Palco e Luz

Por Roberta Bonfim

Uma luz me chama para um palco vazio, mas, totalmente iluminado. Não há ninguém ali, além de mim, palco e luzes. Corro pro palco, fecho as cortinas vermelhas. Procuro um som. Escuto. Ao longe, baixinho uma música sem letra, um som sem melodia harmoniosa, mas que desperta curiosidade. Talvez um violão desafinado, sendo tocado por um lunático apaixonado, ou ainda quem sabe, uma criança fazendo arte. Procurava o som, já com alguma impaciência, que logo levaria a desistência, mas, o vi. Não quis perturbar, mas queria dançar. Então, pus sutilmente o microfone perto dele e liguei as caixas do palco

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Voltei ao palco, cortinas fechadas, e o som, antes estranho, agora se fazia fascinante. E todo aquele palco só pra mim. O ato de abrir as cortinas, fiz de olhos fechados, e me deixei dançar, guiada e embalada pela música. Percorreria toda extensão do palco, nunca estivera tão feliz como naquele dançar. Naquele instante que tomei consciência, a música parou. Parei de dançar. Temi que o tocador, tivesse descoberto que eu o ouvia e dançava aqui. Temi que ele estava de pé ali me olhando. Temi. Tremi. Sabia que precisava abrir os olhos e encará-lo. Mas, não conseguia, não queria. Poderia passar, sem dificuldade, horas ali dançando com aquele som, naquele palco. Eu e minha alma. Então, sem coragem de abrir os olhos pus-me a falar, relatar meus sonhos secretos, em uma árdua tentativa de convencer alguém que poderia nem tá ali. 

E depois do fatigante monólogo abri finalmente os olhos, olhei ao redor, procurei o teatro, o palco, a luz, mas tudo que encontrei foi uma completa bagunça, bruxas gnomos e duendes, entre anjos, quadros e máscaras. Eu estava no meu quarto, o lençol e travesseiros no chão, a gata me olhando. E eu, chorava e sorria. Tudo não passou de um belo e inesquecível sonho.

Hoje resolvi compartilhar este sonho, para que me ajudem a compreendê-lo. 

Até a próxima terça!

Lugar de respiro

Roberta Bonfim

Mais uma terça e eu por aqui, para minha alegria e espero que para a sua também. Se tá aqui me lendo, quero crer que é por gostar do que encontra por aqui. E trago boas novas e lindas. Hoje vou dividir por formato. Começo por onde estou, esse Blog lindo diverso e necessário pelo respeito. Assim, te convido a viver este blog como eu mesma vivo, com leituras diárias, a última de todos os dias, ou a primeira do posterior. Nos enriquece enquanto seres. Mas, se quiser ler só o segmento que te interessa também é sucesso.

Vou apresentar agora cada um individualmente, a partir da minha percepção, claro. 😀

Começamos com o domingo ou com a segunda? Vou começar pelo que entendo como começo na rotina por aqui. Segunda, dia de acordar mais cedo, fazer a prece de benção da semana, dia de encarar o mar e a Mãe que Sou, seja na primeira segunda, quando compartilho a brincadeira séria daqui de casa, ou nos textos dessas mães que tanto me inspiram, Lara Leôncio, a Mãe da Íris Luz (8 meses), multiartista, aquariana, teimosa e apaixonada pelos seus, essa figurinista responsável pelas nossas camisas aqui da Lugar ArteVistas, junto com seu companheiro e Artevista Klebson Alberto, Janira Alencar, Mãe do Tom, formada em Letras, apaixonada por literatura e música, sobretudo a brasileira. Coordenadora Pedagógica e recém-aventureira na viagem da maternidade. Mariana Trotta, coreógrafa, bailarina, videomaker e escritora. Autora do livro “O discurso da Dança: uma perspectiva semiótica” (Editora CRV) e autora do blog “Na espera de um novo amor: sobre maternidade adoção e devaneios”. Professora Associada do Departamento de Arte Corporal da UFRJ e do Programa de Pós-graduação em Dança da UFRJ (PPGDan), coordena o Laboratório de Linguagens do Corpo (LALIC/UFRJ), pesquisa em criação em dança contemporânea e videodança, com enfoque no corpo político e ativista. Mãe da Alice e Mayane Andrade, Mãe de Davi, João e Marina, vendedora nata e criativa.

Roberta Bonfim
Lara Leôncio
Janira Alencar
Mari Trotta
Mayanne Andrade

As terças somos nós aqui e as quartas são poesia, vento, experimento e alma de Marcelina Acácio, atriz, escritora, performer, poeta e produtora cultural. Autora do nosso primeiro livro como editora, na Lugar ArtevIstas, “De Vento em Poesia”, com lançamento previsto para dezembro deste ano.

