Consciência

“A Carta do Dia” é uma coletânea de textos curtos com mensagens de minha autoria, publicadas diariamente no Caderno Buchicho do Jornal o Povo, entre os anos de 2003 e 2015. Nesses tempos de isolamento e novas escritas, as gavetas da memória abriram e deu vontade de rever e compartilhar com #lugarartevistas esses anos de afetos e muita gratidão, graças a escrita… #acartadodia

A Terra é o nosso templo macrocósmico, a casa maior que habitamos e da qual não podemos nos mudar e, por isso mesmo, que precisamos saber cuidar. Para cuidar da Terra precisamos ter consciência ecológica, a educação do sentir, do pensar, do expressar e do agir de maneira consciente, amorosa e o menos impactante possível para o equilíbrio do ambiente em que vivemos. Podemos compreender na prática os cuidados com o planeta se pensarmos em nosso próprio corpo como uma terra microcósmica, como um “templo sagrado” que também necessita de cuidado, carinho, atenção e de muito amor para funcionar em harmonia. Cuidar do corpo não apenas por preocupação com a aparência, mas com o propósito de obter o melhor que ele pode nos oferecer. Qualidade de vida é o que também contribui para que tenhamos saúde com consciência corporal. Mas tanto a consciência ecológica quanto a corporal só funcionam de verdade com mudanças de hábitos, com crenças positivas, saindo da ignorância (do não sei), para transformar novas e boas ações em filosofia de vida. Do contrário tudo fica apenas no “levantar bandeiras” em nome do modismo, das circunstâncias, ao invés de uma prática transformadora.

O Mapa não morre. Salve Carolina Maria de Jesus!

Bordado da imagem de Carolina sobre desenho do Mapa Solar, pelo designer gráfico Raimundo Laranjeira

Na Astrologia costumamos dizer que um Mapa não morre, que a memória de alguém pode ser celebrada de tempos em tempos, mesmo após a sua partida para um outro plano, sempre que um trânsito planetário ativa de forma significativa, configurações do seu dia de nascimento. É o que venho observando em relação ao mapa solar da escritora Carolina Maria de Jesus, no qual tenho me debruçado em estudos nos últimos anos.

Ainda na vibração das homenagens pelos sessenta anos do seu livro “Quarto de Despejo: diário de uma favelada”, publicado pela primeira vez em 17 de agosto de 1960, observei atentamente aos efeitos do trânsito de Saturno, que na época encontrava-se a 12º31′ de Capricórnio, fechando o seu segundo ciclo, aproximadamente 58-60 anos deste fato. Além da sua obra mais conhecida, Carolina e o seu legado vem sendo de várias formas colocado em evidência, possibilitando uma maior visibilidade da autora, no campo das letras e da literatura e com isso, recebendo outras homenagens.

No dia 25 de fevereiro de 2021, quarenta e quatro anos após a sua morte, que ocorreu em 17 de fevereiro de 1977, vibrava no Cosmo um fechamento importante de ciclo dos planetas Júpiter (expansão) e Saturno (limites) no signo de Aquário, ativando posicionamentos do mapa solar da escritora, energias de importante relevância para a forma como expressou sua consciência social, política e humanitária ao longo da vida e que continua reverberando nos diálogos que os seus escritos sobre a realidade da pobreza e da favela travam com contextos tão atuais.

Nesta sincronia, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) concedeu o título de Doutora Honoris Causa a Carolina Maria de Jesus, em uma justa homenagem póstuma, como reconhecimento pela sua contribuição social através da riquíssima obra que produziu, mesmo tendo tido uma passagem breve pela escola de apenas dois anos na infância. Com isso vemos que Saturno, conhecido também como o “Senhor do Tempo”, no devido tempo, vem fazendo justiça a Carolina, colocando-a no assento de reconhecimento que há muito deveria ter ocupado como escritora e nos ajudando a honrar a sua memória na literatura feminina negra brasileira. Uma outra forma de compreender que “a vida continua”, que “existe vida após a morte” e também um outro sentido para os #carolinavive, #carolinapresentesempre…

