Larvas astrais e seus locais associados: identificando e tratando

Larvas Astrais representação

Nos artigos anteriores que mencionamos sobre larva astral e miasmas, mencionamos lá a respeito. Caso ainda não tenha lido o artigo anterior intitulado “O que você está fazendo consigo?”, sugiro que dedique alguns minutos na leitura do material. Isso pode te ajudar e trazer muita clareza.

Revisando de forma breve:

  • Fluido de pensamento: padrões de pensamento emanados do campo magnético do indivíduo. Como somos seres geradores de energia e um fluido vital chamado Ectoplasma, plasmamos diariamente e o dia todo formas pensamento sejam ruins ou bons;
  • Miasmas: sujeira, a putrefação de corpos, alimentos etc, no mundo energético, o miasma está relacionado, com a nossa ética, comportamento, padrão de pensamentos, e no trato com as pessoas que convivemos, existe um termo na espiritualidade que se chama miasma deletério, ele nada mais é do que um estado de padrão muito baixo,
  • Larvas astrais: Como vimos antes, as larvas astrais se formam com o acúmulo muito grande de miasma, ficando a densidade do ambiente grande de tal forma que elas nascem e se propagam no ambiente, seja na nossa casa, ambiente de trabalho, escolas ou seja qualquer lugar aonde tem pessoas com padrões muito baixos.

Você deve se perguntar: quais são os locais aonde pode haver maior concentração dessas larvas?

  • Locais de movimentação da energia sexual: Motéis, prostíbulos, casas de swing, saunas. Energia sexual é energia como qualquer outra
  • Boates: no período de pandemia, estão todas fechadas, mas aonde tem gente e bebida pode-se criar formas pensamento densas;
  • Estádios de futebol: conglomerado de gente, bebida e palavrões: achava que lá não teria? Xingamentos, palavrões, discussões, brigas, gritos, tudo isso são formas pensamento gerada por um monte de gente seja de alegria ou tristeza, raiva e ódio ou comemoração, ficando impregnado no local;
  • Ambiente religioso: sim esses locais possuem larvas específicas associadas a forma pensamento da crença religiosa, fanatismo, extremismo, padrões inflexíveis de pensamento associado a dogmas religiosos, gerando larvas específicas que trazem culpa e medo ao indivíduo que não se protege;
  • Ambiente político: assembleias, câmaras legislativas, prédios do executivo são locais aonde tem o exercício do poder ao coletivo. Aonde tem o poder, existe formas pensamento de intenção desse poder. Nesse local, existem larvas específicas associadas a disputas de interesse, individualismo, egoísmo dentre outros;
  • Cemitérios: aonde se morrem pessoas ficam os restos mortais das mesmas, que entram em decomposição e geram miasmas físicos e claro: astrais também. Esse acabam acessando memórias de perdas, tristeza e doenças;
  • Casas de recuperação de adictos: larvas astrais associadas a dependência química associadas com outras energias bem densas, trazendo desejo de suicídio, manipulação de terceiros, abuso de conduta dentre outros;
  • Hospitais: no 1º artigo dessa série sobre larvas, falamos sobre isso. Recomendo que possa ler caso ainda não tenha lido. Com o covid-19, as paredes, pisos e tetos das enfermarias estão repletas de larvas astrais de formas pensamento de doença, medo da morte dentre outros

Diante do que conversamos, não estou dizendo que não se deve movimentar a energia sexual ou ir ao estádio torcer para seu time, nem deixar de ir a um velório quando quiser, mas que se proteja energeticamente.

Em relação a energia sexual por exemplo, fazê-la com cuidado: na Comunna Metamorfose e nas clínicas parceiras distribuídas pelo Brasil, temos técnicas e ferramentas de meditações ativas aonde a pessoa pode aprender e vivenciar a distribuição da energia sexual a partir do chackra básico até níveis mais elevados. Além disso, a massagem terapêutica tântrica pode ajudar bastante nesse equilíbrio. Em paralelo, aos casais, existem meditações a dois extraídas do Sahaja Maithuna, o guia definitivo do Sexo Tântrico, com uma série de meditações feitas a dois para ativar a energia sexual na relação e mobilizá-la de forma saudável

É fácil entender por exemplo porque uma pessoa com adicção possui desafios claros ao tentar se libertar dos padrões da dependência química. Ela mesma criou as formas pensamentos do desejo ao químico e limpar

Como podem perceber esses parasitas são extremamente graves ao nosso convívio e pode nos trazer não só problemas espirituais, mas como doenças ao nosso corpo físico, geralmente um “ataque de miasma” pode comprometer nosso ouvido, rins, pescoço, cóccix, virilha, coluna cervical e nossos ombros.

