E o amanhã ??

Por Douglas Miranda

Quem nunca quis saber o futuro? Talvez ir a uma cartomante para descobrir se vai conhecer o amor da sua vida, ou quem sabe ser promovido no trabalho… Vai dizer que não é tentador? Mesmo os mais céticos não escapam das previsões do futuro, afinal, até aquele jornal que você assiste todas as noites faz questão de tentar prever o que vai acontecer: será que vou precisar levar guarda-chuva amanhã? Ou talvez um casaco…
De uma maneira ou de outra o futuro é algo que nos desperta interesse. Talvez pelo mistério de não sabermos o que vem pela frente, talvez pela magia de podermos fazer dele tudo que imaginarmos. A espera por esse tempo que parece tão certo molda nossas ações, nossos planos, nossos desejos.


Preciso economizar dinheiro para ter uma velhice confortável…”
“Pretendo me casar por volta dos 30, o primeiro filho com 33 e o segundo com 36…”
“Vamos esperar o dólar baixar para ir à Disney, ok? Ano que vem já melhora…”.


O futuro está sempre lá, se aproximando, e nós estamos sempre aqui, aguardando sua chegada ou imaginando como será. O problema é justamente esse: aguardar e imaginar enquanto ele pode nem chegar. Diferente do que pensamos, o futuro é incerto, e deixar tudo para depois não é a melhor saída. A única certeza é o hoje, o agora, o já, e ele deve ser encarado como se não houvesse amanhã – afinal ele pode realmente não existir.
Ainda assim, as preocupações com um tempo que está por vir não cessam em nossas cabeças. São pessoas buscando a fonte da juventude de um lado, cartomantes sendo consultadas de outro. Preocupações com o futuro da crise e com a situação do mercado também são frequentes. “Será que as previsões econômicas tem alguma lógica de fundamento?”.
O imaginário não para no que vai acontecer amanhã, dentro de poucos anos ou quando estivermos velhinhos. É possível também imaginar as relações em um futuro bem mais distante, com os homens se tornando cada vez mais parecidos com máquinas e se esquecendo das relações pessoais. O futuro pode estar se transformando em uma distopia..

A força dos instintos na vida de uma pessoa

Instinto autopreservação dominante inconsciente Eneagrama Fortaleza
Instinto dominante inconsciente

Tenho observado em meus atendimentos terapêuticos cada vez mais como nossos instintos atuam num plano de fundo inconsciente no nosso cotidiano, rotina, relacionamento, trabalho, família. Os instintos basicamente são divididos em 3 categorias essenciais: autopreservação, social e sexual.

O auto preservação é a energia ou movimento de se auto preservar como o próprio termo já o define. Quanto mais eu direciono meu tempo, minha energia para esse propósito em cuidar do meu corpo, cuidar dos alimentos que trago para mim, quanto mais energia dedico em deixar a casa limpa, ornamentada, organizada, com contas pagas em dia, mais esse instinto atua forte em mim.

Quanto menos energia eu dedico nesse sentido de me autopreservar, quanto menos eu olho para minhas necessidades básicas como sono, fome, sede, frio, calor, local organizado, alimentos saudáveis, menos energia esse instinto atua em mim. Vale trazer o entendimento de que não existe o certo, nem o errado, são apenas percepções do eu, como eu posso lidar com “isso “ melhor e de forma mais saudável.

Instinto social em ação Eneagrama Fortaleza
Instinto social em ação

O social é a energia ou movimento de se socializar em grupos, expor-se diante de redes sociais, liderar grupos, fazer palestras, facilitar Workshops, realizar lives em redes sociais e sair com grupos de mais de 4 pessoas simultaneamente.

Quanto mais eu faço isso com frequência, mais esse instinto atua dentro de mim, naturalmente. Quanto menos isso ocorre dentro de mim, reprimido ele se torna no meu movimento diário.

Instinto sexual Eneagrama Fortaleza
Instinto sexual

O sexual ao que se parece apenas a questão ou quesito sexual vai muito mais além disso. O instinto sexual é a minha capacidade de me conectar ao outro única e individualmente. Quanto mais conexão e intensidade eu faço, mais forte é esse instinto dentro de mim.

Existe nesse cenário a influência num pano de fundo da energia sexual atuando de “forma sutil”. Digo “sutil”, porque na verdade ela é intensa, possessiva e pode gerar até situações desagradáveis se em excesso. Vamos falar sobre isso mais na frente..

De outra forma, quanto menos energia eu coloco em me conectar a uma pessoa um-um de forma intensa magnética, menos esse instinto é forte dentro de mim.

Tomar consciência desses instintos inconscientes não são reprimi-los. Pelo contrário, são libertar-se deles! Quando eu trago entendimento disso, eu posso conscientemente sair do “piloto automático” e ir para um lugar consciente que eu decida.

Outra coisa é que todos nós temos um pouco dos 3 instintos dentro de nós. Ou seja as 7 bilhões de pessoas no planeta (até agora se o Covid-19 não reduzir isso no futuro… torçamos que fique como está…) possuem esses 3 instintos dentro de si. Se fossem os 3 equilibrados(cada um 33%, 100%/3) seria tudo maravilhoso…. Mas não são!