Marcelina Acácio
De Vento em Poesia

As quintas são um estouro de falas incríveis e necessárias, aqui no Lugar de Fala, temos Rebeca Raso que atualmente, vive na Galiza (Espanha) de onde nos escreve. É ativista feminista, praticante de teatro des oprimides no grupo 100Tolas e tem doutorado em Educação, Gênero e Igualdade e trabalha como formadora em temas de gênero e feminismo por meio de metodologías participativas. Saulo Lemos, professor de literatura, gosta de ouvir e conversar coisas diversas. Mora em Fortaleza e sonha com outros lugares. Bárbara L. Marias, é atriz, performer, professora de teatro e escreve para a cena e tem Kiko Alves, do Coletivo Afrofuture e projeto A Invenção do Lugar, com atuação no Poço da Draga. O jornalista, pesquisador das questões raciais e condição social das periferias do Brasil. Realizador, Professor e Produtor Audiovisual. Especialista em Antropologia da Imagem – UFC.  Mestrando em Sociologia – Pós – UECE ( CE) –  linhas de pesquisa: Cultura, Diferença e Desigualdade.

Bárbara L. Matias
Kiko Alves
Rebeca Raso
Saulo Lemos

E então as sextas. Esta até bem pouco tempo era lindamente alimentada de conteúdos ricos e fundamentais da nossa ArteVista Indyra Gonçalves, que foi bem ali e volta já para mais amor. E hoje temos uma sexta recheada de Artevistas incríveis, como a jornalista e escritora Celma Prata, que eu já sonhava por aqui fazia um tempo, mas tudo acontece só no tempo de acontecer, né? Ela que é autora do romance “O Segredo da Boneca Russa” e membro efetivo da Academia Fortalezense de Letras, é também mãe da nossa querida Camila Bitar. Gustavo Xavier, é um virginiano incrível e muito especial na minha vida, como muitos do que neste blog escrevem, é ator, capoeirista e historiador. Licenciado pela UFC em História Social, mestrado pela PUC-Rio em Relações Internacionais. Tem Rafa, é artista de dança, performer, pedagoga, especialista em Gestão Cultural, integrante da Cia Balé Baião, Produtora cultural no Galpão da Cena e Artista docente na Escola Livre Balé Baião (escolas da cultura do Estado do Ceará). E pra deixar a sexta mais linda nesse lugar de descontruir-se, convidamos você a escrever conosco.

Celma Prata
Rafaela Lima
Gustavo Xavier

O sábado é o respirar, é o aceitar, o seguir e se perdoar e não é nada disso e tanto mais. E nele temos Daniel Hamido, terapeuta Tântrico formado pela Comunna Metamorfose, Instrutor de Delerium Privativa – Treinamento Multiorgástico para Casais com as (Sensitive Massagem, Êxtase Total Massagem, Yoni Massagem e Lingam Massagem, G-Spot e P-Spot Massagem). Formado como mestre reiki, radiestesia e apometria – técnicas de identificação, limpeza e correção energética- ministra cursos na área para uso pessoal. Formado como Master em Eneagrama pelo Ibeth(Instituto Brasileiro de Eneagrama e terapias holísticas). Formando em Educação Física pela Universidade Federal do Ceará. Junto e se somando temos Douglas Miranda, um Cearálista, um misto de paulista, lugar como nasceu e cearense, por ser em Fortaleza que sua alma se encontra. Pai do Gabriel, amante da arte de viver, é estudante de psicologia, iniciando atendimento. E tem a maravilhosa All Franca, essa mulher massa que acredita que a forma como vemos o mundo é o que cria nossa realidade. Pesquisadora ativa de técnicas energéticas (Thetahealing, Reiki, Terapias Multidimensionais), e pra deixar os sábados mais encantados ainda, a bruxa Natália Coehl, atriz, cantora, performer, pensadora crítica, mestranda em artes pela UFC e graduada em Licenciatura em Teatro pelo IFCE. Pesquisa técnicas de movimento, como: dança, mímica, artes marciais, meditação e derivas urbanas.

Daniel Hamido
Douglas Miranda
All Franca
Natália Coehl

E pra fechar ou começar temos o domingo que é tudo misturado mesmo, onde temos o Coletivo Abayomi, que são um coletivo de artistas/ arte-educadores dedicados ao estudo das performances, teatralidades negras e epistemologias afrocentradas que sentiu o desejo e a urgência de transformar nossos estudos em um conteúdo que pudesse ser acessado para além dos cânones sagrados e embranquecidos das universidades, Manuela que vai trazer a arte da nutrição, Janaina Alencar, advogada, amante de rock, arte, filme, vinhos e viagens. A atriz, diretora, escritora, compositora, filósofa e pesquisadora de teatro e música Juliana Veras. O produtor cultural, estudante de publicidade e amante pesquisador de musical Adonai Elias e o ator e jornalista Karlos Aires pesquisador sobre música e artes cênicas. Escreve aos domingos para o blog.

