A caminhada é linda

Por Roberta Bonfim

O ano virou e se movimentou, mudou a maré, os rumos dos ventos ao tempo que tudo segue no caminho. É que aqui escrevemos a história vivendo, tipo novela, uma obra aberta e repleta de boas surpresas no caminho. 

Se você nos acompanha pelas redes sociais, tá sabendo que estamos dentro de uma salinha roxa paixão incrível, onde teremos muito a trabalhar para realizar, pelo nosso querido Poço da Draga. Estamos ajeitando ela toda com muito carinho, para logo que a vida deixar,vamos amar te receber para pensarmos caminhos juntos com arte e afeto, sempre.

Enquanto organizamos a sala, organizamos também as demandas e prioridades, além da nossa grade de programação do canal que está ficando cada dia mais linda.

E se quer se certificar chega junto na sexta às 19 horas, que Marta Aurélia tá dando show e convidando ArteVistas especiais, na última sexta foi Bené Fonteles, e na próxima teremos Carri Costa.

No sábado tivemos programa de Ivina Passos, onde fomos nos os ArteVistas convidados para construção desse plano mental e foi lindo, por tudo, mas especialmente por ser Ivina.

E seguimos com a venda dos calendários, agora temos bem poucos, então se tiver interesse, pede o seu já no direct do instagram.

No mais, até logo menos, com mais arte, amor e afeto.

“ano passado morri, mas, esse ano eu não morro”

Por Roberta Bonfim

O ano acaba daqui dois dias, e o que isso muda de fato, além do 1 no lugar do 0 final do descritivo. Ao que se refere o tempo? Ele que passa sem nos deixar mais tempo que o preciso para tomadas rápidas de atitude. E não sei vocês, mas eu tomei muitas decisões este ano. Abri mão de coisas e abracei outras com uma força que eu nem supunha ter.

Começar a aceitar que minha história é o que tenho e o que me constitui e que se existiram cenas que exigiam mais, também foram elas fortalecedoras. E não foi nem de longe um ano fácil, mas pessoalmente (individualmente) foi longe de ser o mais difícil em que vivi. 

Neste ano, todes em casa celebramos pela primeira vez a existência desse lugar que no ano que vem que é depois de depois de amanhã, completará 9 anos. E como gravamos já a próxima temporada, de certo existiremos. E isso me alegra.

Quando todos os planos foram suspensos em março, pensei que seria o fim e dai renascemos, ouvi tantos incríveis que disseram carinhos. Ouvi, vi, vivi percepções que me mataram em algum lugar. Experimentei o sentimento de traição, de crer profundamente e ser traída, a ausência de solo é quase física. Mas, também vivi entrar no mestrado, ouvir eu te amo várias vezes ao dia, algumas seguidas de fortes abraços e poder dizer com toda leveza de amar – eu também te amo. Senti o aquecer do coração quando pude retornar ao Poço da draga e viver encontros. Entendi no erro, que o barato às vezes pode sair muito caro, e que ouvir a intuição é mais leve e prático, do que especular sobre caminhos e possibilidades. E assim venho me aceitando espontânea, e para tanto buscando me nutrir de lindezas com os ArteVistas com os quais trocamos. E neste ano realizamos uma live de 10 horas e outra de 8, e eu toda trabalhada na corona. Este ano, o que firmamos lá atrás começa a ganhar corpo e mais uma vez reconheço e agradeço pelos processos. Gosto mais deles as vezes do que se concebe de fato, por isso me frustro quando o processo teima em pensar, pois gosto mesmo é de brincar com responsabilidade. Mas, seguindo Zeca Baleiro, ˜eu demiti o meu patrão”. 

Este blog vem se tornando um lugar cada vez mais lindo e estou certa que logo menos terá respiração própria. E como chega 2021, aviso com profunda alegria que conseguimos depois de 5 anos realizar a construção de um calendário, onde as fotos foram feitas por Jether Junior, Lorena Armond que generosamente deixaram entrar umas fotinhas minhas. Grata! Com 99% das fotos no Poço da Draga resolvemos entregar aos que fazem parte do calendário, de modo que só ficamos com 15 pra venda. Se tiver interesse, fala com a gente no privador do instagram.

Que 2021 possa ser uma explosão de arte e afeto onde estivermos.