Somos fruto de uma sociedade racista, preconceituosa, machista, desigual, excludente que por muito tempo insistiu em relegar à Carolina apenas um lugar de figura “exótica”, a mulher preta, favelada, considerada “até inteligente”, pois escreveu um livro, mas por muito tempo só “a diferente”. Pensar que ainda existe quem não a considere uma escritora, mesmo tendo seu livro na época, vendido mais de um milhão de cópias, sido traduzido para 13 idiomas, publicado em mais de 40 países, levando a autora Clarice Lispector, que inclusive faleceu no ano de 1977, como Carolina, a declarar que ela “era a verdadeira escritora por relatar a realidade”. Não é qualquer coisa!

Mas, com tudo isso, ainda tentam reduzir a luz de Carolina, invisibilizando sua obra das escolas, do acesso ao público em geral, como se faz com tantos outros autores e autoras negras em nosso país. O epistemicídio, tentativa de negar o conhecimento produzido, por uma pessoa, sobretudo mulheres, negras, indígenas, por ser resultante do processo de colonização do saber, que impôs como válido somente o conhecimento de homens, brancos, europeus, mantendo o cânone acadêmico e literário reservado a essa elite intelectual, é também insistente e resistente. Mas o tempo que é sábio e justo, com a contribuição importantíssima de todo um movimento de mulheres e homens carolinian@s como a escritora Conceição Evaristo, a Vera Eunice de Jesus (filha de Carolina), Raffaella Fernandez, pesquisadora da sua obra, Tom Farias, autor do livro “Carolina, uma Biografia”, paralelo ao ativismo feminista negro, mesmo sabendo que o caminho é árduo e longo, mesmo com os absurdos retrocessos, podemos considerar que muita coisa tem sido mudada. Precisamos de muito mais!

Diante dessa organização de forças, a decisão em 2020 da editora Companhia das Letras em publicar toda a obra de Carolina de Jesus, com reedições de livros já publicados e outros escritos inéditos, soma-se às tantas iniciativas importantes nessa justa celebração, para a história do Brasil, para literatura brasileira e a sociedade como um todo, pelas pessoas que têm sido transformadas e empoderadas com o seu legado, principalmente meninas e mulheres negras e pobres das periferias do nosso país.

Convido a todas, todos e todes então, a visitarem os próximos textos que serão publicados aqui, na nossa coluna, sempre no segundo sábado de cada mês, onde estarei adentrando na interpretação das configurações astrológicas do mapa solar de Carolina Maria de Jesus, numa humilde contribuição como astróloga, para conhecermos um pouco mais sobre a energia cósmica dessa escritora tão extraordinária, e o que instigava o seu movimento pelo mundo de forma tão única e especial. #SalveEla.

Salve ela! Salve Carolina!!!

Faxina

“A Carta do Dia” é uma coletânea de textos com mensagens de minha autoria, publicadas diariamente no Caderno Buchicho do Jornal o Povo, entre os anos de 2003 e 2015. Nesses tempos de isolamento e novas escritas, as gavetas da memória abriram e deu vontade de rever e compartilhar com #lugarartevistas esses anos de afetos e muita gratidão, graças a escrita… #acartadodia

Quando um pensamento ou crença não é mais útil, o melhor seria nos livrarmos dele! Achei muito legal quando encontrei nas minhas leituras uma analogia entre o exercício de livrar a mente dos pensamentos negativos com uma faxina na casa. Limpar a mente separando coisas que valem a pena daquilo que não serve mais. Tal qual a maneira como vamos arrumando partes da nossa casa. Existem coisas que já não usamos, mas que precisamos de tempo pra desapegar e jogar fora. Tem coisas que nos livramos com muita facilidade. O mesmo deve ser feito com os pensamentos, dizia o texto: “Alguns eu amo, por isso dou-lhes brilho e polimento para torná-los mais úteis e belos. Outros, noto que precisam de conserto, restauração, cuido deles da melhor maneira no momento. Outros ainda são como jornais e revistas velhas, ou roupas que não servem mais. Estes eu jogo no lixo e esqueço deles para sempre.” O bom da faxina é deixar tudo limpo e abrir espaço para o novo. Com os pensamentos, é jogar fora os limitantes, dando lugar a padrões mais positivos que farão a gente se ver e se sentir muito melhor com nós mesmas(os), com os outros e com a vida.