No caso do covid-19, categoria de larvas miasmáticas são mais agressivas pois estão sendo alimentadas diariamente com o medo da própria população, a mídia com atualizadas notícias da quantidade de mortes de pessoas e a insegurança da própria pessoa.

E o que fazer diante disso? Aqui vão algumas dicas simples para te ajudar a se limpar:

  • Banho de sol diário. Banho de sol com 15 minutos frente e 15 minutos costas diariamente energiza, dissolve larvas astrais. Quem mora na região nordeste do país, possui sol 300 dias no ano e é gratuito;
  • Defumação: uma limpeza com incenso ou carvão em brasa e ervas secas pode dissolver miasmas e larvas astrais nos ambientes. Procure fazer isso pelo menos 1 vez ao mês em sua casa;
  • Banho de sal grosso. Misture água e sal grosso em um balde, faça uma oração e aplique no chão de toda sua casa ou apartamento após a limpeza física. Faça uma oração a sua forma e aplique com um pano;
  • Banho de sal grosso no corpo. Uma vez apenas a cada 45 a 60 dias, você pode fazer um banho de sal grosso, misturando 2 punhados de sal grosso em um balde com água, fazendo uma oração e passando do pescoço para baixo. Atenção: só repita essa ação novamente após um intervalo mínimo de 45 dias. Em períodos mais curtos, use ervas;
  • Banho de ervas: ervas de limpeza como alfazema, aroeira, alecrim e outras são excelentes para banho de limpeza, devendo ser aplicadas do pescoço para baixo. Após a limpeza, faça uma aplicação separado de um banho de energização de eucalipto de corpo todo;
  • Limpeza e correção Apométrica: trabalho feito com medição do campo através de gráficos, uso de pendulo de medição e correção energética de ambientes e/ou pessoas, limpando larvas astrais nocivas;

E fazendo essas ações simples, você pode perceber mudanças no seu padrão energético, seus familiares (se eles fizerem assim como você) e no padrão de sua casa.

No próximo artigo, vamos trazer outros elementos para que você não somente entenda, identifique e trate, mas que mantenha sua vibração e frequência em alta. Converse conosco caso, sua casa, relacionamento, família não estejam como você gostaria que estivesse. Talvez possamos ter ajudar em formato remoto e online.

Onde habitamos existencialmente?

Por Júlio César Martins Soares

Três indagações são essenciais na filosofia: Quem sou? De onde venho? Para onde vou? Aparecem na vida, outras tantas questões que a filosofia possibilita compreender. Parece que são mais perguntas que respostas e na grande maioria das perguntas se titubeia, deixa-se de lado por não saber como responder ou se dá algum tipo de retorno do qual se pode arrepender depois.

Nesse sentido, o filósofo, por meio do método filosófico se movimenta no intuito de afirmar que é importante saber onde a pessoa está existencialmente, quais são seus endereços existenciais, onde ela habita quando não se habita? Como se porta no mundo desde criança? Procura ver como é a sua estrutura de pensamento? Deseja saber como constrói e solidifica seu pensamento? Se a pessoa é mais sensorial ou se é mais abstrata, quais os espaços que preenche com sua presença?

Diante de um outro que chega querendo respostas demasiadamente rápidas ou encontrar soluções imediatas, o que se pode fazer? É importante o acesso à pessoa sem que ela se afaste de si, através da consciência do que acha de si mesma, de averiguar como o mundo lhe parece, nesse viés “o homem é a medida de todas as coisas” como afirmava Protágoras de Abdera e mais perto dos nossos tempos Arthur Schopenhauer vem afirmar que “o mundo é uma representação minha”. Cabe ainda especular com qual métrica essa pessoa mede o assunto que aborda, porque de fato quando alguém afirma algo, ela diz de que como o mundo é para ela.