Estou exausta, mas estou feliz… apesar dos perigos seguimos vivos e entraremos 2021 cantando. Ano passado eu morri, mas, esse ano eu não morro.

Meia Carta pois o sono me tomou.

Por Roberta Bonfim

Carta aos ArteVistas daqui e de lá, cartas mesmo há mim de cá. Penso em quantas vezes esse Lugar renasce em mim todos os dias e quantas vezes me pergunto porque. Porque minha Deusa estou eu, presa neste capítulo? Porque não consigo simplesmente parar, pegar meu tempo, dinheiro e criatividade e aplicar para ganhar dinheiro, ou só aproveitar os benefícios do pouco que tenho e coloco neste lugar? Por que se nem minha família ou os amigos mais próximos consomem o conteúdo? Porque se me priva de mais tempo e curtição com minha filha? Porque se já quase não durmo? Será que não é uma fuga da minha própria arte de existir? Porque me leva a sentir coisas tão profundas e me afogar em novas responsabilidades que abraço acreditando em nós, mas quando analiso friamente, ou ouço Marcelina Acácio, que escreve intensidades por aqui, e inspira algumas em mim, que a real é que sou eu. E muita gente maravilhosa se doando como podem e é lindo. Mas, me perguntei e fui perguntada pelo Kiko Alves, que escreve no Lugar de Fala, e na minha vida ele tanto me ensina desde o primeiro dia em que nos conhecemos e trabalhamos para realizar algo. Se eu parar o que fica da Lugar ArteVistas? 

Gosto de crer que o Blog já já estará fluindo absolutamente independente de mim, com salvas exceções, que não sei mesmo, acredito que esse Lugar de escrever tem sido positivo aos que cá escrevem, além de ser um lugar de encontro mais íntimo de ser. Pois a escrita faz isso, né? Aqui faz. Sempre gostei mais da informação que passo escrevendo do que falando. A escrita é um jogo mais íntimo entre quem escreve e quem ler, do que com quem fala e escuta. Mesmo porque, segundo a minha percepção, ou ao redor, temos mais falantes que ouvintes. Eu mesma, falo mais que a boca, assim escrever, de alguma forma deixa claro o essencial.

Mas, o que é o essencial? Pra mim é a arte e os afetos, é a responsabilidade real pelos nossos atos conosco, com os outros e com o mundo, mas também os encontros. Foi por ter a grata alegria de viver bons encontros que em algum momento pensei a Lugar ArteVistas que, a princípio, não riam. Eu pretensiosamente naquele momento, acreditei que os amigos iriam amar conhecer aquelas pessoas que eu convidava a bater papo e que iam também compartilhar seus encontros comigo. Somos tantos maravilhosos ArteVistas, e a vida gera encontros tão interessantes.

E neste último texto, parafraseando Viriato, assumo que sou uma missionária, aceitei a missão e sigo, com apoios incríveis, de cada um dos ArteVistas que aqui trocam e aprendem. E logo apresentaremos novidades lindas e maravilhosas.

Sinta a Maresia

Por Roberta Bonfim

Ando pensando sobre finitudes, mudanças de trajetos, de perspectivas. Ando pensando quando mesmo termina? O vídeo, o chá, o sonho, o sono, a fome, as vontades. Será que vai haver um momento em que vou deixar de querer? Quando comecei a querer, não sei, acho que nunca quis de verdade. E me pergunto o que quero agora, neste instante. Quero algo? Porque o movimento constante? Ao olhar pro mar, caço respostas que acredito por instantes que vão me chegar pela brisa.

Nessa semana coloquei uma mesa na varanda, agora tomo café e banho de sol, ao tempo que faço terapia e espero, espero, espero… as respostas. Miro a tira que rasga o horizonte e me identifico. Lembro de uma música antiga que que diz: “Entre no barco sinta a maresia, esqueça do mundo árduo e encare este dia. Agora você pode ser tudo que queria, mergulhe na água fria. E um barco dançando sem companhia, seus ouvidos não alcançam a melodia”.

Passamos uma semana gravando no Poço da Draga. E que Lugar bom de amar, andar, viver, existir. O Poço da Draga é lindo e potente, e nos fortalece viver esse Lugar, amar e trabalhar pra ele. Trocar com cada ArteVista e ver os olhos que brilham por trás de máscaras e dos medos que nos assolam vez ou outra. Temos percebido que a cada nova etapa de gravação aprendemos tanto. Sou muito grata.

