Do que se vive Aqui

Por Roberta Bonfim

Hoje não estou para escrita

Depois de anos a fio sinto a potência de uma TPM 

Me recordo de mim em ira

Me assusto

Observo os ambientes

Sinto os movimentos 

E sigo

Pois seguir é meu mantra.

Uma pessoa irada escreve e se movimenta

fumo mais e menos

danço

se libertar tem disso

as sombras fechadas nas jaulas do bom senso 

Também ganham a cena 

Observo o fluxo cíclico da vida

E me pergunto

E ai?

Minha sombra veio 

e me vi na minha filha

A ira são as crianças feridas e silenciadas 

Frustradas com o grito do que ela julga não ter ferida.

Já mudei esse curso da vida

E assumo a violência silenciada e tolhida que há em mim

Como ira ela é danosa

Mas…

E se vira arte?

Minha arte me chama

Minha alma me clama

Meu espírito palpita 

E as lágrimas me tomam enquanto escrevo

Assumo minha ingenuidade na vida

Não vim para ser esperta

Sou até um pouco atípica

Mas nem sei quanto assim

Ou o quanto me fui tolhida

Ensaio me esparramar

Ou fui esparramada faz tempo e agora busco me reencontrar?

Não sei nem que saberá

Pois eu não sei da história que sou

Além do que vivi.

Decantando

Por Roberta Bonfim

Se me fosse permitido demonstrar tudo que sinto em palavras, eu agora mesmo compartilharia todas essas emoções. Até para tirá-las de mim, como se pudessem sair assim como um sopro. Penso em Silvia Moura e no meu chamado de alma. Vou liga-la logo que eu entre de férias para dançarmos todes os dias. E vem também a reafirmação interna de que vivemos várias vidas em uma e que algumas coisas a nossa alma precisa agradecer, por outras brigar, com outras aprender, e tanto mais que se possa viver. 

Estou mestranda no curso de psicologia ambiental; com uma orientadora inspiradora que no laboratório Lerha, me encontrando e justificando na psicologia ambiental, estudo meus passos e percebo a diversidade de caminhos já traçados e sorrio como quando olho esse Lugar ArteVistas, que é lugar de encontros, atravessamentos e boas trocas e eu gosto muito de viver cada uma delas. Tenho a grata honra de assistir toda programação do canal; e só eu e minha alma sabemos o quanto somos gratas e se por nada mais por isso já bastaria, mas temos Sabrina Lima, uma das grandes incentivadores desse lugar por acompanhá-lo e se permitir como eu se transformar a partir do aprendido, nesse exercício de nos tornamos ArteVistas. Sou muito grata ao Doug Graffiti que não assiste nada mas que sabe que trabalhamos com amor e vez ou outra nos surpreende com um carinho na alma.

Esse texto entra amanhã, mas escrevo hoje, quando me preparo para receber os ArteVistas convidades de hoje para papiamos sobre lugar, afeto, participação, Poço da Draga e moda. 

E no domingo teve um papo delicioso sobre a cultura da tapioca e Roberto ainda deixou uma receitinha.

E no sábado um monte de aprendizado com Marta Aurélia e convidades em sua Janela da Alma.

E sexta teve Casa D’Aurélia em um papo cheio de fluxo 

Quinta feira Silvia Helenna e convidades Artevistas conversaram sobre moda, estilo e brechós. 

Quarta tudo acontece no Poço da Draga, inclusive papo com esses ArteVistas e artistas visuais e humanos, que se transformam e são transformados por suas artes.

https://studio.youtube.com/video/YMlgMEudINo/edit

Na terça tivemos nossos terceiro episodio de Papo Atípico.

E segunda passada o papo foi de recomeço e um gatilhão, por isso o trago para fechar essa  semana linda, rica, potente e transbordante de inspiração. 

Muito grata a cada ArteVistas que chega nesse Lugar e agora vamos viver mais uma semana de tantes e mais um tanto.

E teremos mais uma estreia do Poço de Afetos, com a maravilhosa Sabrina Lima que recebe Peróla Negra. 

E tanto mais estar por se construir a partir da potência de ser juntes.

Aqui no blog seguimos com ricos compartilhamentos em escritas que conversam com nossas almas e estamos com dias em aberto, então se tiver interesse de ser um correspondente ArteVistas  fala com a gente.