Há dentro de cada pessoa um universo composto de contradições, de presença dos opostos e uma das formas de não afastar-se de si é por meio da interpretação dos fatos, porque o indivíduo não é só dor e não é todo desespero. Aqui não há premissas do que é certo ou errado, nem a noção do que é bom ou ruim. Há sim, muitas dubiedades, mas as vizinhanças existenciais trazem um pouco de tudo quanto se precisa saber, pode até se ter várias respostas, mas a metodologia da filosofia hegeliana aponta para uma resposta como uma chave que abre os cadeados e as portas das “prisões” que estiveram há muito trancadas quando houve o rompimento do sujeito com a sua história.

Aparecem muitas dubiedades, na fala, nos gestos, há quem diga, por exemplo, que adora caminhar, adora ler, e no cotidiano de sua história não procura um livro ou saia de casa para se exercitar. Nesse sentido, se se tem uma ideia do caminho, o que a impede, o que dificulta a jornada? Onde procurar tais impedimentos e tais afastamentos senão na história de vida da pessoa contada por ela mesma? Eu e as minhas circunstâncias.

O que você está fazendo consigo?

larva astral covid-19

No último artigo, falamos sobre a correlação do covid-19 e as emoções bem como a inter correlação entre os padrões energéticos associados. Na minha caminhada como terapeuta, aprendi que nós somos feitos de energia, e essa energia faz parte do universo.

Emanamos energia o tempo todo, seja ela boa ou não e é aí que está o cuidado: a lei de emanação e recebimento é a mesma para todos. Vamos entender quais são os riscos que podemos correr com os nossos pensamentos e ações.

Para trazer exemplos e tornar a situação prática, vamos a um seguinte cenário da Maria uma cliente atendida. Ao deparar na 1ª sessão com a Maria, percebi que estava vibrando num ressentimento emocional de um relacionamento anterior que acabara há 2 anos.

O Chackra cardíaco estava desequilibrado. Logo abaixo mostrarei qual é esse caso você ainda não entenda sobre chackras. O ressentimento provocado pela sensação de ser traída pelo ultimo relacionamento fez Maria paralisar em sua vida afetiva. Claro, ela tinha couraças que são memórias traumáticas provocadas pela decepção amorosa vivida e isso fez ela mesma se bloquear em relação a uma próxima pessoa.

Maria sem saber criou miasmas na forma pensamento que acessou o emocional e esse o energético. Isso significa sujeira, a putrefação de corpos, que está relacionado, com a nossa ética, comportamento, padrão de pensamentos, e no trato com as pessoas que convivemos, existe um termo na espiritualidade que se chama miasma deletério, ele nada mais é do que um estado de padrão muito baixo, a densidade do local onde se acumula os miasmas é muito grande, o que faz uma pessoa em seu estado mais equilibrado passar mal, entre outros sintomas.

Quando fizemos a medição do chackra cardíaco (4º chackra cor verde que fica altura do peitoral) apareceu polaridade invertida. Isso significa entender que ao invés de aquele centro energético guardar energia, ele estava dissipando energia e perdendo a mesma para o meio externo.

Isso significa em outras palavras dizer que Maria tinha aberto uma porta energética de obsessão com o meio externo. Uma porta chamada de auto obsessão. Obviamente que isso é um processo inconsciente até a pessoa trazer lucidez para o processo.

A questão era que além dela ter aberto essa “porta” energética não saudável para personalidades intrusas a ela, isso tinha se tornado uma “ferida energética”.  Semelhante a uma ferida física, aonde pode infeccionar, no campo energético é muito semelhante: ocorre uma ferida energética chamada de larva astral.

Semelhante a uma larva física, esse elemento energético nocivo vai corroendo o chackra, destruindo o centro energético e desequilibrando aquele ou aqueles chackras aonde estão associados. No caso da Maria era predominante o desequilíbrio do chackra cardíaco. Mas tinham outros envolvidos também. Para ficar uma explicação mais didática, vou me restringir apenas a esse chackra cardíaco.

Aquele campo de forma pensamento do ressentimento criado por Maria semana a semana foi gerando um padrão ainda mais grave que chamamos de larvas espirituais ou larvas astrais. As larvas espirituais se formam com o acúmulo muito grande de miasma, a densidade do ambiente é tão grande que começou a disseminar no quarto dela, no carro dela, nas roupas dela, nos móveis do ambiente de trabalho dela nascem e se propagam no ambiente, seja na nossa casa, ambiente de trabalho, escolas ou seja qualquer lugar aonde tem pessoas com padrões de frequência muito baixos.