Nosses ArteVistas lindes Lorena e Jether

Aqui no blog textos potentes. E nossa ArteVista Celma, estreou o seu novo livro, com uma live boa que só. E por falar em ArteVistas que cá escrevem, conversamos com Kiko Alves, e foi tão ótimo.

Grata a essa equipe linda que somos Lorena Armond, Jether Junior, e nessa etapa Bruna Sombra. Gratidão. E hoje no canal temos Mirabilia- Roda de Contos do Mundo e sexta a maravilhosa Marta Aurélia.

grata!

Olhares Estrangeiros

Por Roberta Bonfim

Hoje iniciamos uma nova etapa de gravação e quando estávamos todos juntos nos fiz um convite, de sermos estrangeiros conhecendo a cidade. Mas, o profissionalismo não nos deixou aceitar e que lindo tá rodeada de tanta gente massa que quer fazer a coisa acontecer em atividade.

Poço da Draga – foto Lugar ArteVistas

Éramos 6 mascarados batendo perna pela Praia de Iracema, destino, nosso querido Poço da Draga. Neste caminhar muitos carinhos, separações e encontros, imagens repetidas, olhares se experienciando, um grupo se fazendo grupo, sendo equipe, estando junto e separado. Cada um vivendo seus momentos coletivos e privados de ser em cada momento e foi tudo tão de verdade e massa.

Ficará para memória a saga pelo almoço, que acabou se realizando no Mercado Central, que Alecrim conheceu naquele momento. Eu particularmente fico muito feliz quando vivendo esse Lugar ArteVistas conhece e nos relacionamos com Lugares e ArteVistas e quando a troca rola, é massa e hoje super rolou.

Rolou trabalho, vida, aprendizado, banho de mar, rolou teresa, muita água e São Geraldo (que deveria nos patrocinar. hihihihi). Rolou também, vida, contradições, tempos e outros tempos e foi tudo lindo no meu olhar de estrangeira sobre o lugar do outro de existir, mesmo quando o existir é junto. Muito grata Loris e Jether por serem tão competentes, querido, visionários, grata Alecrim, por ser a Estagiária, temos de fazer esse quadro, sério. E por trazer o estagiário, da estagiária. hihihihi E Bruninha, massa te ter vivendo esse Lugar. Aproveito para agradecer à Marilac Lima, da ONG VelauMar, por ser e nos receber sempre com carinho e sorriso, e também à Antonello Veneri, ArteVista com quem conversamos hoje ao cair do dia, ali perto da Ponte Antiga.

O Orgulhoso e o Humilhado

Por Roberta Bonfim

Caminhava pelas ruas como faço sempre que possível. Caminhava blaser, como dizem os mais íntimos. Caminhava contemplando o meu entorno. Sempre gostei de andar pelas cidades, qualquer uma que eu esteja, gosto de bater perna, ouvir os sotaques e os papos. Então, hoje eu caminhava, como de costume e quando subia  Av. Monsenhor Tabosa, passei em paralelo com um senhor que carrega seu corpo sentado sobre um skate velho, com um mochila não menos velha sobre suas pernas, o cabelos já grisalhos se escondiam dentro de um boné da mesma idade que a bolsa e o skate.E uma luva resistente na mão esquerda, mão/ braço, que levava todo o corpo no impulso ao chão. Ensaiei sentir vergonha, culpa, mas respirei fundo e, ofereci-me para ajudar. Ao que ele negou veementemente, disse que precisava passar por aquilo para nunca mais ir ali. E sem qualquer esforço o entendia, mas mesmo com sua negativa, não conseguia sair ali do seu lado, até que ele de forma gentil me agradeceu, mas que eu seguisse que ele iria passar por aquilo sozinho. Eu, então segui meu caminho em passos apressados sem olhar pra traz até o quarteirão seguinte, onde parei e me pus a observá-lo. Ele parou um instante e depois subiu na calçada e seguiu em outro ritmo e eu também. Ali chorei um choro desesperado e completamente mudo, que nem parecia existir escondido por detrás da máscara e dos óculos.

Respirei, segui meu destino.