 Por conta da história de vida individual, criação de pais, avós, irmãos, tios, primos, família, tradições religiosas, crenças, existem infinitas possibilidades de percentuais de cada pessoa desenvolver esses percentuais individualmente. O fato é que esses percentuais são o menos importante. O que realmente importa é a pessoa identificar:

  • Qual é o dominante;
  • Qual é o 2º dominante;
  • Qual é o reprimido;

Essa combinação matematicamente pode ser gerar 6 possibilidades de cenários diferentes para diferentes contextos. Vale entender também que mesmo que eu seja de um mesmo cenário de possibilidade de outra pessoa, ainda assim a minha história e contexto será diferente daquela pessoa de mesma possibilidade.

Por exemplo: Se eu sou autopreservação dominante, sexual 2º dominante e social reprimido e outra pessoa possui esse mesmo cenário de possibilidade, ainda assim serão pessoas diferentes, pois o percentual por exemplo do 2º dominante sexual em mim pode ser mais forte que no outro e isso por si já muda tudo..

E você deve estar se perguntado: e o que isso interessa para mim? Vamos pegar esse mesmo exemplo acima. Dentro do atual contexto em que estamos de isolamento parcial com as pessoas e trazendo rotinas do dia a dia, se eu sou auto preservação dominante, eu trago energia em trabalhar, pagar as contas em dia, cuidar da minha casa, regar as plantas.. até aí tudo ótimo.

Quando essa energia torna-se excessiva, eu de forma inconsciente acabo comprando muito mais do que preciso no supermercado, acreditando que preciso estocar comida, fazendo estragar muita coisa, eu acabo ficando em casa de forma demasiada, comendo em excesso e combinado com o social reprimido, isso torna-se um convite a ficar em casa sempre! Nada contra ficar em casa. É maravilhoso.

Também é maravilhoso eu sair com os casais amigos em um restaurante, é maravilhoso eu ir para um churrasco com amigos num sábado a tarde, assim como também é fantástico eu aproveitar uma casa de praia num final de semana. No entanto, por causa do instinto de se auto preservar associado ao social reprimido, eu me saboto nesses movimentos e perco oportunidades únicas que nunca mais virão daquela forma!

Isso é um exemplo dentro de vários contextos e cenários de possibilidades que vamos dar seguimento nos próximos artigos. Vamos juntos nessa jornada. Venha mergulhar nesse “mundo paralelo”, converse conosco e agende uma sessão ou uma conversa aonde você poderá trazer tomadas de consciência incríveis para mais de 40 conteúdos emocionais. Venha vivenciar o Eneagrama e os instintos associados a eles na sua vida e como isso se manifesta nela hoje. A inteligência emocional jamais foi tão acessível para você! 😊

Clicks existenciais!

Por Douglas Miranda

Vivemos em um mundo, em que uma árvore tem mais valor financeiro morta, um mundo em que uma baleia tem mais valor financeiro morta. Enquanto nossa sociedade, mais especificamente nossa economia, funcionar assim estaremos ameaçados e sim ameaçando nossa existencialidade.

O Google não tem a opção de apontar:

Isso é conspiração?

Isso é verdade?

Porque eles não sabem o que é verdade.

Eles não têm um padrão do que é verdade, ou que exista uma verdade, estamos lascados.

Esse problema na verdade está na base dos outros, porque se não concordamos, não conseguiremos resolver nenhum dos nossos problemas.

Quando falo sobre a tecnologia ser uma ameaça existencial, diria sem titubear que esse de fato é uma alegação importante…

É fácil sua mente pensar, por exemplo:

“Estou aqui, usando o celular, rolando a barra, clicando, navegando.

E daí eu pergunto, onde está a ameaça existencial?

Respondo rapidinho da seguinte forma:

Um supercomputador do outro lado da tela está apontado para o seu cérebro, fazendo-o assistir aos vídeos, capturando e conectando seus desejos.

Onde está a ameaça existencial?

Não é que a tecnologia em si seja uma ameaça existencial, é a capacidade dela de trazer à tona o pior da sociedade, e o pior da sociedade é sim uma ameaça existencial. 

Se a tecnologia cria caos em massa, indignação, incivilidade, falta de confiança no outro, solidão, alienação, mais polarização, mais distração e incapacidade de focar nos problemas reais… isso é sociedade.

E agora a sociedade se vê incapaz de se curar e reverter esse estado de caos.

A corrida pela atenção das pessoas não vai acabar. A tecnologia vai se integrar mais e mais em nossas vidas, não menos.

Arquivo da rede

Os algoritmos ficarão melhores em deduzir o que lhemantém focado na telinha, não ficarão piores.

O que mais me preocupa?

Se continuarmos com essa rotina atual por mais, digamos, 30 anos… provavelmente destruiremos nossa civilização através da ignorância.