Publicada em  19/01/2014

Depressão ou temporariamente sem tesão?

“A Carta do Dia” é uma coletânea de textos com mensagens de minha autoria, publicadas diariamente no Caderno Buchicho do Jornal o Povo, entre os anos de 2003 e 2015. Nesses tempos de isolamento e novas escritas, as gavetas da memória abriram e deu vontade de rever e compartilhar com #lugarartevistas esses anos de afetos e muita gratidão, graças a escrita… #acartadodia

Com muito mais frequência pessoas tem se colocando em estado de “depressão”. Lá fora, parece que vivemos um alerta constante para esse que já pode ser considerado um dos males do século. Com direito a posse, muita gente até se apropria: “a minha depressão”. Gente de todas as idades, contagiadas pela dor de descobrir-se “sem sentido”, mergulhada em profunda tristeza. Claro, que há casos e casos a serem analisados com critério. Mas, onde é que fica o “Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe”? Seria interessante outros olhares para esse estado, algo que lembre a ciclicidade da vida, os ciclos de alegria e tristeza, fases de altos e baixos naturais que necessitam de silêncio, quietude, introspecção, isolamento, autoconhecimento para o fortalecimento do eu, da autonomia, da identidade… Algo possível apenas quando se é capaz de permitir o aprimoramento do “olhar para dentro, mais do que para fora, desenvolver a paciência, tolerância, compaixão necessária à aceitação de que certas fases acontecerão longe do “oba-oba” da vida, sem nos permitir as cobranças exageradas, pressão externa, e que também poderia ser sem “tarja preta”, sem morte física como saída. Tudo na vida passa e o fluxo natural deve seguir também, de um momento mais “down” para fases mais “in”, onde novamente caberão alegrias, criatividade, mais clareza, o amor…

Tudo é ordem e desordem

“A Carta do Dia” é uma coletânea de textos com mensagens de minha autoria, publicadas diariamente no Caderno Buchicho do Jornal o Povo, entre os anos de 2003 e 2015. Nesses tempos de isolamento e novas escritas, as gavetas da memória abriram e deu vontade de rever e compartilhar com #lugarartevistas esses anos de afetos e muita gratidão, graças a escrita… #acartadodia

“A vida é de fato, tanto organização quanto eventualidade.” Refletindo com a frase de Bauer durante a caminhada de hoje cedo, pensei: é mesmo!. É preciso um pouco de tudo. Desconfie da síncope por organização que denuncia a observadores mais perspicazes, “almas-gavetas” escondidas de sujeira, cheias de teias, descuidadas, até fétidas. Viver razoável é possível com um pouco de ordem, uma certa desordem e empenho sempre pra melhorar. O que nos move é o empenho. Mas tb, sem exageros. É preciso criar anti-corpos, aumentar a imunidade, porque viver é complexo, tem “surpresas” e cair, não precisa arrebentar. Eu cá comigo, tô numa fase de nova modalidade de esforço para auto organizar-me e transitar nessa aleatoriedade chamada vida sem tanta tralha, principalmente interna. Luz, beleza, harmonia, alegria, prazer são subprodutos de um princípio maior. Confusão, desarmonia, feiura, mal estar, desprazer surgem na nossa vida quando, por vários motivos, nos distanciamos destes princípios. O espaço interior reflete o espaço exterior, e vice versa. Não é mesmo??? 