(Que hoje foi um destino muito lindo, montar o esqueleto da nossa próxima temporada que só posso adiantar que será linda e realizada em um lugar que amamos na ida e na volta, o Poço da Draga, com ArteVistas lindos, como Flávia Muluc, Dinha, Clezia (Diva Cacheada), Antonello Veneri, Gustavo Luz, as maravilhosas Marilac e Izabel Lima da ONG VelauMar, a turma inspirada do Coletivo Fundo da Caixa e mais uma porção de ArteVistas lindos. Dizer que até minha orientadora topou e nosso querido Kiko Alves. O que podia ser marcado foi e daí resolvi juntar dois prazeres que me voltaram em novembro, e imagens de um Lugar encantado, somadas a uma saudade bem grande de João Paulo Pinho e nossas vídeo danças e Roberto Falcão e nossa alegria em criar brincando. Os amo. Bem deu isso, espero que gostem, pois creio que terão outros.)

O destino cruza com a gente de modos interessantes e na volta para casa, na mesma avenida, mas agora descendo no sentido dos carros, mas quase que na mesma altura do encontro transformador da ida. Na volta cruzo olhar. Minto. Miro olhar para um jovem franzino, com um saco na mão, a vestimenta desgastada, os ombros curvados para frente, a cabeça enfiada entre os ombros, seu olhar baixo e triste, tornou-se ainda mais baixo e triste quando percebeu meu olhar. E eu me envergonhei de tê-lo visto. Como pude lançar meu olhar sobre ele? Quem penso que sou? E ele, quem pensa quem é? E quem somos, senão um só? 

Hoje, como em todos os dias cruzei com o orgulhoso e o humilhado, e como todos os dias ensaio ter a força necessária para lhes dar os abraços precisos.

Diário de bordo é pra isso, também. Acho.

Por Roberta Bonfim

Tudo seria se fosse, ou não seria se não fosse. É que na real, tudo o é, se for, se formos, se somos, se sou. Sou? Sou eu? Somos nós? Sobre quem se trata? Ou sobre o que? Temo ser constituída de perguntas sem respostas. Mas, do que se trata a vida se não de um emaranhado de perguntas sem respostas? E, gerando mais. 

Esses dias mesmo me deparei com uma mulher na rua, creio que more ali naquele exato lugar em que a vi, ela tinha um olhar vivo, atrás de um corpo quase morto. Também esses dias, uma atrocidade me tirou o doce da boca, trocando-o por amargor de existir em lugar tão… Tão… Não encontro ainda palavras que diga claramente como percebo esse lugar do qual existo, existimos. Pois a agressão violenta até levar o ser a morte, é real e nos ecoa e precisa nos ecoar, é imprescindível que nos atravesse, que nos agrida, que nos mate, como foi morto mais este ser. E por amor ao que pra você for mais importante na vida, não me diga que a revolta a este fato absurdo é vandalismo. Não me diga que é um exagero, mimi ou qualquer menos do que a gravidade do vivido.

          Me perguntei, e me pergunto, e possivelmente serei neste perguntar, sobre o que leva alguém a bater em outro alguém até levá-lo a morte? Eles batiam em quem? O que estimulava toda a ira para agredir o outro assim? O que nos faz espantarmos a nós mesmos até a morte? Juro que não consigo, mesmo com muito esforço encontrar as razões. E apesar desse medo da ira possível, não aceito que seja uma questão de tom de pele, somos todos um, creio e busco viver verdadeiramente esse lugar, nem sempre rola, ainda temo muito a proximidade com o outro. Não sou boa em estabelecer limites, assim, sempre indicado manter as distâncias saudáveis, desse modo aprendi a estabelecer uma forte relação com parte de mim. Uma parte constituída de partículas de outras partes, que se misturam e se opõem, permanentemente. costumo culpar o signo, mas tá difícil, usar a luneta, símbolo desse lugar. Tá difícil e penso que talvez seja por eu crer que somos todos um, então aquela agressividade toda também me habita e isso em absoluto me apavora.  Um sentimento de impotência, me volta muitas vezes ao dia, e o exercício de saber até onde dou conta também. 

Eu que sempre vivi a beira, achei por um instante que havia amadurecido e controlado a fera que me habita, mas o que tenho percebido na constância da minha companhia é que não há qualquer controle, além do ilusorio sufocante de que se é preciso caber, ser parte, pois o contrário disso é a solidão. E reza a lenda que ela não é boa. 