Provavelmente não sobreviveremos, e sim vejo isso como um problema existencial.

Esta será a última geração de pessoas que saberá como era antes da ilusão desejante surgir?

Como você desperta da matrix se nem sabe que está dentro dela? Fico por aqui e deixo um pensamento, no mínimo instigante.

“ A utopia e a ignorância competirão em uma corrida até o momento final… “ Buckminster Fuller

Muito do que escrevi aqui hoje faz parecer ou soar algo simplesmente trágico.

Porém, não é bem assim … na verdade, é confuso … porque é utopia e distopia ao mesmo tempo. Ou seria de repente uma urgência reflexiva sobre um novo funcionamento, dando possibilidade para uma heterotopia?

Douglas de Miranda
Uma mistura de paulistano de nascença com cearense de alma
Pai do Gabriel
41 anos
Estudante de Psicologia
Amante das Artes

9 pecados capitais. Não eram 7?

No artigo anterior, falamos sobre o ego e o poder e demos início ao ego espiritual baseado em vários aspectos. Se você ainda não o leu, recomendo o que o faça e traga uma consciência sobre as possíveis ramificações que o ego traz.

O ego jamais aceitará mudança. Ele está sempre certo e se considera superior. O ego aqui citado é diferente do ego trazido pela psicologia aonde possui um outro significado.

Aqui o ego é uma extensão da consciência do eu, aonde a medida que vai sendo inflado, exaltado, assoberbado, começa a trazer uma criatura do indivíduo, por vezes passando e crescendo em tamanho em relação ao próprio indivíduo. É um elemento da própria personalidade do indivíduo, trazendo um aspecto sombra a ser identificado e iluminado de forma sincera, autentica e genuína de forma que vamos explanar aqui abaixo.

Para exemplificar isso para você, imagine um indivíduo que possui 18 anos, está no início de uma possível carreira profissional e quer se firmar numa área. Ele começa a dar duro, trabalhar longas e ininterruptas horas todos os dias. Chama a atenção dos demais pela sua dedicação, trabalho árduo, duro e resultados.

As pessoas começam a reconhece-lo pelo seu esforço. Ele pensa dentro de si: “Vou me esforçar mais e por mais horas para impressionar mais e mais as pessoas e conseguir no topo da montanha “. Note que chegar no topo não é o problema.

O problema é chegar lá para gerar uma projeção da imagem criada maior que o próprio indivíduo real. Alí está o ego! Nesse exemplo o ego se manifesta através da vaidade de ser reconhecido, visto, enxergado. E não necessariamente pelo fato de chegar no topo!

É uma linha tênue entre luz e sombra dentro do indivíduo! Ele – o ego_ opera de uma forma oculta, silenciosa e a todo momento querendo ser visto, reconhecido, reverenciado, adorado, exaltado. Note bem, esse ego é a manifestação para esse indivíduo citado no exemplo do parágrafo anterior. Para cada pessoa, ele será uma manifestação diferente.

Uma crítica ou ponto de vista divergente contra aquela afirmação qualquer que seja é considerado um insulto e humilhação para o ego. E ele reagirá agressivamente, porque num nível inconsciente ele diz para si: “quem é essa pessoa para me contestar?” ou “o quanto ela é superior para dizer o que eu devo fazer?” 

  Segundo Osho, o indivíduo com alto nível de ego – ou egoíco – acredita que o poder dele é medido na quantidade de pessoas que ele interfere. Não importa se essa interferência é boa ou ruim. Ele quer apenas saber em quantas vidas ele interveem, interfere e possui de domínio.

Num cenário político seja municipal, estadual ou federal, todos os representantes do povo -os políticos- deveriam estar abertos a não deixar esse ego crescer mais do que a sua proposta original que é simplesmente servir ao povo.

Num cenário familiar, todo e qualquer integrante seja pai, mãe, padrasto, madrasta deveria estar aberto a desenvolver o seu próprio ego para ser um pai melhor, uma mãe melhor. Num cenário profissional, um gestor de uma empresa deveria estar aberto a desenvolver suas sombras e luzes para gerir uma empresa com inteligência emocional cada vez melhor

Diante disso, como trabalhar isso? Como desconstruir algo que foi construído ao longo dos anos e anos e que muitas vezes foi gerado um reforço “positivo” daquilo que o ego entende como reconhecimento?

Diante do exposto, percebo o quanto a ferramenta de inteligência emocional chamada Eneagrama pode achar cada pessoa individualmente a se transformar em sua própria experiencia. Através de um estudo profundo da identificação da personalidade pela luz de 9 possíveis tipos e combinações desses 9 tipos juntos, cada pessoa vai vivenciando experiencias únicas, singulares e transformadoras de identificar seu próprio ego e trazer luz para as sombras desse ego.

Então vamos aos 9 pecados citados no título:

  • Ira
  • Orgulho
  • Vaidade
  • Inveja
  • Avareza
  • Medo
  • Gula
  • Luxuria
  • Preguiça

Todos nós desenvolvemos algum desses 9 aspectos dentro de nós. Eu me inclui nisso. Uma das maiores inverdades contadas para cada um desde criança foi que luz e sombra estão fora de nós. Na verdade, estão dentro de nós!