Xero

Meu sobrenome é gratidão

Por Roberta Bonfim

Esse Lugar ArteVistas é um desejo de trabalhar junto a partir das individualidades, com textos e programas diversos que dialogam com outros diversos ampliando-nos. Eu, Roberta. Assisto a todos os programas, por fazer parte deles como operação e adoro, e também como público que ama aprender como faço com Mirabilia. 

Olho esse Lugar e percebo essa potência toda que somos individualmente e involuntariamente enxergo a lindeza que somos juntes.. Mas, descobri esses dias que por TENTAR (preciso da sistematização prática de Rafa Vasconcelos)  organizar o conjunto que podemos ser , há a interpretação de se estar trabalhando para mim,  que daqui também por todes,  para todes e é nisso que creio, que se todos fizerem um bocadinho fica massa e é no desejo de encontrar esse lugar que trabalho e faço isso na vida. Vivo de fazer associações e buscar os melhores caminhos de modo coletivo e vivendo essa busca na vida, percebo o quanto não nos ouvimos e já reagimos, como se reagir fosse mais fundamental que ouvir na construção do todo que somos.  

Mas se pensamos que somos essencialmente animais em desenvolvimento mental e tecnológico, talvez quem sabe chegarmos às nossas inteligências essenciais. E a questão que me vem assolando a mente é até que lugar o mental não nos afasta intuitivamente do essencial. Se atraímos o que sentimos, precisamos exterminar as violências e a escassez.  hihihi

Viagens e brincadeiras a parte, o que digo é que a construção do coletivo não é fácil, pois formar um coletivo é ir montando os quebra cabeças dos seres que somos, entendendo que algumas peças são mais fluidas, outras de mais difícil encaixe, outras de rápido encaixe e rápido desencaixe, observar a construção de um coletivo é perceber as nossas diversidades, nossas mudanças e a liberdade de mudarmos tudo, mas é preciso também ter cuidado com o outro e com o lugar que habitamos. E assim seguimos entendendo nossa individualidade e como melhor nos colocamos nesse lugar tão diverso que somos individual e coletivamente, pois cada um de nós é e carrega mundos.

Aqui não queremos caber em nenhum lugar, pois acreditamos na dilatação dos lugares. Aqui o desejo é que façamos o que nos faz feliz, não como uma obrigação, mas como um construir coletivo com individualidade e compromisso. 

Assim hoje somos de fato uma revista eletrônica, e se você que me lê é fera em revista e queira nos colaborar, aceitamos ajuda para essa divisão em editorias. 

Dentro dessa revista eletrônica que acredita na arte onde estiver, como caminho para transformações responsáveis necessárias e possíveis, temos os programas do canal e aqui segue os links de nossa programação linda e repleta de ArteVistas, brilho nos olhos e inspiração.

Na quarta da semana passada colocamos no ar o quarto episódio da nova temporada desse programa que completou 9 anos e que amamos realizar e aprender nesse caminhar. E um dos grandes aprendizados é que na prática a teoria é outra. hihihi Mas, olha que lindeza.

Na quinta o Conversa Entre Nós que tem apresentação de Silvia Helena conversou com parte da turma do Coletivo Fundo da Caixa, estavam com a nossa apresentadora psicóloga Mariana Vasconcelos e Cristian – Cris Graffiti , com rápida participação de lukes. 

Na sexta uma aula sobre o feminino, sobre história e direitos e com sotaque. Grata Marta Aurélia por Claudia. Casa D’Aurélia

No sábado teremos Novos Tempos e Novos Ciclos, mas Crica pediu para não seguir, Renatinha ia fazer uma cirurgia e eu fui tomar a primeira dose da vacina. Um dia emocionante de agradecimento ao SUS e a ciência.  Mês que vem voltamos a falar sobre maturidades.Domingo ainda não temos essa programação se você tiver vontade de contribuir esse lugar é nosso.

E ontem eu tive a grata honra e alegria de bater papo com três ArteVistas muito fundamentais para mim e esse lugar: Flaira Ferro, Eduardo Marinho e Tiago Gomes. Foi uma lindeza. 