A sua aparência é terrível eles ficam grudados nas paredes, nos móveis e são sempre de texturas muito pegajosas e de cores desagradáveis, um vermelho de sangue podre, um verde de aparência estranha, essas larvas nunca tem uma cor ou uma densidade agradável aos olhos de quem consegue perceber intuitivamente, é como se tivessem larvas e minhocas misturadas (para exemplificar), e pode se considerar o estado mais nocivo a nós seres humanos. Essas larvas tem a capacidade de intensificar aquilo que já está ruim, ou seja, uma casa aonde tem muitas brigas, uma discussão bem simples, em ambiente que tem essas larvas pode se intensificar gravemente, a ponto de ter uma agressão seja física ou verbal, as larvas se desprendem das paredes ou dos lugares aonde estão grudadas e transitam o ambiente como um vírus de gripe por exemplo, nos sugestionando a expor o nosso lado mais sombrio.

Nos próximos artigos vamos dar seguimento a esse tema e aprofundá-lo cada vez mais de forma a trazer a consciência de forma a você mesmo(a) poder se autocorrigir. Procure conversar conosco individualmente e agendar uma sessão para que possamos te ajudar caso você se perceba dessa forma seja ela inicial, intermediária ou avançada de auto percepção de miasmas e larvas astrais.

tempo

Invisível

sou…

                                                                  sem passar despercebida.

Sabe o ego?

Joguei-o no lixo.

Vez por outra, busco-o em meio as coisas deixadas de lado.

Seu cheiro de decomposição é exalado ao vestí-lo, na tentativa de me proteger da não aceitação da vida comum.

Tenho aprendido a usar a composteira.

Cobrir o ego e esperar seu tempo de transformação, talvez assim ele se torne terra fértil.

Foto de capa: trabalho da artista @katieryankatieryan 

Covid-19 e emoções: uma relação direta

Por Daniel Hamido

Ao longo desses últimos 12 meses analisando o padrão energético do vírus covid-19/Sars/Cov-2, pude fazer correlações importantes. Como terapeuta, procuro encontrar padrões recorrentes assim como se fazem cientistas em suas pesquisas acadêmicas, porém sem o rigor científico. E com estudos de casos de uma, duas, três…. cinquenta pessoas, consegue encontrar esse padrão.

Os estudos de caso que pude fazer ao longo desses últimos 12 meses desde quando comecei a atender pessoas em março de 2020 mostraram que quando o padrão vibratório baixa do indivíduo- esse possui relações com algum aspecto emocional- o estado de saúde fica comprometido. Quando o padrão vibratório aumenta -livre de padrões vibratórios densos, mas apenas sutis- o estado de saúde fica estabilizado. Existe um gráfico – dos mais simples- que é um dos primeiros a medir isso. Ensino inclusive em meus cursos como a pessoa fazer a automedição de seu campo energético.

Em radiestesia, uma técnica a qual domino há 5 anos- muito antes da covid e pandemia- pude observar com as pessoas atendidas em formato remoto- elas em suas casas e eu na minha- que a repetição de um elemento chamado “larva astral”. Larva astral são consciências extrafísicas que atuam no campo energético de pessoas que vibram em energias de baixa frequência. Elas atuam em diversos locais e setores, bem como associando ao inconsciente coletivo daquele local. Exemplo: motéis possuem larvas astrais específicas da promiscuidade. Nem todo mundo que vai lá é promíscuo, mas quem vai acaba pegando um pouco dessa energia do inconsciente daquele local que é a promiscuidade.

E assim existem larvas astrais em estádios de futebol (sim, lá também!), saunas gays, muitos outros locais e se você não cuidar até mesmo na sua própria casa! No próximo artigo, vamos falar sobre esses locais a mais e nos aprofundar sobre esse tema que considero pertinente.

As larvas para atuarem precisam de um “ambiente energético” propício. Assim como colônias de bactérias hospedeiras precisam de um Ph, glicose e outros elementos físicos, as larvas astrais precisam desse ambiente também! Quais são esses ambientes?

  • Pouca iluminação do sol;
  • Baixa vibração do pensamento (reclamações, murmurações, ressentimentos, mágoas, raiva, ódio, vingança, medo, dúvida, insegurança, etc)

Com esses 2 elementos acima por muito tempo, fica o ambiente energético propício para que a pessoa pegue covid-19, adoeça, agrave o caso e desencarne fisicamente. Por quê? Por que a larva astral precisa que o padrão vibratório do hospedeiro esteja com baixa de frequência!