  • A Ira é definida aqui como uma raiva, uma explosão de emoção que ora pode ser contida pela pessoa fora de casa e ora pode ser desproporcional e exagerada, podendo afastar pessoas querida da mesma que a acessa;
  • O orgulho é definido aqui como a não humildade de receber ajuda e de pedir essa ajuda;
  • A vaidade aqui é definida como o desejo no coração de ser reconhecido pelo seu esforço. É a superficialidade do objeto que pode ser corpo, imagem, instituição ou pessoa;
  • A inveja é aqui definida como o movimento que passa pelo coração de se comparar aos demais em relação a tudo e a todos. Isso gera uma necessidade de “ser diferente” dos demais, gerando muita angústia, dor e melancolia;
  • A avareza é aqui definida como o movimento que de ser minimalista, ou seja, precisar do mínimo de itens possíveis para sobreviver. Exemplo disso: tenho 7 dias na semana, então posso ter 7 cuecas apenas. Vem a pergunta a si: para que mais do que isso?;
  • O medo é aqui definida como a ansiedade e a angústia que gera a paralisação e não ação. Em tempos de covid-19, todos nós acessamos isso em mais graus ou menos graus;
  • A gula é aqui definida como o movimento de querer sempre o mais do mesmo, a busca do prazer que pode ser o prazer da comida, da bebida, do sexo, do filme, do documentário do canal de seriado, não se importando com mais nada nem ninguém;
  • A luxuria é aqui definida como querer fazer o que quiser, do jeito que quiser e na hora que quiser! Sem limites nenhum. É quebrar um retrovisor de carro por exemplo quando esse está atrapalhando a passagem do motoqueiro na rua por exemplo e sair disparado no meio da rua. É querer comer, beber, fazer sexo na intensidade e quantidade que der na telha;
  • A preguiça é aqui definida como o esquecimento de si. A neutralização em detrimento de evitar conflitos ou confrontos pessoais diretos em alguma parte de nossa vida seja ela afetiva, profissional, familiar ou pessoal;

Vale dizer que aqui cada um está ainda muito resumido, podendo e precisando ser aprofundado ainda mais. Esses 9 pecados foram subtraídos 2 que a própria igreja a retirou para si por interesses próprios no período da idade média – época trevosa de nossa sociedade – que foi o medo e a vaidade durante os séculos V e XV durante quase 1000 anos.

O medo foi a mola mestra da manipulação. Através do medo, eu consigo gerar paralisia, estagnação, enquadramento do indivíduo com crenças limitantes. E a vaidade, do termo em latim que vem de Vanitas, que quer dizer algo superficial, um aspecto de ser reconhecido por algo sem profundidade.

A igreja também se apropriou disso para si para obter muitas doações ao longo dos séculos e reconhecer os doadores das catedrais, igrejas, doações de terrenos, doando espaços para serem pintados nas igrejas com simbologias, desenhos não necessariamente “cristãos” e dando benefícios aos doadores de ofertas para receberem a permissão poderem por exemplo ser enterrados na catedral. Esses fatos foram extraídos da catedral metropolitana de Salvador construída no século XVI, sendo uma das mais antigas do Brasil.

Esse desejo sincero de trazer luz para as sombras numa caminhada autentica e legítima podem trazer ganhos em diversas áreas na vida da pessoa. Tudo começa com uma entrevista feita por um profissional qualificado na área para te orientar e mostrar caminhos possíveis de si.

Esse auto diálogo identifica os aspectos positivos e negativos do eu e através de uma conversa franca, essa leitura por si só já ajuda a trazer uma tomada de consciência a respeito. Cada um que possua um desejo sincero em seu coração, com a leitura, a busca em materiais verdadeiramente que tragam o autoconhecimento, poderão vivenciar suas melhores fases de tomada de consciência.

E esse autoconhecimento trará libertação de movimentos inconscientes do próprio ego. Trazendo aquele exemplo daquele rapaz focado em trabalho, ele pode a partir de uma tomada de consciência verdadeira e legítima, entender que pode focar e trabalhar duro, mas que o foco não é o reconhecimento e sim uma consequência. Que ele é muito mais do que gera de resultado. Que ele pode equilibrar o tempo dele ao longo do dia entre casa, relação e trabalho e não apenas no excesso de trabalho como o ego quer que ele fique aprisionado.

Converse conosco e marque sua entrevista nesse mundo de autoconhecimento e esteja aberto a trazer luz ao seu próprio ego e sua vida florescerá cada vez mais na relação afetiva, profissional, financeira, autoestima e até mesmo espiritual.