E agora às 17 horas temos o programa Papo Atípico que é esse lugar para falarmos sobre o espectro autista, até o próximo programa eu sou apresentadora, depois que vai seguir esse barco junto com Marcelo Muz e Cris Cordeiro, será Mariana Castro. 

Gratidão por esse caminhar de tantos ArteVistas e que fazem cada dia mais crer no quanto somos massa se nos dispusermos a nos conhecermos e cuidarmos individual e coletivamente.

Já é Quarta

Por Roberta Bonfim

Hoje o tempo correu mais depressa que eu. Perdi compromissos, a filha chorou, técnico de internet em casa em tempos de pandemia, gata no cio, hambúrguer quebrado, uma planta seca, louça na pia. Limpei a casa de manhã na saída do técnico parecia ter passado um furacão. Aparelhos obsoletos, recicláveis se amontoam no quarto, a pilha do mouse acaba, assim como a água do garrafão às 3 da manhã. Coloco os custos no papel, as despesas dobraram, ou triplicaram. Já não ligo o ar condicionado e a energia segue subindo. Não entendo matemático. Leio Fernando Pessoa para amar e dizer tantos sins ao todo tudo que se deseja viver.

E nada disso era o que eu queria dizer. Me preparei para hoje, a bem da verdade foi ontem, onde minha filha me colocou para dormir antes de eu fechar as tarefas do dia. Tinha me planejado escrever sobre essa coisa de celebrar 9 anos, de olhar o processo e reafirmar a sua importância, perceber o quanto cada encontro e gravação narram um boa história, com aprendizados, escuta, sorrisos, arte, afeto e participação, pois nenhum processo é só. E sou muito grata por cada atravessamento. O universo sempre me foi muito justo, sempre que o que foi tirado, de outra forma foi reposto e mesmo as mais intensas dores da vida, que não se engane, não precisam ser tristezas, podem ser só uma dor, que sentimos, observamos, investigamos, tratamos e curamos. Talvez ainda não consigamos ver as feridas da alma com a mesma frieza que supostamente vemos as do corpo, que quando não frutos de um acidente, normalmente são já a alma clamando por socorro. E porque falo de alma ferida em meio ao texto de celebração que já começou todo coisado e que escrevo às 3 e pouco da manhã na companhia de Clarice Lispector (a gata).

Falo de saúde mental, talvez exatamente por isso. Me pergunto o que me acordou e me motivou a estar agora aqui sentada escrevendo, ao invés de estar dormido Talvez porque o sono regenere meu corpo, mas é a escrita que libera minha alma. Minha racionalidade não alcança, só me relaciono com ela pelas emoções e só me entendo, escrevendo. Pois as palavras ditas depois de pronunciadas me parecem todas embaralhadas, e não tenho qualquer garantia sobre o que foi de fato comunicado. Isso também deve ter haver com o fato de que escrevendo, há uma intensidade, pois é só um canal. Sei lá. Sei que minha memória universal integral sabe muito mais do que penso , mas ao perceber sempre sei tão pouco.

E lá se foram 9 anos, começamos agora a escrever a história desse décimo ano. E algumas coisas precisam ser ditas já. Para quem digo? Neste momento para mim, e se compartilho é para que a cada pessoa que leia, eu seja lembrada desse momento em que lembrei das coisas óbvias e importantes que eu já sabia

Meu Lugar Sou Eu – assim moro em mim. Aprendi isso com a vida e com a liberdade das não prioridades. se não faço parte do bando, não há porque seguir suas leis.

Sou uma urbana que gosta de silêncio. Sou uma nômade inveterada, que depois de muito tempo no mesmo lugar, precisa alterá-lo.

Amo o colorido. E mudo minha cor preferida de acordo com o meu bem prazer, pois gosto de todas.

Todas as contradições me habitam.

Amo gente, mas peço todas as noites por distâncias saudáveis. E tenho medo e fascínio pela multidão e conheço na pele e assim, na memória corporal a repudia das massas contrariadas e estimuladas à violência. E se o bando faz juntos, por maior que seja a agressão, rapidamente arrumam um culpado, para que pareça uma unidade. Olhemos a história. Ainda temos uma tremenda dificuldade em assumir que somos todes luz e sombra e é possível que exista um conceito, mas para mim é só esse distanciamento de nós a que somos induzidos desde o nascimento. E as tais expectativas geradas sobre nós é devastador quando não cabemos nelas, pois nos sentimos frustrados por destruir os sonhos de alguém, sem atentarmos que tudo bem, pois se trata das nossas vidas.