Em outras palavras, não tenha receio do vírus, nem alimente ele energeticamente com medo, nem dando poder a ele com medo que sente por ele, nem negligenciando ele. Ele não é apenas mais um vírus. Mas também não um ser mitológico de 7 cabeças “cavaleiro ceifador”. Ele vibra na frequência que cada indivíduo vibra! Caso a pessoa vibre por exemplo no medo ele se “alimentará” energeticamente desse medo e o estado de saúde irá agravar, podendo a pessoa ir até a óbito. Já em outro cenário, caso a pessoa vibre na gratidão, no perdão, no amor, no auto perdão, mesmo que pegue o vírus, nada irá acontecer a você, podendo muitas vezes ser um vírus assintomático nos moldes físicos de percepção.

Você tem 2 opções de agora em diante. Fazer de conta que não leu esse artigo e dizer que nada disso faz sentido e “pagar o preço” da negligencia energética ou buscar se cuidar mais das emoções, do padrão vibratório que são aspectos diretamente associados ou mudar esse padrão energético e se cuidar de forma inteligente. A decisão é sua. 

Caso você tenha parentes e familiares, podemos ajudar a melhorar o padrão de saúde e qualidade de vida bem como ajudar a reduzir os incômodos tratando o campo energético em paralelo ao tratamento convencional. Fale conosco.

No próximo artigo, irei compartilhar dicas simples para que você possa ter condições favoráveis para sua “casa energética”, sua morada física, seu corpo possa vibrar de forma harmônica independente do covid bater na sua porta.

Um rosto nos observa

Por Julio César Martins Soares

Jorge Luis Borges nos lembra que “por vezes à noite há um rosto que nos olha do fundo de um espelho”.

De alguma forma a existência deveria fazer esse papel, de ao sermos olhados trazer à tona a evidência de que algo ou alguém nos observa. Ou como diria Donald Winnicot: olho e sou visto, logo existo.

Não há como separar o nosso olhar de quem nos olha. Emanuel Lévinas alertava para a ideia de que o rosto do outro manifesta quem eu sou. Como se uma ética universal surgisse a partir desse momento.

Ao que Jacques Lacan dizia que antes de falar já éramos falados. Tantos pensamentos foram se formando acerca desse grande olhar, que nos observa atentamente, como uma conjugação perfeita de emissor e destinatário.

Mas por que esse olhar fala mais de nós mesmos do que dos outros? Qual é o sentido de tudo isso? Ora somos os olhos, ora espelhos, ora a opacidade, ora a escuridão.

Um pouco de mim, ou diria mais, tudo de cada singularidade contém a totalidade, como que inseparáveis. Não há um abismo que separe essa intersecção. Como diria John Donne homem algum é uma ilha.

Criar raízes des|||urbanas|||

Quando vou ao topo do prédio onde moro, visualizo a monocultura urbana e sua plantação de edifícios. Para plantá-los é preciso um buraco profundo, vigas de ferro e muito concreto. Percebi, com isso, que a manifestação das raízes urbanas tem movimento inverso ao das raízes das plantas: pois estas crescem ao abrir a parte mais dura e resistente de si, a semente; ao contrário daquelas que acabam por virar a sua própria armadura. Assim, as raízes urbanas são criadas para se manterem estáticas e fechadas para qualquer tipo de interferência. Como uma planta em um vaso, a humanidade urbana cresce com restrição de espaço para aquilo que nos dá base e sustentação, as raízes. É nesse caminho que busco a criação de pesquisa em arte, ao investigar movimentos que buscam abrir espaço no cotidiano da cidade para que raízes des|||urbanas||| possam crescer, dando base e sustentação ao ser vivente.

Já venho escrevendo aqui neste blog, que um campo energético é criado pelo movimento do corpo, como, também, um campo energético pode influenciar o movimento do mesmo. Caminhar pela cidade tem sido uma prática, onde exercito a percepção de como as frequências energéticas urbanas podem alterar o meu campo vibracional. Este estudo serve para decifrar as influências que chegam ao meu entorno e para escolher se quero ou não este tipo de relação. Utilizo como ferramenta de medição de sensação o meu corpo, tecnologia que está em mim desde que nasci. Criar formas para ativá-la é a minha intenção. Tenho percebido que existe no olhar algo que aciona esta tecnologia, como também ele é o primeiro sentido que me faz perder a atenção da minha consciência. Pratico meditação há 4 anos e este exercício me ajuda muito a ativar esse estado. Meditar, nos ajuda a abaixar a frequência mental para destinar atenção ao momento presente. Será que preciso fechar os olhos para ativar meu corpo termômetro? Talvez de início sim, pois a captura do olhar é rápida dentro de um contexto urbano. Derivas de olhos fechados nos faz criar rugosidades nas vias duras da cidade, abrindo campo para a imaginação de novos espaços-tempos. Porém é pelo cruzamento de olhares que consigo acessar a consciência do outro e, consequentemente, o outro a minha.