Investimento

Devo começar este texto a partir de um sentido. O pêndulo apontou para mim. Devo começar esta escritura com meu sentido, o direcionamento do meu movimento. Se entendo a vida como algo que se cria no agora, devo entender que o sentido é uma variante impermanente, esta a qual se organiza a partir das minhas intenções e das do coletivo. Eu tenho a minha filosofia, crio os meus rituais diários – os quais também posso chamar de hábitos -, para com isso criar energia e materializar existência. Estas dão força para o campo energético coletivo e assim acontece o investimento, que gera um campo energético de cultura de uma localidade, por exemplo. Simples, parece, porém existe toda a complexidade filosófica humana em torno da valorização do que é necessário à existência. 

Tudo indica aqui que, para conseguir o que quero, preciso investir recursos, tempo e esforço; preciso criar rituais diários, hábitos, para conseguir vantagem, benefício lucro, para materializar. Ok…

Mas o que quero? O que queremos?

Existem armadilhas.

Armadilhas que enchem os olhos e enganam a vista, direcionando-a para um determinado caminho. Se a vida é um “jogo”, o que enxergamos? Ver o todo, abrir o campo de visão, pode ser uma jogada interessante. Posso aqui começar a dizer que o dinheiro, o capitalismo, a bolsa de valores é isso ou aquilo, porém posso tentar entender como o “jogo” de trocas acontece e perceber saídas coletivas as quais se consiga gerar energia para alterar campos energéticos bloqueados. Primeiro, existem jogadores interessados com e sem capital, como também existem jogadores com valores de vida duvidosos. O jogo acontece com altas e baixas de ação, onde os investimentos são expectativas intuitivas em empresas que estão em baixa no momento, mas com chance de crescimento – pois preciso comprar ações baratas e vendê-las mais caras para poder lucrar. Nesse sentido, meu jogo é sempre arriscado, pois lida com a imprevisibilidade, a impermanência do sistema. Mas sempre existe algo que manipula os acontecimentos, movimentando a massa energética em prol de algo poderoso e específico. O marketing é manipulador de energia (e pode ser comprado facilmente por quem tem dinheiro), podendo, dependendo de sua estratégia, conduzir o jogo dos valores.  Desculpe, essa é apenas uma análise superficial com a tentativa de explicar as regras do jogo capitalista. Mas também nos mostra como a nossa vida é conduzida hegemonicamente. 

Visão… o que vemos? Observa o que tens visto diariamente, observa como isso influencia a tua vida, tanto no campo emocional como no campo mental. Como influencia as tuas vontades, fazendo-as chegarem de fora, conduzindo-nos coletivamente em grande escala. É fácil para quem tem grande capital atrair  investimento individual. O corpo saliva de vontade, o foco quer mergulhar e conseguir o alvo. Feitiço financeiro. Porém, existem alguns segmentos de investimento que estão “alterando” um pouco esse caminho. Andei pesquisando sobre investimento sustentável, empresas as quais têm medidas que valorizam o meio ambiente, as relações sociais e corporativas, ganham selos para atrair investidores mais conscientes. Mesmo assim, o jogo maior fica entre as grandes e poucas empresas, as quais detêm grande massa de investidores, sendo a maioria dessas norte americanas. Pois quem é “investidor” quer lucro em dinheiro e não ficar cuidando da natureza ou das relações sociais. Existe nesse jogo um medo feroz da filantropia. Lógico… quem tem dinheiro quer que ele (dinheiro) trabalhe para si (merchant dos blogueiros investidores), muitas pessoas estão jogando com as possibilidades de investimento para um dia pararem de trabalhar e fazerem o que gostam. Quando chegar esse dia de fazer o que gosta, o que será que essas pessoas vão querer fazer? Confesso… seria lindo ter dinheiro para investir nesse jogo, porém é desagradável saber que estarei dando força para empresas que fogem totalmente do meu caminho filosófico. Mas se uma grande força coletiva resolver mudar os rumos do investimento, apostando em empresas da localidade do investidor, será que essa ação poderia mudar um pouco o rumo do oligopólio empresarial? Ou será que esta ação também geraria aumento da ganância dessas empresas locais, acabando por criar outros oligopólios empresariais? Será que esse jogo tem sempre o mesmo fim, o intuito de conseguir poder de ação dentro da sociedade, manipulando assim energeticamente a grande massa? Existe alguma forma dessa organização de investimentos financeiros, que visam lucro, criar vida menos devastadoras?

É difícil pra mim escrever sobre este assunto, pois sempre fui uma pessoa com aversão ao dinheiro. Não é que não o queira, pois sinto alívio nos momentos de alta, mas essa troca está doentia. Um dos meus processos ritualísticos a partir desse tema aconteceu com a performance PET. Ação que fiz em 2015. No momento de criação deste trabalho me perguntava para quem estava vendendo o meu movimento, a minha dança de vida? Quem ou o que estava conduzindo o meu movimento diário? A questão era quais movimentos a conquista de dinheiro me fazia operar e que tipo de energia estaria criando. Resolvi passar pela experiência de me encoleirar com uma coleira de pérolas. Chamei o performer Aquele Mario, parceiro de longa data, para me levar para passear pela Rua Oscar Freire em São Paulo-SP.  Por favor, assistir o filme abaixo:

Esta ação mostra pra mim o que nos limita o movimento, um grande paradoxo, pois o que nos limita também nos libera. Na verdade a coleira é controlada e a suposta liberdade é ao mesmo tempo uma prisão, pois quando a mente é encoleirada, nossos movimentos acabam por serem conduzidos de forma inconsciente, tirando assim a nossa capacidade de sentir o nosso gesto, nos capturando o sentido da vida. Quem nós somos e o que de fato acreditamos, se vai com uma brisa leve, quando recebemos uma bela proposta financeira. Para ter certeza disso basta olhar em volta. Vamos começar pela política brasileira… chegando até você e sua busca pela sobrevivência. Assim, a humanidade investe, em sua grande maioria, naquilo que ela não acredita, sustentando por exemplo empresas como a Vale do Rio Doce (super cotada nas ações brasileiras), responsável pelo desastre que acabou com as cidades de Mariana e Brumadinho, além de destruir o Rio Doce. Esse também é o nosso lucro por esse investimento.Acredito que as energias se transformam quando mudamos o nosso movimento. Ano passado participei de alguns encontros do evento “Teia das 5 Curas” na Aldeia dos Pitaguarys (etnia indigena que reside em Pacatuba-CE). Fui convidada pela grande amiga bruxa Juliana Capibaribe, a Rezadeira Vândala (ver foto abaixo), conheci a proposta do encontro, que tem como objetivo reunir etnias indígenas e quilombolas da América Latina e Canadá, para dialogar e compartilhar suas experiências. (site do projeto: https://decolonialfutures.net/portfolio/teia-das-5-curas/) “O projeto enfoca a cura dos pensamentos, dos sentimentos, das relações, dos ciclos ecológicos e das trocas econômicas. A abordagem educacional é baseada em uma pedagogia que coloca a terra no centro como a mãe que sustenta a vida.” (citação tirada do site apresentado acima).

Na performance como Rezadeira Vândala, Juliana Capibaribe vendia cafuné na Praça do Ferreira, em Fortaleza-CE.

Mas o que seria a cura das trocas econômicas?

Para curar as trocas econômicas, talvez precisaremos mudar a moeda de troca. Começo então, a imaginar uma moeda curada (hahahahahaha…). Talvez, ela não seja uma peça de metal cunhada por autoridades governamentais. Talvez, ela não seja um objeto. Talvez, ela seja, antes de tudo, energia. Talvez, esta moeda imaginada, seja algo que nos dê sentido para o movimento coletivo da existência, para a vida, para, assim, termos o que de fato trocar. 

Olha aqui… Telepatia…

Você já se viu em camadas?

Por Roberta Bonfim

Quantas camadas temos, quantas somos? Quantos pontos de vista podem existir sobre o mesmo tema foco? Quantos seres forem possíveis? Se olharmos por exemplo o mesmo lugar, exatamente o mesmo, por dez anos ele será o mesmo lugar? E suas pessoas serão? Essas talvez possam ser as camadas dos lugares. 

A primeira vez que ouvi essa palavra empregada para o homem, foi em uma sala/auditório, da Faculdade de Direito de UFC, ali no centro da cidade, de Fortaleza. Ouvi da boca da atriz, diretora, Bruxa, que faz as comidas mais loucas e deliciosas, a maravilhosa Francinice Campos, quando ensaiamos para um espetáculo teatral, ali eu conhecia Garcia Lorca, e o li e encenei, mas não o repreende, nem a ele e nem suas camadas naquele momento, e mesmo hoje, sei tão pouco e respeito tanto. E o teatro apresentou para o meu ser as camadas.

Na sequência reencontrei  uma das mulheres de minha vida, Clarice Lispector, e sua escrita que mexia e mexe, sempre, com todas as minhas camadas. E então Frida Kahlo e Fernando Pessoa, daí pra frente nunca mais consegui ver a vida por por um prisma, o exercício é era perceber sob quais graus essas camadas eram ativadas e meio que assim nascemos enquanto Lugar ArteVistas, já que somos compostos do que nos afeta e emociona. 

Depois percebi o conceito de camadas também ao que tange às espiritualidades. Os planos, camadas, prismas, menos dualidades, mais subjetividades. Estou fazendo uma pesquisa de revisão de artigos e muito pouco estudamos sobre essas camadas, sobre as relações pessoa-ambiente. E como não pode deixar de ser lembro de Fernão, a Gaivota, falando na escrita de Richard Bach, sobre quebras de tempo espaço, e a possibilidades das camadas.

Hoje esse texto deveria ser de All Franca, que normalmente habita este lugar nas terceiras semanas de cada mês, mas por razões impeditivas, ela não pode escrever, e nem eu na real, tanto que o texto só tá entrando no sábado, mas consegui, com ajuda colaborativa de Ana Luna fazer esta entrega antes das 10 da manhã de uma domngo, quase ontem.