Janaina Alencar
Juliana Veras
Karlos Aires

Ficamos pendentes com as fotos de Manuela Ramos, Adonai e Coletivo Abayomi.

Esses somos nós aqui deste blog. Semana que vem apresento a turma do canal, até lá.

Normalizamos

Por Roberta Bonfim

Me foram ofertadas 6 palavras para escrita deste texto. 

Normalizamos, o outro e tudo que o mortifica, isso não é novo, é tudo parte desse espetáculo cruel pseudamente irracional pela sobrevivência. E se há algo que é fato, é que todos morreremos e grande parte de nós seremos facilmente esquecidos em até duas, ou três gerações posteriores. Mas, temos como humanos que somos a pretensa ilusão de que é indispensável. Penso que talvez precisemos disso, para resistirmos a tirania do outro, que também o somos.

Tomar consciência sobre as próprias responsabilidades, gera em alguma instância uma rebeldia, com a tirania, com a teimosia, desses seres que somos. E talvez essa rebeldia faísque dando luz a uma raiva justa, que atrelada à sabedoria, pode ser a mola necessária para o nascimentos da utopias e construção de caminhos outros para quebra dos padrões impostos.

E, assumir-se ambiente é também lutar pela sua preservação ambiental que é também comunitária, vamos juntos?

Estamos montando nosso quadro de ação adaptado para tempos de pandemia, se quiser trocar, se somar, sugerir, participar, é só chegar, contato@lugarartevistas.com.br ou @lugarartevistas, ou ainda pelo nosso canal no Youtube e se passar por lá, aproveita pra se inscrever.

Outros possíveis #arteondeestiver

Roberta Bonfim

Hoje farei diferente! Ou do mesmo jeito!

Hoje…

Hoje darei aula pela manhã e gostaria que a aula e esse texto fossem iguais. 

Mas, como?

Assim:

Começo a aula pedindo para que Silvia (monitora musical) coloque uma música. 

Quando a música acaba, eu respiro e me apresento:

Oi Turma! Sou Roberta Bonfim, uma ArteVista em exercício e mãe da Ana Luna. Essa foi a definição mais próxima de mim que achei. E que fala sobre o todo que nós construímos. Inicio agora minha relação formal com a psicologia, ainda estamos naquele momento de paquera, ela me olha e me questiona, eu a observo e a indago, e assim, temos nos aproximado. Minha orientadora, Karla Patrícia, a professora generosa desta disciplina, grata.

Então, peço que Silvia (a monitora musical), coloque a música Não Recomendados, do trio de mesmo nome.

Essa música se fortalecia e se fortalece nas vozes de Caio Prado (compositor), Diego Moraes e Daniel Chaudon, e de todos que a cantam com identificação, assim, como se identifica com minha alma que foi impulsionada pela liberdade deles, desde sempre. Grata seus ArteVistas lindos que eu amo. 

Eu morava em um prédio que chamamos cortiço, em santa Teresa- RJ, quando todos juntos pensamos sonhos, vivemos realidades diversas, cantávamos na sala, ônibus, praias e andando na rua, pulsamos aos muitos sons trazidos pelos Mistérios do Planeta. Grata Moraes Moreira. E assim, nasce a Lugar ArteVistas. Deixo aqui o site para que se deliciem.

https://lugarartevistas.com.br/

Em 2018 comecei a entrar em crise, pois a Lugar passava e se relacionava rapidamente com os lugares, falava sobre ele, mas não o vivia, não acompanhava o percurso, sei lá. Não deixava nada de concreto que fosse uma agradecimento ao lugar por existir e ser. Lembro aqui que entendo a todos nós seres, também como lugares. E daí encontrei uma foto da minha mãe com o bucho nas tampas, na ponte, e lembrei que durante toda a minha vida a ponte velha sempre esteve, seja como frequentadora, na infância com a família, na juventude com os amigos, lembro que houve uma época, quando ainda havia moradores na ponte, em que eu ia pra lá sofrer, chorar. Alguns diziam que era perigoso, mas sempre me senti segura ali.

E foi assim que pedi o contato de Marilac Lima à minha comadre Mayane, amiga de Jéssica, filha de Marilac… E daí conheci Isabel Lima e pronto, o encanto aconteceu. Bonito de ver a dedicação delas em prol do Lugar. Sempre me emociono! E elas foram só a entrada para eu conhecer e me encantar por tantos seres iluminados e… ArteVistas em exercício, como eu. Assim nos identificamos, uns mais, outros menos, mas vamos cada um no seu tempo e com respeito buscando caminhos. E então, finalmente chegamos na questão, a psicologia comunitária. E aqui preciso lembrar que estou chegando agora no universo psicologia, de modo que aceito de bom grado, toques, textos, papos, sugestões…

Vamos lá:

No que consiste a Psicologia Comunitária? No que consiste? São questões que me vêm apesar e enquanto faço as leituras dos textos que me apresentam a teoria, mas a prática dessa psicologia no que consiste? O que faz você aí, que me vê e/ou ouve, lê… o que faz você estar aqui? A grade acadêmica, ou o desejo de somar ao outro? 