Falo dessas contradições todas porque elas nos abrigam, e em mim fazem absoluta morada e poderia neste agora contar umas boas histórias do que tenho vivido em emoções e respirações. Hoje ouvi uma briga dos vizinhos, minha filha teve medo e eu agradeci por cada escolha feita até aqui e por poder sem qualquer culpa aparente largar todos os “äfazeres” para ficar agarradinha com minha filha em paz, dando-lhe segurança. Estamos falando de um super gatilho? Estamos! Mas, que não me fisgou, não dessa vez, pois o amor tem um dom supremo de cura. E as memórias não se vão, mas as dores quando “resolvidas”, me parece que sim.

Voltando a esse Lugar ArteVistas, esse coletivo de seres que se desconhecem e hoje em parte por pura falta de interesse, curiosidade ou algo assim. E tudo bem. Pois creio mesmo nesse coletivo de indivíduos, que por hora ainda tem a mim como um fio condutor, mas essa engrenagem vai funcionar de modo fluido e sistemático, a partir das responsabilidades de cada indivíduo ou semi-grupo organizacional. É um sonho de fácil realização? Não. Mas, sou dessas que sonha. Gente! Sonho muito e se eu conseguisse pôr em prática pelo menos parte desses sonhos viveríamos em um lugar mais convivível, de certo. hihihi

Mas, vou tentar focar apesar do desejo de seguir com dedos soltos e fluidos no teclado, determinando por vontade própria e em uma velocidade que hoje quase me orgulha, deslizam e registram letras na tela. – Acho mais poética a escrita no papel, mas mais difícil de guardar no lixo das memórias. Tenho um caixote de memórias escritas a mão. Hoje temos um blog e o que era só meu pode também te alcançar. E vivemos juntes a emoção ilusória, eu de ser compreendida e você que me lê de me entender. Mas, acho massa.

Nesses encontros de vivências sem leituras humanas e expectativas tenho conhecido muitos ArteVistas e neste Lugar ArteVistas aprendendo tanto, tanto.

Na quarta passada teríamos encontro Arte na favela, mas Izabel Lima ficou sem internet, mas foi massa poder conversar um pouco com Cintia Sant’anna. Mês que vem nos reencontramos.

Quinta teve Conversa Entre Nós com Silvia Helena, que recebeu Glauber Filho com quem fiz a ponta da ponta de um filme – As Mães de Chico, Leo Suricate que já me tirou bons risos e que neste papos mexeu com meu coração e vai mexer com o seu se você apertar o play pra você. E encontrei Camilinho, Camiloco, esse cara massa com quem trabalhei na TV União lá no começo da faculdade de jornalismo.

Na sexta Marta Aurélia conversou com Carri Costa que quem conhece sabe o quanto é um ArteVista querido e engajado no seu trabalho de ser e propor teatro para a cidade de Fortaleza. E o Teatro da Praia conta com a sua colaboração.

Domingo celebramos 9 anos de caminhada, tivemos Até o Caroço com uma temática que amamos que é o veganismo, nesse encontro com Kerla e a turma do Occa Cultura Alimentar.

Na segunda teve Arte Onde Estiver e a conversa foi linda e cheia de bem querer a japa linda e inspiradora que vive em si e distribuir afeto onde passa Chris Ayumi, a bailarina da nossa primeira vinheta. Mas também com Bruno dlx, que realiza o Festival do Passinho dentre outras ações e que tem um brilho nos olhos necessário para nos manter na luta com dedicação. E Fernando Dantas que me inspira diariamente, ele e sua esposa são a representação de um amor profundo que eu já tinha visto de longe, mas que poder conhecer mais de perto é um privilégio e que juntos fazem a Associação Anjo Rafael e se oferecem a esses seres que somos com um amor e entrega missionária.

E neste terça teve MIrabilia pra eu tá linda nele treinando meu portunhol com maestria, mas a internet, ou a ausência dela não me permitiram, mas vou assistir já já e você vem também ouvir desses contos de fogueira. 