CARTA DO DIA 24/05/2015

Assim dentro como fora…

“A Carta do Dia” é uma coletânea de textos com mensagens de minha autoria, publicadas diariamente no Caderno Buchicho do Jornal o Povo, entre os anos de 2003 e 2015. Nesses tempos de isolamento e novas escritas, as gavetas da memória abriram e deu vontade de rever e compartilhar com #lugarartevistas esses anos de afetos e muita gratidão, graças a escrita… #acartadodia

Alguém perguntou: De onde vem tanta amargura, tanto ódio? Respondi: De dentro de cada um de nós. Não é aqui onde tudo acontece primeiro? Então, o que reflete lá fora é fruto de ódio, dor, sofrimento, desamor, preconceito, intolerância, das feridas internas abertas de cada um. A notícia boa é que todo mundo pode mudar, dentro e fora, positivamente. O desafio é que será preciso olhar para dentro e cuidar direitinho das próprias “crecas” internas, mexer nas sombras projetadas no outro, no mundo. Lembra do Gandhi? “A mudança que queremos no mundo começa dentro de nós”? É por aí. Quem não mexe nas feridas internas vira erva daninha, proliferadora de mazelas, individuais e sociais. Vem daí a barbárie e todos os des-respeitos. Mas, o caos também é maravilhoso, mostra o que não dá mais pra esconder, é importante. Mesmo com as incertezas do presente, as preocupações dos mais pessimistas, acredito que estamos caminhando para algo melhor. Esperançar é o verbo. Existem mais pessoas cuidando do bem do mundo que o contrário. Tem muita gente se ocupando em dar melhor qualidade a vibração do amor pela vida.. É que isso não é mostrado, a mídia não se interessa e muita gente se condiciona ao negativismo. O grande lance é continuarmos fazendo o melhor da nossa parte, na fé de que dias melhores virão…

O saber astrológico

Eu, Kitah, com tudo que eu sou numa foto. Por Assis Brito e Raimundo Laranjeira

Foi o amor que me trouxe a Astrologia. Num momento importante onde a necessidade de realizar algo que desse um significado maior, um sentido à existência, conheci um sagitariano, cheio de vitalidade, transbordante de alegria e espirituosidade. Chegou expandindo minha visão da vida, ao apresentar uma nova maneira de olhar e compreender os processos da caminhada. Utilizou-se da linguagem dos astros para instigar uma compreensão, que até então não tinha, acerca da missão a ser realizada na vida e dos possíveis caminhos para desvendar e fortalecer a minha verdadeira identidade.

Na época com 28 anos, uma idade importante considerando os períodos cíclicos de desenvolvimento da personalidade, vivendo o que na Astrologia chamamos de “Retorno de Saturno”. Uma fase decisiva, por representar um tempo de primeiras conclusões, de afirmação de propósitos, mas que tantas vezes nos encontramos muito confusas. Tempo em que a maioria das pessoas se sente mais cobradas (interna e externamente) por resultados que as aproxime de algo que represente resultados práticos da vida.

Retorno de Saturno — Cada Planeta demora um período de tempo diferente para completar sua trajetória em torno do Sol. O ciclo de Saturno é de 28 anos, aproximadamente. No Mapa Astrológico, o Retorno de Saturno significa que o planeta em questão se encontra no céu na mesma posição em que estava no momento do nascimento da pessoa. Por isso, acontece entre os 28 e 30 anos (PASSOS, 2000, pg.135). Uma fase a qual a Psicologia de refere como “Crise dos 30 Anos”.

Astrologicamente Saturno é o planeta que rege o signo de Capricórnio, principio da ordem, da responsabilidade, da maturidade, da seriedade para com a vida. Por isso mesmo, esse ciclo de 28/29 anos, que acontece também aos 58/59, 88/89 anos, de forma cíclica, se configura num tempo importante para escolhas que correspondam aos verdadeiros anseios da alma, ao sentido maior de se estar aqui, para todas as pessoas, cada uma com seu potencial a ser desvendado e realizado, e com um novo sentido a cada ciclo.