Depois de algum tempo consegui fazer uma definição oral do que seja Artevista – um agente social, que vê a arte como caminho para transformações. E daí você me pergunta: e o que é arte? E eu que entendo que somos lugares, me dou o direito de entender que arte é. 

Respirar é uma arte? 

Amar é uma arte?

Se relacionar é uma arte?

Ouvir é uma arte?

E falar, é arte?

E tem o teatro, a dança, cinema, artes plásticas, música.

Aqui é minha deixa para saber se alguém que ouve deseja compartilhar uma música. Se não, peço para minha colaboradora Silvia (monitora de som) colocar Rhaissa Bittar, quando dou um passo o mundo sai do lugar.

Então em 2019 eu já andava com bastante frequência no Poço da Draga, onde pude fazer junto com a ONG VelauMar encontros com moradores, para pontuar ações que os moradores acreditassem relevantes, em setembro ainda mais, com o Festival Além da Rua, do qual eu estava assessora de comunicação. De lá pra cá os laços de afeto e respeito se fortalecem e o resultado é que, eis o meu objeto de estudo aqui no mestrado, essa relação artístico afetiva com o Lugar Poço da Draga e os resultantes desse lugar de escuta para geração de novas ações, a partir das necessidades e solicitações dos moradores.

Nesse caminhar já vivemos alguns momentos mágicos, como a pintura de 30 carrinhos de ambulantes, realizada pelo artista plástico Doug Grafite, residente no Poço da Draga. A pintura de 23 casas, oficina de culinária com a chef Clara Freitas que apresenta no nosso quadro #artenacozinha, onde conversa com cinco cozinheiras importantes na cidade. Mas, também, ações como o Baú de Leituras, que tem como público alvo as crianças, e o projeto Invenção do Lugar, dentre tantas outras ações, que pretendemos organizar em arquivo e mesmo em programação de cunho online, tendo também como público alvo os moradores do Poço da Draga e outras comunidades. Iniciamos com as contações de histórias, as terças feiras, com as Trovadoras Itinerantes e a Escola de Narradores, onde trazemos a foco a oralidade, os contos e palavra.

Todos os ArteVistas com que trocamos na temporada passada, convidados para trocar com Poço da Draga, então penso que seja hora de começarmos a pensar caminhos, que podem e devem ser digitais, a fim de evitar aglomerações. Felizmente os números estão melhores, esperamos que só caiam, mas por hora ainda estamos em meio a uma Pandemia, cuidemos de nós, cuidemos dos nossos. 

E o que fica claro pra mim a cada nova troca, ação, ida lá, o que não tenho feito presencialmente desde o início da pandemia, é que os laços se fortalecem. Seu Chico, já me diz que estou gorda, e para outros virei a Tia. 

Lembro que no ato da pintura das casas, estava pintando uma casa de um pintor que a princípio tava meio desconfiado e logo estava já pintando a casa do vizinho, e onde éramos 18 ou 19 viramos inúmeros, daí o outro trouxe o som, a outra oferecia água e Izabel fez almoço pra geral. O que quero dizer com isso é que não precisamos fazer muito, mas é urgente que assumamos as responsabilidades pelo social, onde vive o comunitário. Já não cabe encontrarmos culpados, é preciso que arregacemos as mangas em nome das pequenas transformações, que geram outras. 

Agora na Pandemia , Doug e mais uma galera do Poço da Draga, deixaram tudo ainda mais bonito a partir do grafite.

E se você também quiser chegar junto entra em contato no contato@lugarartevistas.com.br ou fala direto com Marilac Lima da VelauMar. Toda ajuda é boa, como diz os incríveis da Associação Anjo Rafael que segue fazendo um trabalho de amor.

Roberta Bonfim é atriz, jornalista e agitadora cultural, idealizadora e realizadora da revista eletrônica cultural Lugar ArteVistas – arte onde estiver. Escreve às segundas no Lugar a mãe que sou e às terças sobre a revista Lugar ArteVistas.

No circular da vida

Roberta Bonfim

No circular da vida se vive, se morre e então, nasce outra vez. E é lindo, né? Hoje olhando esse lugar que nasce, nesse momento presente que é tão impresente. Diariamente estranhos entram no meu quarto, em lives, aulas, reuniões, e tá tudo bem. A real é que nunca estivemos tão íntimos, sem nos conhecermos, há pessoas com quem compartilho momentos preciosos, que desconheço por completo. Trocas em que meu olhar humano analítico não alcança, pois é um espectro. Este, que sempre temi, tremi. 