O que nos faz humanos tão enormemente desumanos? O que nos faz humanos demasiadamente omissos e impotentes em um mundo em que o que sobra de mata virgem vem sendo queimada, explorada, invadida? O que somos? O que sou? São tantas perguntas que chegam mesmo a esquentar a minha cabeça e falo de um esquentar físico, sensorial. E antes que exploda respiro e acredito, corro, pego a mochila coloco nas costas, ando na rua até o suor descer pelas costas e então com a temperatura corporal equilibrada consigo zerar minha mente.

Mas, sabe o que mais me faz muito bem, ou eu não teria mandado esta mensagem, é este Blog, este Lugar onde nós que habitamos somos ArteVistas.

Mensagem enviada em grupo de whatsapp

Gente!!! Hoje graças a esse lugar o dia já amanheceu lindo de viver. Ainda maturando o texto de Saulo, a primeira resenha, e lendo o texto de ontem de Gustavo, há gente amo lê-los! Aprendi um bocado. E ainda tinha msg de Mari confirmando seu texto de segunda. Meu coração e alma só celebram e agradecem!

Ontem de noite ainda (sexta) tiveram dois programas lindos no nosso canal do YouTube, um com contos do mundo, e outro de pontos e papos, com apresentação das ArteVistas Josy Correia e Marta Aurélia e convidades lindos, respectivamente.

Logo menos teremos o terceiro encontro de mais um projeto lindo que se relaciona com o Poço da Draga… mas daí são cenas dos próximos capítulos. Abraços em todes e cada um e lindezas! Sigamos escrevendo e compartilhando que é lindo.

É pra amanhã

Por Roberta Bonfim

O pra amanhã é o novo, pra já. Estamos sempre ligados, prontos, ativos, como se não nos fosse dado o direito de parar. Mas, e então como faço, se não sei viver sem pausas? As vezes chego mesmo a pensar que vivo delas, nelas, são nas pausas que me conecto com o mais íntimo do ser que sou. A parte as pausas, das dilatações de tempo em que vivo no sorriso da minha filha, todo resto é uma agitação, como são as cidades. Tudo é barulho, a mente não para, cria, inventa, questiona, suspeita, defende, encontra veredictos internos e recomeça o processo, isso a parte o conhecimento trocado no existir, que constroem novos caminhos há trajetos previamente traçados. E como você bem sabe, sou gêmeos, com ascendente em gêmeos, mudança, poderia se meu sobrenome. Apesar que gosto do consolo e da garantia do Bonfim, já me ajudou a unir forças nesse garantia do bom final algumas vezes.

Inclusive eu já estou naquele momento em que já me agarrei no Bonfim, para conclusão deste ano da melhor forma possível. Pois me propus a fazer tantas coisas, que agora que essas estão se concluindo tendo sentindo uma variação de sentimentos. Aqui nesse Lugar ArteVistas, muitas lindezas, ArteVistas lindes e querides somam-se e deixam tudo ainda mais lindo.

Na sexta passada a Casa da Aurélia realizou um sonho antigo de receber Rafael Martins e Démick Lopes, dois artistas incríveis da cidade, com quem Marta Aurélia viveu fazer o espetáculo A Mão na Face. E no sábado teve estreia de Ivina Passos em seu lugar de falar sobre festivais, onde conversou com Maria Vitória, sobre o coletivismo festival Gente é Pra Brilhar. E de quebra ainda matamos saudades do querido Gustavo Portela.

Casa da Aurélia – apresentação Marta Aurélia – ArteVistas convidados Démick Lopes e Rafael Martins

Esses dias também celebramos, pois fomos selecionados por um edital como espaço cultural, achei particularmente interessante esse lugar, pois de fato somos um espaço de culturas e artes. E isso é massa!

Ivina Passos e Maria Vitória

E sigamos pois há muito para realizar e se você me ler, então, já é já!

Quantos vivem em ti?

Não havia tempo 

Já é hora.

Esperar não é fazer

Mas, hoje já não quero correr,

Nem deixar de fazer.

É que sou, 

Somos

Feitos desses tantos, 

Penso.

Entendi faz tempo que além do meu quase permanente desejo de solidão, quando estou junto gosto de tá junto. 

E aqui nesse lugar ArteVistas somos tantos, e tão queridos e sou tão grata e feliz por cada um.  

Tenho tanto a dizer mas escrever é também se deixar ir, e ando precisando me poupar para fruir em outros lugares.

Logo retomo com mais palavras e sentimentos para compartilhar. Grata!