Um profundo encantamento pelo assunto foi me levando a estudar Astrologia, a “devorar” livros, mergulhando num vasto conteúdo, onde fui me tornando cada vez mais convicta do poder conscientizador desse universo tão rico sobre a vida, para todo aquele que se coloca aberto à linguagem dos símbolos. Com isso fui descobrindo uma grande motivação interior na identificação da minha missão na comunicação como educadora, o que passei a realizar cada vez mais, buscando contribuir com quem vinha ao meu encontro, desejoso ou desejosa de ampliar conhecimentos sobre si e seus processos relacionais. Comecei a sentir necessidade de me profissionalizar para atender pessoas, incitando reflexões sobre a existência, tendo o Mapa Astral como ponto de partida.

Por reconhecer que a Astrologia é um saber complexo, que necessita dialogar com outros saberes, me formei em Filosofia. A partir daí senti necessidade de estudar a Psicologia Analítica de Jung, um pouco de Astronomia, Geografia, Matemática, História, livros de Psicologia, de Auto Ajuda, de Religião e outros conteúdos que a cada vivência experimentada, surgia como sinalização da necessidade sempre de percorrer por novos conhecimentos que contribuíssem para uma maior compreensão das relações humanas e da vida, e assim, realizar da melhor forma possível a profissão-missão que abracei como tarefa. Nesse caminhar fui apresentada à Biodança e me apaixonei. Através dela conheci a Educação Biocêntrica que trouxe todo um aprendizado transformador à minha vida. Com ambas vivo hoje uma grande história de amor, atendendo a um outro chamado forte, como aluna da Formação para Facilitadores de Biodança, da Escola de Biodança do Ceará, hoje em fase de conclusão.

Hoje, além de atender e facilitar cursos e jornadas com a Astrologia e também com o Tarô, que acabou com o tempo virando uma outra paixão, gosto muito de exercitar as escrevivências astrológicas, meus relatos de vidas nessa jornada tão rica em simbolismos, encontros, trocas e aprendizagens.

Para facilitar tal compreensão é importante descrever os cinco componentes básicos fundamentais que se combinam na estrutura astrológico, vindo à tona com muita frequência nas rodas de conversas onde a astrologia surge como mote: planetas, signos, casas astrológicas, elementos e aspectos… Afinal, o que é isso?

Planetas

Os planetas representam os impulsos e motivações psicológicas peculiares, são como funções da psique a descrever as formas de expressão do indivíduo.

Lua e Sol foram categorizados como “Luminares”, pois aparentavam possuir luz própria quando sistematizado por estudos antigos. Hoje sabemos que apenas o Sol possui luz própria. Correspondem à polaridade humana — consciente e inconsciente.

Mercúrio, Vênus e Marte são classificados como “Planetas Pessoais” (Interiores), pois suas funções revelam características sociais da pessoa. Descrevem habilidades de interação com o mundo, do indivíduo que se comunica, que se relaciona, que age, ligando-se direto com os outros.

Júpiter e Saturno são os “Planetas Transpessoais” (Impessoais), assim denominados por representarem o limiar entre os planetas interiores e os exteriores. São responsáveis por revelar questões dos limites do destino e da sorte, assim como posições que o indivíduo ocupa na sociedade.

Urano, Netuno e Plutão são os “Planetas Geracionais” (Exteriores). Como demoram muitos anos para atravessar um signo, são assim chamados. Indicam características próprias de gerações, o destino comum de um grupo de pessoas nascidas num mesmo período.

Signos

Os signos são “campos de energia” e representam atitudes perante a vida. Equivalem aos arquétipos definidos por Jung. Estão distribuídos por elementos (Fogo, Terra, Ar e Água), qualidades (Cardinal, Fixo e Mutável). Castro corrobora acrescentando um pouco mais à teoria dos quatro elementos e dos doze signos:

Arquétipo — É a manifestação de comportamentos herdados, presentes no inconsciente coletivo. “Um substrato psíquico comum a todos os humanos” (SILVEIRA, 1992).

Os signos polarizam com seus opostos, formando assim, seis pares: (Áries e Libra — Touro e Escorpião — Gêmeos e Sagitário — Câncer e Capricórnio — Leão e Aquário — Virgem e Peixes, que se complementam em significados na forma de expressão em diferentes vibrações. Nenhum signo é mais potente do que o outro, cada um é uma parte necessária que dá o sentido ao todo que compõe a roda do zodíaco.