É isso cheguem junto nesse Lugar e mês que vem All Franca vai tá aqui para melhor explicar as camadas que a norteiam e a alegria de ser terapeuta holística, dentre outras existenciais. abraços em todos eu sou Roberta Bonfim e vim aqui tapar um buraco com atraso.

Nesse furacão, quem somos nós?

Por Douglas Miranda

Estava aqui pensando com meus botões para poder rabiscar algumas ideias para esse sábado lindo e, de repente, me senti sendo questionado, talvez influenciado pelas leituras recentes que tenho feito. Como Freud nos definiria hoje? Isso mesmo, nós contemporâneos! Como seríamos definidos por ele? E na lata me veio uma resposta.

Histéricos e infantis, rsrsrsr, sim acho que ele assim nos definiria.

A teorização freudiana sobre o supereu enquanto herdeiro do complexo de Édipo e a ação do mesmo, tão marcada na melancolia, era um dificultador.

Freud denominou a essa culpabilidade delirante de dor moral e Lacan, que também se deparou com ela, chamou-a de dor de existir em estado puro.

Sempre suspeitei da energia positiva que as pessoas buscam em palavras. Não que seja de todo ruim, mas a vida é tão mais simples, caótica e indomável que se torna impossível e insuportável de sustentar essa eminente ideia utópica de que podemos controlar o que nos acontece em vida. De modo simples, quando o humano coloca sua mão para modificar em sua literalidade a natureza, muitas vezes desencadeia um efeito reverso drástico à sua própria existência.

A partir desse barulho, decidi escrever, sobre a minha restrita visão e contribuir de alguma forma com um suposto saber. A ideia é a metade de um todo, visto que não existe um todo-saber, mas uma ideia minúscula do que pode se tratar. O estilo original como podemos aprender nos escritos freudianos, lacanianos, depende da capacidade emocional de cada sujeito em suportar as adversidades da vida. Não sem um preço altíssimo a ser pago.

Acredito ser útil declarar que a repetição é única e sem ela não somos capazes de transformar a própria vida, desobstruindo o caminho para que sejamos cada vez mais criativos na experiência que se desenvolve a nossa frente. Sempre falta alguma experiência, alguns goles ou tragos e muita loucura esquizofrênica para suportar a vida e transformá-la. Essa falta é constitucional e se faz necessária.

A vida oferece uma experiência repetidas vezes, mas com um gosto não mais tão agradável, que, no entanto, traz consigo uma visão mais amadurecida de nós mesmos. Não nascemos com um manual de instrução. Para isso é fundamental que cada sujeito em vida seja capaz de acolher sua própria dor, reconhecendo as ferramentas que possui para, então, lançar-se em vida e apostar tudo em si mesmo.

A suavidade também provoca furacões e novos ventos que podem pôr sua vida em pluralidade. Um passo à frente e já não estamos no mesmo lugar. Sendo assim, a diferença de quem vive muitas vezes está em quem se permite ousar.

– Rhaissa Bittar e Estesia | Toda vez que eu dou um passo… | videoclipe oficial

O amor é a experiência que nos leva a uma vida possível de ser vivida.

Douglas de Miranda – Uma mistura de paulistano de nascença com cearense de alma
Pai do Gabriel – 41 anos – Estudante de Psicologia – Amante das Artes

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Ego e poder, como trabalhar isso e poder iniciar um processo de libertação?

Por Daniel Hamido

Na minha caminhada da vida, tenho visto como ego e poder andam lado a lado. É uma linha muito tênue que separa ambas. Tão tênue que a falta de consciência de um indivíduo sobre si, pode trazer ao indivíduo uma total “cegueira” seja ela de ordem espiritual, mental ou emocional.

​Vamos dar um exemplo. Se a pessoa é vegetariana, é claro e notório que ela come apenas frutas e vegetais e defende o não consumo de alimentos a base de animais. Ponto. Até aí está tudo certo. A partir do momento que ela acredita ser superior ao outro que não é vegetariano, porque ela é vegetariana, ela caiu na armadilha do ego espiritual e mental.

Vamos a outro exemplo. Uma pessoa que é praticante da consagração da Ayuasca defende o uso da substancia alucinógena para obter ganhos espirituais quaisquer sejam eles. Para esse exemplo esses ganhos também não importam. Quando que ela acredita ser superior ao outro que não consagra a Ayuasca, porque ela consagra, ela caiu na armadilha do ego espiritual.

Percebe-se que isso é uma linha tênue, pois é um movimento que traz prazer, desejo e uma intenção de compartilhar com o máximo de pessoas. As redes sociais são as principais plataformas de propagação disso atualmente. 

Mas o que deveria ser um meio digital de compartilhamento de ideias, muitas vezes acaba sendo um meio de disseminação em alguns casos de brigas, insultose discursos ofensivos que muito mais fazem mal ao individuo do que bem. 

E aí, o ego vai mais uma vez operar afirmando aquilo que para ele é o mais importante: a sua opinião. Dito isso não estou dizendo que a pessoa não possa expressar sua opinião. Mas num nível inconsciente o ego não gosta de ser contestado, censurado, “humilhado”.