Já há um tempo, realizo práticas com o olhar, por exemplo: já fiquei durante 30 minutos realizando uma meditação em frente ao espelho, conectando meu próprio olhar pelo meu reflexo; fiz o mesmo exercício, só que olhando para o nascer da lua cheia; troquei essa mesma experiência com amiges querides, como Kalina Lopes (@kalinaca), Marcelo Prudente (@marcelosprudente) e Maria Epinefrina (@epinefrine_se); pratico olhar nos olhos das pessoas as quais converso; em meus processos de derivas urbanas, quando busco olhar nos olhos das pessoas que atravessam o meu caminho; e, por ultimo, quando busco olhar nos olhos de uma planta (segundo Mancuso, elas tem um sentido que se assemelha ao nosso sentido da visão, só que menos evoluído), ou de um animal. Olhar nos olhos de um animal é sempre uma surpresa para mim. Exercitei esses dias com um grilo, que encontrei numa bromélia que estava plantada em vaso, perdida numa imensa sala. Isso quer dizer que para um grilo, o seu único local de segurança era aquela planta. Cheguei bruscamente para observar a bromélia e dei de cara com o grilo, que se esquivou imediatamente, ao andar pra trás e depois congelar o seu corpo. Quando percebi que o assustei, parei, mas continuei olhando nos seus olhos e ele continuou olhando nos meus. Assim ficamos por um tempo. Esse exercício do olhar exige cautela, pois não estamos acostumados a nos desnudar assim. A nudez do contato visual é muito mais intimidadora do que a física. Porém é uma prática necessária, pois é por ela conseguimos ler as entrelinhas desses encontros. Nesse mundo que tem sede pelo poder, uma troca de olhar pode ser uma estratégia de manipulação, mas se for feito com respeito, pode ser um caminho para criarmos horizontalidade nas relações.

Sugestão de experiência – Ficar 1 minuto olhando para o meu olho virtual

Exercitar a percepção separada dos sentidos é uma estratégia de ativação dessas tecnologias corporais, pois damos mais atenção as informações recebidas por essa via e, com isso, começamos a entender melhor como eles (os sentidos) funcionam. Quando adentro neste campo hiper sensível, ligo o meu corpo termômetro. É importante saber da necessidade de ligá-lo, pois o sistema quer que nos mantenhamos desligados, para assim poder agir por nós mesmo, ao induzir os desejos do nosso corpo. Retomar o movimento singular é uma estratégia de criação de raízes des|||urbanas|||.

Neste caminho, associo o movimento das raízes das plantas ao movimento das consciências dos corpos. As raízes procuram as melhores condições de luz, gravidade, contato, umidade, oxigênio, campo elétrico e fonte sonora como estratégia para encontrar as melhores circunstâncias de condução de sentido de movimento. Mesmo em situações mais hostis, elas são capazes de encontrar meios de crescimento em estruturas rígidas, como o asfalto e o cimento (MANCUSO, 2019, p. 30). Um corpo com a sua consciência ligada é capaz de encontrar os mesmos meios de expansão COM SENTIDO, mesmo vivendo em condições de urbanidades. Mancuso também me toca quando diz que os animais se deslocam para resolver seus problemas (uma “espécie” de fuga), enquanto as plantas, por não poderem ir a outro lugar quando se sentem incomodadas, sofrem mutação. Neste caminho, questiono a minha humanidade para aprender com as plantas, ao me perguntar o que preciso transformar em mim para alterar a manifestação da existência em minha volta. O caminho de alteração exige um olhar atencioso para quais práticas do movimento hegemônico ainda reproduzo.