Tivemos outras emoções, mas conto no próximo texto, porque já são 4 horas e minha filha vai já acordar e Kitah que tá em Portugal já que coloca o texto dela na quarta.

E se é quarta tem estreia de episódio da Lugar ArteVistas – gravada no Poço da Draga, onde conversamos com Estevão, Doug, Dinha e Pirata.

Bela vida!

E se liguem nos textos desse blog lindimais!

Minha cidade Eu

Por Roberta Bonfim

Sou filha da terra sol, Fortaleza. Terra de belas praias e mesmo quando a cidade ainda não se relacionava com ela, e nem o turismo tinha ainda entendido como melhor vê-la e eu já estava caminhando entre as dunas a caminho do mar para ficar por horas ali na areia com a minha imaginação e toda a natureza que me rodeava. Podia ser também na praia do lido, na beira mar, porto das dunas, barra do ceará, nas pocinhas da hoje vila do mar.

Assim cresci, na areia perto do mar e com as dunas que se movimentam guiadas pelo vento fui aprendendo a sentir e perceber a cidade de Fortaleza que tudo já teve e já não tem. É que aqui tem ventos fortes e somos grãos de areia.

Olhar essas fotos é perceber que a Praia do Futuro abraçava seu nome na minha infância e junto com ela hoje somos presentes repletas de questões. Fortaleza é minha cidade e juntas estamos em permanente transformação. 

Começo me expospondo porque foi o que solicitei aos meus companheiros de grupo de estudo sobre cidade e coletividade, mas também por que semana passada dei entrevista para Marta Aurélia e foi um papo lindo, mas me expus um bucado, já pensei em apagar, mas fui ver as visualizações e só 28 contando comigo viram então pode ficar lá como mais um rico capítulo desse Lugar ArteVistas. Mas, se chegar até aqui e quiser saber como e porque estamos clica que falei mais que a boca.

Na quinta tivemos retorno dela a nossa ArteVista do Conversa entre Nós Silvia Helena que voltou linda e arrasante falando sobre movimento e dança.

E no sábado Ivina Passos conversou com o TIC Festival e eu me emocionei muito com Emídio e com as voltas que a vida nos permite viver sem sair do lugar.

E logo menos tem estreia de mais um papo necessário entre Cris Cordeiro, Marcelo Muz, Mariana Castro e Valéria que leva a refletir sobre todas as agressividades cotidianas que vivemos e fazemos. 

e se inscreve no canal que cada dia é uma maravilha nova!

Gratidão

Por Roberta Bonfim

Eu sou Roberta Bonfim, sou uma ArteVista em permanente exercício de me tornar a melhor versão de mim e a Lugar ArteVista que é este blog, mas é também o canal e sua plena diversidade, as ações, a revista e a pesquisa. E a Lugar ArteVista tem sido tratada por mim como amor de mãe zelosa, mas repleta de medos. É que a Lugar ArteVistas é a minha primogênita e agora está ensaiando entrar na pré adolescência e experimenta dividir real esse lugar. Um dia a Lugar ArteVistas é uma revista eletrônica apresentada por mim e hoje é um canal com diversos ArteVistas apresentadores como a cozinheira e padeira Kerla Alencar que em parceria com Occa Cultura alimentar e convidades vivem o Até o Caroço, o sábado é múltiplo e diverso, pois temos Janela da Alma, seguido de Mentalizando Mapas Culturais com a maravilhosa Ivina Passos conversando com quem realiza os festivais, o terceiro sábado ao que tudo indica viveremos Leruaite em parceria com o Lerha e fechamos com Novos Tempos – Novos Ciclos com Renata Bessa e convidades,  e a Diva Marta Aurélia apresenta sua Casa D’Amélia às sextas desde 2020 e que julho inicia com a Janela da Alma, no primeiro sábado de cada mês, para termos garantido pelo menos uma vez ao mês um programa com a temática indigena.Termos as quintas respeitando o tempo do renascer Conversa Entre Nós com apresentação de Silvia Helena às quartas são destinadas ao nosso amado Poço da Draga, nessa sequência; Poço de Afetos com Sabrina Lima que da França conversa com seus amigos filhos do Poço; ação parceira com o projeto a Invenção do Lugar de Kiko Alves, Arte na Favela com Cintia Sant`anna (ONG Entre o Céu e Favela),  Izabel Lima (ONG Velaumar) e outros agentes importantes do Poço e do país e fechamos o mês com a revista Lugar ArteVistas que nesta temporada gravou no Poço da Draga com ArtevIstas locais, nacionais e internacionais.a terá feira quinzenalmente temos Papo Atípico com Mariana Castro, Marcelo Muz e Cris Cordeiro para tratar sobre questões do espectro autista e na segunda tem Arte Onde Estiver, onde convido ArteVistas para batermos papo. Assim somos enquanto canal.

