Novos caminhos

Lara Leoncio

Comemorando hoje, dia 13 de setembro, 8 meses de uma profissão incrível que é ser mãe da Íris Luz. Nossa! Como é louca essa nova profissão, como é incrível poder acompanhar o crescimento e como é exaustivo um dia após o outro.

Esse mês ela começou a engatinhar e aqui em casa todos reaprendemos também, mamãe, papai e vovó sempre no chão acompanhando cada movimento da pequena. No começo era muito difícil, e muito doloroso pra todos, porque ela ainda não tinha tanto eixo e coordenação motora para poder engatinhar, às vezes a mãozinha não acompanhava a velocidade do corpo, então a cada dois passinhos era uma desequilibrada pra frente e se não estivéssemos SUPER atentos era queda de cara e seguida de choro. E então era colo, conversa dizendo que sabia que estava doendo, mas iria passar, e conversar com as plantinhas pra dor ir embora, esses são alguns métodos que super funciona por aqui, a conversa com as plantinhas é a mais eficaz, rsrsrs.

Depois novamente para o chão e o ciclo do engatinhar até o choro recomeçava, e como é doloroso pra mim essa dúvida se estamos no caminho certo. Pessoas chegavam dizendo ” – Tira ela do chão, ela é muito pequena pra tá no chão.” outras diziam ” – Deixa no chão que ela vai desenvolver mais rápido.”, e mais ” – Tá colocando a menina no chão porque não quer ficar com ela no braço, num inventou de ter criança agora não quer mais segurar…” Nossa como eu fico passada como as pessoas têm palpite e podemos nos proteger de todas as formas, dizer que não vamos escutar ou que já estamos acostumadas, mas como isso ainda nos atinge, pois sempre temos a dúvida e será que “ela”, a senhora palpite está certa? Mas uma coisa que estamos fazendo muito aqui em casa é observar o que para nós e para ela vai ser melhor e vamos em frente na decisão podendo rever essa decisão e voltar atrás a qualquer momento, sem dor, e muito menos sem nos dizer “eu disse”.

Então, mesmo sendo cansativo e até doloroso decidimos seguir e continuar colocando no chão e agora ela já tá bem desenrolada, vai pra todo canto e gosta de desafios, não pode ver um degrau, ou o ferro da mesa que quer subir ou passar por cima, e já se levanta em todos os cantos sozinha, precisa apenas de um apoio e as desequilibradas e quedas de cara cada dia vão acontecendo menos, então menos choros e mais palminhas, porque ela é dessas, quando consegue uma coisa nova ou difícil pede palmas.

E aí vem uma lembrança, não faz muito tempo que a comemoração era que ela está reagindo aos estímulos de voz ou já reconhece quem tá falando com ela, depois começou a se virar só, aí começou a sentar com ajuda inicialmente e depois sozinha e agora engatinhando… Não paro de falar que são os dias mais longos, mas os que passam mais rápidos da minha vida.

Poder acompanhar cada momento dela é incrível, estimular o desenvolvimento motor, estimular a fala e fazer festa a cada conquista é um dos momento mais incríveis da minha vida.

Essa é minha maternidade real, com todas as dificuldades, choros e cansaços, mas repleta de amor, cuidado e muita gargalhada.

Ass: Mãe da Íris Luz

Primeiro registro engatinhando.
Foto: Roberta Bonfim