uma transmissão ao vivo promovida pelo Instituto Antônio Conselheiro, de Quixeramobim, junto com a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), que estão promovendo um “ciclo formativo virtual” através do Projeto Cuidar da Vida no Semiárido. Nesta ocasião, que será transmitida através do canal no YouTube do IAC, Marta é convidada para falar sobre o tema Memórias afetivas das nossas comidas de verdade. Marta me convidou também para essa conversa. Espero vocês lá.

Abraços.