Zodíaco é uma faixa aparente, em forma de circunferência, portanto de 360º, que ‘envolve’ o nosso sistema solar de acordo com o referencial de um observador na Terra como centro (…). Esta circunferência é subdividida igualmente em 12 signos, ocupando 30º cada um (CASTRO, 2000, pg. 24).

Toda pessoa tem um pouco de cada signo em diferentes graduações ou tonalidades. O impulso de um planeta se expressa através do signo em que está colocado, cada um com a sua função, onde o Sol mostra como a pessoa “está sendo” e no que se afina na busca de expressão da identidade e realização da missão de vida; a Lua mostra como o indivíduo reage às emoções, baseado em predisposições subconscientes; Mercúrio como se comunica e pensa; Vênus como expressa afeição e sente-se apreciado; Marte como se afirma e expressa seus desejos; Júpiter como procura desenvolver-se e sentir confiança na vida; Saturno como procura se estabelecer e se preservar através do esforço. Urano, Netuno e Plutão, revelam a mensagem de toda uma geração, incitando reflexões e a busca por melhoras do padrão da consciência coletiva. Como esses três últimos planetas carregam na energia do seu movimento as características de um dado tempo, serão mais bem representados no mapa astrológico individual, através das casas que ocupam, mais do que pelos signos onde estão posicionados (ARROYO, 1975).

Casas

As casas astrológicas são divisões do zodíaco encontradas em função do movimento de rotação da Terra. O grau do Ascendente, primeira casa, onde se posiciona o signo que se levanta no horizonte leste de acordo com o horário estabelecido para o cálculo do mapa é que irá determinar as próximas casas, cada uma, relacionada com doze setores da vida, sendo uma oposta a outra, onde a interação entre as funções planetárias, elementos e qualidades dos signos vão acontecendo em cada vivência.

Signos, planetas, casas astrológicas são ativadas pelos aspectos que os planetas fazem entre si. Tecnicamente falando, aspecto é a “distância angular entre dois planetas, tais como estão posicionados num Tema astral” (AUBIER, 1986).

Na perspectiva de uma psicologia cósmica a Astrologia pode ser vista então, como uma linguagem de energia, uma energia vital que expressa a experiência pessoal de cada pessoa, que pode ser descrita ao considerarmos os cinco fatores que compõem essa estrutura.

Os ELEMENTOS são a essência energética da experiência. Os SIGNOS são os padrões primários de energia e indicam qualidades de experiência especificas. Os PLANETAS regulam o fluxo de energia e representam dimensões de experiência. As CASAS representam as áreas de experiência onde energias específicas serão expressas com mais facilidade e encontradas de modo mais direto. Os ASPECTOS revelam o dinamismo e a intensidade da experiência, bem como o modo de interação das energias dentro da pessoa. (ARROYO, 1997, pg. 17).

É esta dinâmica que vai transformando a energia ativada no Mapa Astrológico, desde a primeira respiração da criança no seu momento de nascimento, até o fechamento do ciclo maior de vida, quando cada ser faz a sua passagem, a “grande viagem” de transição. A cada ciclo do processo de desenvolvimento da personalidade esta jornada nos coloca numa nova experiência, em vivências que identifiquei como uma Grande Vivência Existencial. É neste sentido, que o Mapa Astrológico se revelou como o chamado a um existir mais “presente”, comigo, com o outro e com o Universo, consciente a cada experiência, degustando, significando o tempo vivido, desvendando a cada momento a tarefa de viver, em nome do Ser que nascemos para ser.

Escrever sobre Astrologia, é reconhecer mais uma forma de leitura das belezuras do mundo. É por isso que cheguei aqui nesse compartilhar do meu lugar de fala. Essa mistura de vivências e de técnica desse primeiro texto, quando se trata desse conhecimento milenar e tão atual, é necessário, principalmente vindo da astróloga que vos fala… Sol em Libra de Casa III, educadora do começo ao fim….