E cada aparição, é como levantar no meio da aula e dizer algo que pode ser ridicularizado, ou seria o medo de não ser aceito? O estômago esfria, as mãos tremem, e cruzamos com tantos ArteVistas incríveis! Mais emoções! Potenciais colaboradores, parceiros, mestres podem tá me lendo neste momento e eu só digo fiquem, curtam, se inscrevam, conversem com a gente. Vamos juntos!

O bom da quebra do limitante espaço é que podemos  estar em qualquer lugar, sem se levantar da cadeira. Esta  semana por exemplo, estive aqui no Ceará, na Bahia, França, Portugal, Cabo Verde, São Paulo, Arizona.. E onde mais quisermos chegar, o virtual é o Aqui.

Antes, nunca tínhamos tempo, pois existiam os trajetos, e agora sem os trajetos corremos para realizar o que não conseguiríamos de outra forma. Aqui por exemplo é assim. E isso é usar seu tempo, em favor dos seus propósitos e suas prioridades, é um abrir de asas sem sair de casa. Alguém cantou nos anos 90, algo de mudar o mundo do sofá.  Vamos juntos, abrir espaço para as muitas possibilidades, vamos falar, vamos conversar, encontrar as sinapses. Fortalecer os que nos são semelhantes. 

Neste momento nós aqui da Lugar ArteVistas nascemos para um novo momento, que está se construindo. Um momento novo e que se pretende lindo, onde vamos nos somar para mantermos esse blog que amamos, mas também que nosso canal no YouTube tenha programação diária e diversa. 

Já temos 80% da grade fechada e tá linda, se quiser se somar, chega junto, vamos amar trocar com você. Fala com a agente no @lugarartevistas ou no contato@lugarartevsitas.com.br

Vamos construir juntos! O convite vale para o canal e para se somar em ações e olhares que caminhem junto com o Poço da Draga, com arte e afetos. 

Mudando de assunto:

Esses dias celebramos novo ciclo de alguém muito importante para nós, aqui na Lugar ArteVistas. A nossa gerente aqui do blog,  poeta, sexy, mulher-coragem Marcelina Acácio. Você é fundamental para esse lugar! Grata e parabéns pela caminhada até aqui e pela que ainda vais trilhar, que de certo será repleta de arte,agonias, poesia e vento. ❤️

É isso, beijo me compartilha!

Roberta Bonfim é atriz, jornalista e agitadora cultural, idealizadora e realizadora da revista eletrônica cultural Lugar ArteVistas – arte onde estiver. Escreve às segundas no Lugar a mãe que sou e às terças sobre a revista Lugar ArteVistas.

Um texto, um lugar, tantos ArteVistas

Quantas escolhas importantes você fez hoje? Quantos nãos você disse na última semana? Quantas promessas fez? Quantos carinho se deu? Fazer esse lugar nos últimos 08 anos foi incrível, mas nesse momento preciso fazer uma escolha dura, tenho 3 opções, claras e por mais que eu procure não encontro outros caminhos. Para cada sim, abro mão das outras possibilidades? E nunca foi diferente disso, o diferente neste momento não é a escolha, mas o peso dado a cada caminho e ao tempo, ao caminho.
E se a Lugar ArteVistas é minha primogênita ela já tá na fase em que já conquistou algumas pessoas, que já é capaz de escrever sua história para além dos caminhos indicados pela mãe, por mais que esses sejam fundamentais, também.

Então, que comecemos esse caminhar para o novo, que não estou bem certa se sei exatamente do que se trata, sai fazendo convites e com quem os topar entenderemos e desenharemos caminhos.

Sou muito grata a Lugar ArteVistas – por me ensinar a ver arte onde estiver. Grata por me lembrar com frequência, que somos humanos, e isso é tão é tão pouco, e as contradições nos definem. E por vezes me mostra lugares difíceis de enxergar, dolorosos, devastadores, e absolutamente necessários. Nesse lugar, seja na realização do canal Lugar ArteVistas, no YouTube, aqui no blog, na busca por ser ponte para ações e pessoas no Poço da Draga, agora a Lugar ArteVistas me possibilita estreitar essa relação com o Poço da Draga e o estudo e busca da acupuntura do lugar a partir da arte e dos afetos. E sob a orientação da generosa Karla Patrícia, que hoje mesmo me oportunizou conhecer e trocar com os alunos da graduação em psicologia, nesse lugar de mestranda, onde aprendi um bocado. E na sequência poder conhecer o coletivo Amarrações, e conhecer algumas figuras da psicanálise que até já li, mas sem grandes pretensões, e outros que eu sequer sabia que existiam, e reencontrei Paulo Freire e senti saudades de assistir, conversar com os queridos da @ciadotijolo, que são parte do clipe Samba da Utopia, que levei hoje em aula. Foi lindo! Gente me emocionei verdadeiramente nas duas interações. Na segunda, o vídeo de Renato me levou a lugares importantes. Gostaria de ter o link do vídeo aqui, para que mais e mais pessoas possam ver, ouvir e sentir. O fato é que um sonho antigo se realiza, e sou grata antes de tudo à arte, depois a Lugar ArteVistas, à minha Vó Hedelita Nogueira e ao Poço da Draga, pois esse projeto é o que vivi e o esboço do que desejo viver nos próximos anos dessa relação.
E uma nova fase se inicia, uma fase com tantos queridos, sou tão grata a cada um. E nós que éramos uma revista eletrônica cultural, agora ensaiamos ser um portal de conteúdo. Iniciamos deixando as terças mais lindas com a parceria das Trovadoras Itinerantes, e a Escola de Narradores, que trazem literatura, oralidade e reflexão crítica, além de encantos lúdicos e contos importantes.