Acredito que uma dessas transformações é aprender a manter as plantas vivas. Isso é mais que óbvio, já que a nossa existência depende delas, pois sem oxigênio nada na Terra existiria. Porém quando vamos observar os hábitos urbanos, parece que essa informação não é muito bem entendida. Para alterar esse movimento é importante aprender com as plantas a encontrar meios de crescimento em estruturas rígidas, como o asfalto e o cimento. Repensar urbanismo é encontrar com o desurbanismo. O movimento é o inverso de tudo o que viemos realizando até agora. É preciso urgentemente criar espaços para as plantas crescerem.

Essa semana visitei a agroflorestal urbana que Lucas de Mattos (@sombradocajueiro) tem cultivado. Acho interessante e performativo que os agrofloresteiros são criadores de sistemas, no plural, pois saem do padrão monocultural, para criar uma comunidade diversa de plantas. Este é o movimento oposto ao pensamento urbanista, o qual concentra todo o alimento da cidade nos frios supermercados. No sistema agroflorestal as plantas crescem livre de vasos, podendo assim se conectar pelas raízes com todas as outras que crescem ao seu lado. Em relação, elas têm a possibilidade de dialogar com o solo e as outras espécies, para encontrar seu melhor sentido de crescimento. A saúde está em abundância e o próprio sistema também controla as possíveis pragas, com chegada de animais que se alimentam delas. Um agrofloresteiro maneja seu cultivo para encontrar equilíbrio no sistema. A socialização do sol é de extrema importância, pois muitas espécies, como o milho por exemplo, precisa de sol em abundância. Lucas disse que existem mais de 100 espécies de árvores plantadas, estas, que se não forem podadas, acabam por sombrear o sistema criado. Portanto, para que as plantas alimentícias de sol sobrevivam, a poda é necessária para este tipo de sistema, pois o sol precisa ser compartilhado com todes!

Antes e depois – Agrofloresta Sombra do Cajueiro

Conversei com Lucas sobre estratégias de avanços dessa cultura pela cidade adentro. Ele disse que existem discussões para criações de leis que fortaleçam o acontecimento desse caminho.

Voltei pra casa de bicicleta. No caminho, parei para contemplar um lugar que resume muito esse texto: de um lado estava o Rio Cocó e a sua floresta majestosa, enquanto do outro estava a Av. Engenheiro Santana Junior e o deprimente Shopping Iguatemi (que por sinal foi construído ilegalmente em cima de um mangue).

TEMPO… RESPIRO… então pergunto:

A nossa sobrevivência pode ser encontrada de forma mais sustentável? Por que não plantamos árvores frutíferas na cidade? Por que não plantamos comida na cidade? Por que não utilizamos os terrenos abandonados para plantar? Por que a localidade do Poço da Draga não tem fossa verde e circulo de bananeira? Por que os nossos rios estão poluídos? Por que não desurbanizamos a cidade? Por que temos tanto medo de trocar de sistema? O que é existir?

Imagino nesse lugar uma agrofloresta, um galinheiro e pessoas dançando no meio

Bibliografia

MANCUSO, Stefano. A Revolução das Plantas. São Paulo-SP. Ubu Editora. 2019.

Para se inspirar

Pesquisar: @condocultural | @ronfinleyproject | Comunidade Vila Nova Esperança

Vejo o Tempo Incerto

por Júlio @casamentopoetico

Dia após dia uma pergunta filosófica buberiana atravessa meu pensamento, como um relógio sem pilha na parede. Sem corda, sem força, sem propulsão para a vida. Estático, sem brio nem vigor. “O que faz com que você seja você”?

O relógio parado não marca as horas, não define o tempo, apenas se propõe a existir, semelhante a um quadro na parede.
Então, vejo o tempo incerto, de um presente estagnado, sem passado declarado, sem futuro alcançável. Estático. Mecânico. Árido e interminável é o tempo, afirmava Neruda.
Nenhum ponteiro se mexe.
Basta uma pilha e todo elã vital se recompõe, basta uma vontade de existir para que tudo se refaça, basta um mecanismo e todo movimento se renove. Marcadores, numeração, o fato de dar corda faz acordar, faz a cor dar, faz a cor de ar, invisível, intermitente, renovado. Como que vindo de dentro. Eu sou eu e as minhas circunstâncias, nos lembra Ortega y Gasset, independente se o mundo não está bem e o tempo pareça incerto, escolho estar feliz. Outra questão fundamental: por que as horas difíceis demoram a passar enquanto os momentos felizes voam ligeiramente? O poeta Virgílio aponta uma resposta plausível (ars longa, vita brevis) a vida é breve e arte longa, a oportunidade fugaz.