Como blog vivemos a satisfação da leitura diária e diversa onde na segunda falam as Mães que Somos, onde temos textos meus, de Alana Alencar, Janira Alencar, Lorena Aragão e Mayane Andrade, às terças são esses textos do semanário, quartas são dias de Cartas de Kitah e na quinta temos lugar de fala com Bárbara Matias, Alicia Pietá, Saulo Lemos e Kiko Alves, nas sextas nos desconstruimos com Celma Prata, Rafaela Lima, Gustavo Damasceno e Silvia Helena, os sábados são para respirarmos com existência, com Daniel Hamido, Julio Cesar, Kitah Soares e Natália Coehl e o domingo, bem, o domingo como um bom domingo tem de tudo um pouco, desde textos necessários e didáticos do Coletivo Abayomi, as percepções de cinema da nossa advogada Janaina Alencar, a liberdade do sertão de Jean Jackson e a musicalidade pesquisada e compartilhada por Adonai Elias. Uma lindeza linda, né? Eu particularmente chego a me emocionar quando vejo esse quadro de Artevistas tão querides.

Juntos buscamos contribuir como podemos sendo ponte relacional para que as muitas ações locais sejam fortalecidas, é que o Poço da Draga é lugar de arte, afeto, participação e nós da Lugar ArteVistas talvez sejamos aquele que faz a interseção dessas potências e ações do Poço da Draga. 

E eu só agradeço!

Poço de Afetos

Casa D’Aurélia

Até o Caroço

Arte Onde Estiver

Junho – Venha seu lindo

Por Roberta Bonfim

Junho chegou e para mim este lugar é um mês mágico e querido pois foi em junho de 2012 que nascemos e amo esse trocadilho número quando estamos hoje em 2021 e a revista Lugar ArteVistas celebra 9 anos de caminhada gastando as solas dos All Star velhos e surrados.

Era uma vez o lembrar, e lembrei!


Lembrei, que o tempo passa, mas que não é depressa demais se conversarmos e nos inspirarmos com quem admiramos.

Percebi que lembrar é reviver, e reviver é ser feliz várias vezes. E quando esqueço o que aprendi, tenho a chance de reaprender. 

Era um dia qualquer quando eu chamei Luis Felipe Romano, o cabrudo mais gato que topou a parada sem perguntar nada. Jamais conseguirei agradecer o suficiente. Assim…  Chegarmos a Cinelândia. De lá pra cá, gravamos edições do Lugar ArteVistas com a colaboração de mais alguns ArteVistas. Grata!

Heraldo Cavalcante, Natan Garcia, Luciana, Ruviana, Filipi Abdala, Bruno, Henrique Kardozo, Guilherme Silva, Kiko Alves, Heraldo Cavalcante, Crislânio Brandão, Lorena Armond, Jether Junior, Pri  e outros fundamentais por aqui, como você. Então, vamos viver lembranças e escrever juntos novas histórias?

E você já viu palhaço, teatro, bailado, exposição, grafite, música – produção, show…

Delicie-se pois vamos lembrar das fases anteriores que nos trazem até este momento. Contamos com você. Marque aquele amigo que vai gostar desse lugar e use a #arteondeestiver @lugarartevistas

E na quarta passada teve edição nova da revista.

Na sexta Marta Aurélia e sua bela cosa recebeu a maravilhosa Silvia Moura

Sábado teve o segundo episódio de Novos Tempos – Novos Ciclos com incríveis adorais incluído a nossa querida Kitah que cá esteve às quartas.

Ontem iniciei as celebrações em um papo de varanda com Camila Bittar e Celma Prata. Tão bom que nem sentir o tempo passar!

E hoje teve estreia dessa maravilha chamado Papo Atípico onde só aprendo.