Agora em setembro estreamos às sextas o Casa da Aurélia, e às segundas a turma que faz esse blog vai tá trocando ideia também no canal.

https://www.youtube.com/channel/UCgtYvtMKZi1GlAkvhUbdiVg

Link para o nosso canal no Youtube.

E por falar neste blog, só tenho a dizer que aqui só tem ArteVistas queridos e vem chegando mais!

Sobre o Poço da Draga, se me lê neste momento e puder contribuir, chega junto que é importante para nossa reconstrução. E se você não conhece o Poço da Draga se liga que a partir de outubro às quartas feiras nossa programação vem lá do Poço e vai ser incrível.
E se inscreve aqui, no nosso canal do YouTube, no nosso Instagram, Facebook, e se quiser saber mais chega no nosso site http://www.lugarartevistas.com.br, onde você pode encontrar e adquirir o livro De Vento em Poesia da nossa ArteVista Marcelina Acácio, que tá arrasando nas fotos e na vida.

Vou ficando por aqui, abraços a todes e simbora que a vida não é fácil, mas é boa.

Grata ao universo pelos ArteVistas que melhoram nossos caminhos. E me diz aí, tu é um ArteVista?

Um convite ou um desafio?

Roberta Bonfim

Receba como achar mais massa! E saiba que talvez esse seja o momento mais decisório desse Lugar e tudo que tenho a registrar, é:

Respiremos
Nos encontremos
Realizemos
Um mais um é melhor que dois.
o ciclo
A vida
Os encontros
Os sons
As negativas e as afirmativas da vida.

Então, te pergunto, ou desafio, parar neste instante por 5 minutos respirar e se perguntar o que te faz feliz e se observar e descobrir, o que de fato te faz feliz. E o que precisa fazer para realizar esse lugar de felicidades.

A Força da União

Você já ouviu a máxima de que a união faz a força? Pois bem, aqui a união faz acontecer e fruir arte onde estivermos. E isso é tudo que tenho para dizer! Além claro de agradecer a todos e cada um por ser, estar e somar-se a esse Lugar que é de todos nós, inclusive seu.

No mais deixo links e legendas do caminho.

O HOMEM O TEMPO E A ESPERA – RJ

Aqui pego na câmera pela primeira vez e digo que vou dirigir algo, na companhia do amigo Cadu Lopes, ganhamos Santa Teresa – RJ a chamar por Ofélia.

Papo com Cadu Lopes, no Rio de Janeiro.

Quase um ano depois, Cadu foi nosso primeiro papo, gravado na Cinelândia, sob o olhar de Felipe Romano. E passeamos com os profissionais que existiam ali, naquele lugar tantas vezes cantado. Como por exemplo na música dos Paralamas que diz “”Luís Inácio falou… são 300 picaretas com anel de Doutor… Brasília é uma ilha… Onde se vive como na Disneylândia, se essa palhaçada fosse na Cinelândia e ia juntar muita gente… fazer justiça uma vez na vida”. A Cinelândia foi o primeiro Lugar escolhido, pois foi o primeiro Lugar na cidade onde eu conseguia me encontrar, ali na frente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, eu entendia onde estava e qual caminho deveria seguir.

O que era um desejo, tornou-se um algo, que eu amadoramente me arrisquei a editar, ficou pronto, hoje encontro mil questões, mas naquele momento, lembro que me senti feliz por ter feito. E percebi ali que precisava de uma vinheta, liguei para Chris Aymi e chamei-a para dançar por Santa Teresa, foi um dia tão ótimo, nos divertimos e eu fazia imagens da Japa sendo linda no mundo. Depois fiz um recorte das nossas diversões e por tempos foi nossa vinheta, com música de Luiz Gonzaga, na voz de Zeca Baleiro, com quem ainda desejo papear neste Lugar. Assumo que amo muito esta vinheta.

Morando ainda no Rio de Janeiro, venho a Fortaleza e minha prima Edeline Nogueira, que é publicitária diz que trabalha com um cara incrível que tem tudo a ver com a revista e tal… E assim, conheço dentro de um shopping Renan Martins, um dos seres mais criativos e rápidos que cruzei e depois de dois papos rápidos e mais algumas comunicações, ele envia a vinheta e elementos, fontes e afins, e fez a trilha original, enfim, arrasou muito, muitíssimo e nos fortaleceu no caminho. Hoje quando a vejo, acho que nada no mundo seria tão a cara desse Lugar como essa vinheta. E ela entra no segundo programa editado por Kiko Alves.