Uma crítica ou ponto de visto divergente contra aquela afirmação qualquer que seja é um insulto e humilhação para o ego. E ele reagirá agressivamente, porque num nível inconsciente ele diz para si: “quem é essa pessoa para me contestar?” ou “o quanto ela é superior para dizer o que eu devo fazer?”  

Segundo Osho, o indivíduo com alto nível de ego – ou egoíco – acredita que o poder dele é medido na quantidade de pessoas que ele interfere. Não importa se essa interferência é boa ou ruim. Ele quer apenas saber em quantas vidas ele interveem, interfere e possui de domínio. 

Esse domínio gera nele um “ar de superioridade”, uma sensação ilusória de que ele é superior aos outros a partir do ponto que ele interfere. Seja isso na CiPAT da empresa, seja como gestor de uma empresa privada, seja como gestor de um fundo de investimentos, seja como representante do povo -um político- ou qualquer cargo público qualquer. 

Diante disso, como trabalhar isso? Como desconstruir algo que foi construído ao longo dos anos e anos e que muitas vezes foi gerado um reforço “positivo” daquilo que o ego entende como reconhecimento?

Essa conversa franca, essa leitura por si só já ajuda a trazer uma tomada de consciência a respeito. Cada um que possua um desejo sincero em seu coração, com a leitura, a busca em materiais verdadeiramente que tragam o autoconhecimento, poderão vivenciar suas melhores fases de tomada de consciência aonde quer que seja: política, religião, direitos humanos, direitos das mulheres, direitos de classes, direitos de igualdade entre cores. 

E ao trazer o seu ponto de vista em relação a algo no que quer que seja, seu ponto de vista será defendido por você mesma sem nenhum ou qualquer ar de superioridade nem se preocupando com a aprovação do outro nem tampouco com a desaprovação ou não concordância do outro também. E o fato do outro não concordar com seu ponto de vista em algo não faz dele ou dela seu inimigo nem dele ser inferior. 

o fato do outro não concordar com seu ponto de vista em algo pode ser visto apenas como igual porque você iniciou o desejo sincero de trazer luz para suas sombras do seu ego. Vamos dar continuidade desse assunto no nosso próximo artigo. Até lá.

Daniel Hamido

Terapeuta Tântrico formado pela Comunna Metamorfose, Instrutor de Delerium Privativa – Treinamento Multiorgástico para Casais com as (Sensitive Massagem, Êxtase Total Massagem, Yoni Massagem e Lingam Massagem, G-Spot e P-Spot Massagem). Formado como mestre reiki, radiestesia e apometria – técnicas de identificação, limpeza e correção energética- ministra cursos na área para uso pessoal. Formado como Master em Eneagrama pelo Ibeth(Instituto Brasileiro de Eneagrama e terapias holísticas). Formando em Educação Física pela Universidade Federal do Ceará.

Não desistir também é uma vitória!

All Franca

Essa quarentena tem sido muito desafiadora para todos nós, já se passaram dias e dias desde que tudo começou e estamos aqui, fortes porém não tão firmes. Para mim está sendo um momento um pouco tenso, a produção já não está no mesmo gás, já não sei mais quais são minhas prioridades, inclusive vos escrever não é algo muito confortável. Há pouco ainda pensei em desistir umas 50 vezes antes de sentar aqui para escrever, mas me dei mais uma chance, uma chance de seguir, de ter esperança que essa fase vai passar, de que conseguirei me reencontrar.

Acho um pouco difícil esse reencontro, pois já nem me lembro mais quem eu era antes dessa pandemia, não lembro qual eram meus gostos, nem minhas prioridades, muito menos meus planos para o ano de 2020. Sinto que vivi uns 10 anos em 8 meses e estou vivendo, me reinventando e seguindo.

O caminho do autoconhecimento também é isso, passar por suas sombras, ressignificar seus desejos e entender cada vez mais o real sentido de ser adulto. Certas horas só queria voltar às preocupações que tinha enquanto criança, que geralmente estavam relacionadas às férias escolares ou qual seria o próximo episódio de Dragon Ball Z.

Por hoje me sinto vitoriosa, por decidir sentar e escrever, sei que alguns de vocês se identificarão com esse texto e quem sabe ele fará alguma diferença em sua vida. Saiba que está tudo bem também não dar conta, assumir seus limites e nem sempre estar na maior de suas inspirações. Essa é a vida aqui na Terra, cheia de dualidades, situações controvérsias e tudo isso que estamos acostumados a viver. Não pense que maturidade emocional está relacionada a não passar perrengues e desconfortos e sim, em como você lida com essas situações. Esse é o diferencial, saber que tudo irá passar, inclusive seus momentos de baixa vitalidade. Por isso, quando eles se instaurarem, apenas observe, deixe as coisas se desenrolarem, ainda que lentamente, deixe as decisões para serem tomadas em tempos mais amenos. Às vezes só não desistir já é uma grande vitória, continue seguindo e reencontrando sua motivação, ela está aí em algum lugar.

Com amor

All Franca