Pouco mais de um ano depois, já com mais alguns lindos encontros realizados, e neste momento com Crislânio Brandão fazendo nossa edição, montamos essas duas possibilidades de vinheta, na ideia de que a mesma falasse um pouco sobre nosso caminhar, naquele momento eu nem imaginava escrever um texto como esse falando sobre essa caminhada da nossa vinheta. E as amo, a todas!

E quando Clara Freitas se soma a nós no quadro arte na cozinha, a vinheta mais uma vez é adaptada, para melhor caber Clarinha e as capitãs da cozinha cearense Van, Zena, Nilza, Vilani e Roseli, para nos compartilhar caminhos e sabores.

E agora quando fazíamos a temporada de aniversário, com compilações divididas e narradas por fases dessa caminhada, onde eu cruzei com tantos, aprendi com tudo e errei, nossa como errei, e erro, mas nem ligo. É que como no exercício da maternidade, quando digo e reafirmo que sou a mãe que sou, também vale para a amiga, a profissional, a ArteVista, e esse Lugar é meu primogênito, na seguida vem Clarice Lispector e por fim Ana Luna, isso por que não conto com as plantas, e creio que tudo serve como preparação para o próximo passo. E quando no texto passado citei Moraes Moreira, é que quando a ArteVistas nasceu a partir do equívoco ao cantar música de Jorge Ben, quando troquei alquimistas por ArteVistas, era ouvindo “vou andando como sou e vou sendo como posso, jogando meu corpo no mundo…” que nasceu.  E por falar em nascer a partir de setembro vamos acompanhar o próximo nascimento desse lugar, possivelmente também em você. Chega junto, para além de ficarmos mais fortes somos capazes de realizar.

Então, uma boa forma de iniciar os trabalhos é se juntando a nós para colaborar com a comunidade do Poço da Draga. 

Divulgação no Instagram.

Doe o quanto puder.

Dados bancários:

Luiza de Marillac Lima Ferreira
Cel (85) 9 8775.3596
CPF: 657327823 20
Agencia 3468 1
Conta 118270- 6
Banco Brasil

Roda Mundo Roda Gigante

Roda gigante – Imagem da Internet.

Hoje fiquei tonta, a cabeça pesou e cheguei mesmo a pensar que não conseguiria me equilibrar, mas me equilibrei e sorri, e minha filha que me olhava sorrindo, nem percebeu que eu havia ficado tonta à mercê da queda. É assim, às vezes rodamos tanto que ficamos tontos, e há momentos em que ficar tonto é tudo de que precisamos. Lembro quando eu era piveta e ia pro ITA Parque, ia em todos os brinquedos, mas era a roda gigante a minha preferida, e meu maior medo, é que uma vez o cinto tava frouxo e bati com a cabeça, naquela que você fica dentro de uma gaiolinha. E eu lembro que eu amava a roda gigante por ela me possibilitar ver bem longe, mas também ver de perto. Eu escolhia um ponto fixo e curtia uma ou até duas rodadas observando-o, sob os prismas que fossem permitido. 

Depois que o tempo passou ouvi uma música já ouvida outras vezes, que se tornou para mim um dos mantras da existência, vou compartilhá-la com vocês.

Roda Viva – música de Chico Buarque – Interpretada por Fernanda Porto e Chico Buarque.

E o que percebi nesta última semana é que a Lugar ArteVistas, o teatro e a maternidade me presentearam com a permanência na roda gigante, de repente, sempre estive nela, na roda. Se pá, estamos todos o tempo todo, a cada instante que vivemos o já, o aqui e agora. Este instante em que me lê, é outro instante ao que eu escrevo, mas é também o mesmo, se conseguir te guiar para algum lugar em que você vive este momento aí, em que sua vista percorre essas linhas e você percebe que de repente pode mexer na luz da tela e deixá-la mais confortável, se optar por se sentar para ler e se não apertou o play da música ai acima, o faça agora, e se permita  entrar neste tempo, nesta roda, e ver o todo por essas múltiplas vistas de quem gira neste Lugar. 

Alquimistas Jorge Ben – Na voz de Felipe Barros e imagem dos ArteVistas que cruzamos

Faltavam 45 dias para o dia 20 de junho, quando a Lugar celebrou seus 8 anos de encontros desse corpo no mundo, não posso negar a influência de Moraes Moreira, um do Mistérios do Planeta, queria ter conversado com ele, pretensiosamente acho que teríamos nos dado bem, sinto o mesmo quando penso em Domingos Oliveira. Eu pensava em todos eles que quis conversar e não tive coragem nem de fazer o convite, penso nas vezes em que me enfiei embaixo de mim e não fiz o que queria ter feito. Aquela resposta no meio da reunião que você sabe e cala, ou aquela pergunta necessária que você faria (mas não fez) que mudaria o rumo das coisas. O fato é que neste instante, há 55 dias do dia em que determinei que ou teríamos 1000 seguidores, no nosso canal do Youtube, do contrário eu encerraria este livro.  E quis crer que teríamos, e até melhoramos esses números, mas no dia específico, tínhamos 699, se não me falhe a memória. Foi assim que eu Roberta Bonfim, decretei o fim do que me cabia.  

Lugar Artevistas – Partes do caminho 

Este Lugar ArteVistas – arte onde estiver mudou tanto em mim, a partir de cada um com quem troquei, seja nos papos gravados, ou naqueles incríveis em que sequer lembramos das câmeras. Gente! Sério! Sou absolutamente grata a cada encontro, pois cada um mexeu em coisas em mim, e há algumas falas que hoje são também do meu repertório humano e prático. Aprendi mais fazendo a Lugar ArteVista, do que em qualquer outra função na vida, pois aqui o Lugar do encontro é presente e quantas vezes ouvi que algumas questões minhas eram trabalhadas nas terapias. Que alegria que começamos a entender que terapia é bom e necessário. E quantas sessões não precisei pagar porque estava vivendo este lugar. E além de tudo nesses 8 anos, cada encontro, neste momento de pandemia em que vivemos ela me salva mais uma vez. É que além da pandemia, do desgoverno, de ser gêmeos com ascendente em gêmeos, ainda tem a vida, os medos, as questões, e se não fosse no primeiro momento da pandemia, termos alguns programas para editar, e eu corto os programas. E dizer, que de tudo é o que eu mais me divirto fazendo, e também onde mais aprendo, preciso admitir, pois é onde faço junto a escuta o exercício da pesquisa, vou então ver o que citam. 

Lugar ArteVistas – Partes do Caminho  

Ouvi tantos maravilhosos nesses 8 anos de caminho, com tantas histórias inspiradoras e necessárias, e nestes dois últimos meses tive a chance de reencontrar amigos para papear sobre a vida e nesse meio tempo, sempre a tal promessa do falecimento na mente. Mas, como abrir mão logo agora? Mas, também não poderia trair uma promessa feita a mim. Que tipo de credibilidade teria minha palavra pra mim? E aí a vida veio e deu um empurrãozinho providencial e daí rodou o mundo na roda gigante, que era peão e me deixou tonta, mas minha filha que me olha com amor, nem percebeu, ou como eu, fingiu que tá tudo bem, pois talvez em sua fase de tantos aprendizados por instante, a cabeça deve ficar completamente zureta. Indico a todos, observar uma criança quando ela está eufórica, as palavras se misturam em um dialeto absolutamente inovador, um misto de alemão com mandarim. Quem leu meu texto da semana passada deve ter se deparado com algo parecido. É que quando a cabeça fica bagunçada é preciso colorir, respirar, faxinar lugares que habitamos, tangíveis e não tangíveis, para conseguir dar o próximo passo. E a vida nos presenteia com amor e afeto das Trovadoras Itinerantes, (minha clone inquieta Josy Correa e a pragmática Luciana Costa) que com este nome já chegam chegando e são elas que realizam juntos com mais alguns maravilhosos a Escola de Narradores. E foi assim, que Nascemos no dia 21 de julho com Mirabilia – Roda de Contos do Mundo.

Mirabilia –  Roda de Contos do Mundo #arteondeestiver

No dia 28 de julho, Josy arrasou como entrevistadora no 1 Leituras de Mundo, onde conversa com os pesquisadores de contos tradicionais, o português Paulo Correia e o brasileiro Marco Aurélio. Que sobe a versão hoje no nosso canal Lugar ArteVistas. E a partir deste mês, todas as terças no canal Lugar ArteVistas tem maravilhas da oralidade e escrita com Trovadoras Itinerantes, da Escola de Narradores.

Uma aula sobre contos com Marco Haurélio (BR) e Paulo Correia (PT), com apresentação da Trovadora Josy Correia.

E aí, pronto, a roda girou, o prisma mudou, os caminhos se reconfiguraram e a percepção de que este Lugar Artevistas é uma célula viva que precisa de todas as suas partículas em funcionamento, e ai olhei para que somos e na boa, somos maravilhosos, diversos, dispostos, com desejo de vida e acreditando que a arte é um caminho lindo e leve para gerar transformações.  Então, aguardem que temos novidades no ar. E fecho dizendo que agora quem administra nossas redes sociais é Jao.jao, que estamos em planejamento e desejamos que vocês se deliciem com cada novidade e arte desse Lugar ArteVistas.

Arte de Jão para as redes sociais.

A campanha em prol do Poço da Draga continua, assim como, a Unidos Venceremos e tantas outras, se puder, colabora.

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