O despertar da alma

Todos os dias vivemos nossas vidas sem nos perguntar como chegamos até aqui. São várias as situações que precisamos resolver, como contas para pagar, objetos para comprar, filhos para criar, mas e a vida?! Apenas passa, diante de nós. A cada ano fica mais difícil perceber os acontecimentos, desfrutar dos bons momentos e ensaiar algum tipo de lazer. A Cada novo dia a gente já acorda pensando na hora que irá dormir, dorme imaginando a hora que terá que acordar, estamos atolados no meio de tantas obrigações e desejos que nem sabemos de onde vêm. São raríssimos os momentos que conseguimos viver o presente, desfrutar uma conquista, e até comer se torna inconsciente. 

Será mesmo que esse é o sentido da vida? Viver o que nos é programado desde a infância? Será mesmo que só podemos ser essa máquina que tanto faz e pouco pensa, pouco sente e pouco se questiona? Qual foi a última fez que se perguntou sobre o porquê de está fazendo o que está fazendo? Como chegou até aqui? Quais foram os caminhos que tomou? E isso te faz feliz? Satisfaz sua alma? Você sabe o que é viver com plenitude ou apenas sobrevive? Se questionar é fundamental para conseguir identificar se o que está vivendo é realmente o que gostaria de viver. Afinal hoje, os vazios existenciais são tão grandes e a desordem dentro de si é tamanha, que é possível compreender esse processo apenas observando número crescente de depressivos, de doenças psicológicas e suicídios no mundo todo. 

E em meio a tantos questionamentos e desgastes, chega um momento que algo dentro de você começa a mudar, como se sua alma começasse a ganhar voz. No começo é um pequeno chiado, ao passar do tempo toma-se força até se tornar uma grande eco em sua cabeça e coração, um eco de mudança, um eco de “basta eu necessito de algo melhor”. E é nesse ponto que sua alma desperta e começa a se manifestar em seu interior, através de uma necessidade insana de mudança e é nesse momento que você precisa acreditar! Acreditar que existem outras possibilidades, outras formas de viver e começar a construir esse caminho.

Muitos estão passando por esse processo, já é possível contabilizar o crescente número de pessoas que estão reinventando suas vidas. Pessoas criativas, corajosas, que descobrem seu próprio valor e vão em frente por um caminho totalmente desconhecido, mas sabem que é o caminho guiado por seu coração, que é o caminho que o fará feliz. 

E você, em qual caminho está? Se não sabe a resposta, é simples descobrir, basta se perguntar: O que eu faço enriquece minha alma ou o bolso de alguém? Isso me fazer feliz? Me traz satisfação? Dependendo da sua resposta, talvez seja o momento de reinventar a rota e seguir em uma nova direção. Você não precisa sobreviver infeliz, pois existe um potencial infinito e criador dentro de você. Abrace sua natureza divina e crie sua nova história. Não desista nunca!

Com amor, 

All Franca

Mudança, inspiração e tempo natural

All Franca

Olá, queridos leitores!

Essa semana tem sido especialmente desafiador escrever para vocês. Não conseguia achar um tema, minha vida está um bagunça, pois me mudei novamente este ano, minha vontade era só de ficar quieta sem fazer quase nada, organizando tudo bem devagar, a mente estava um pouco “dislexa”. Como resultado, hoje acordei pensando no que escreveria e decidi em falar justamente dessa dificuldade.

Nós seres humanos somos programados desde criança a cumprir prazos, a buscar resultados cada vez mais refinados e a estar em topos de listas de classificação. Não nos dão tempo para viver o lúdico em nossa vida, muito menos nosso tempo natural. Coisas que tenho aprendido somente agora, aos meus trinta anos, a respeitar meus ciclos, meu tempo de recolhimento e meu tempo de produção. Olhar para isso me faz muito bem pois desenvolver aceitação e compreensão sobre tudo isso me livra da culpa. Culpa essa que já foi grande vilã em minha vida, muito tempo já me martirizei por não dar conta de qualquer competição que eu era imposta, seja na faculdade, seja na vida. Houve uma época na faculdade, eu fazia engenharia mecânica, que eu sofria constantemente com isso, pois eu não conseguia ser como os melhores da turma e sentia muita culpa e dor, o que me deixava cada vez mais indisponível para fazer qualquer trabalho e prova. Foram quase 4 anos desse ciclo vicioso, só fazia minhas tarefas depois de muito sofrimento e sem muita dedicação. Talvez se eu tivesse essa percepção antes e respeitasse meus ciclos e limites, entenderia que não precisava ter as melhores notas como os outros, que está tudo bem ir até ali, e talvez tivesse mais disposição para fazer as coisas do meu jeito e no meu tempo.

Essa semana foi mais uma semana de organização interna, já perdi as contas da quantidade de vezes que mudei minha rotina esse ano. Iniciei o ano num mochilão pelo Nordeste, o que foi extremamente desafiador para mim, já que a cada três dias, em média, eu ia de um lugar para outro. E nesse processo os meus seis planetas em capricórnio quase explodiram (para quem não entendeu tem haver com o mapa astral, capricórnio é um signo de terra que é bem fixo rsrs), era extremamente desconfortável tanta mudança. E isso não parou depois da pandemia, eu tive que parar com a viagem mas não tinha casa fixa pois tinha vendido tudo para a viagem. Tive que me virar nesses tempos para me alojar na casa de amigos, até que voltei para o Espírito Santo, onde passei o último mês em um quarto alugado e tive que me mudar novamente para a casa de uma amiga, em um distrito da minha cidade. Ou seja, minha cabeça está bem cansada dessa mudança de rotina. É até engraçado pensar nisso, pois antes eu ficava desesperada com a rotina que estava vivendo e isso aumentou quando me coloquei completamente à prova na viagem, foi quando eu percebi o quanto é importante para mim ter uma rotina. Não sou daquelas pessoas super organizadas, minha mente é bem lúdica e expansiva, então eu demoro a me organizar, a cumprir horários e essa última mudança me trouxe novamente a esse estágio.

Entendam que não quero que vocês usem seus processos internos como desculpas para não fazer suas obrigações, mas sim para que observem quando estão mais produtivos ou menos, e assim se adequarem a sua energia pessoal, quem sabe re-organizar as atividades que exigem mais de você para momentos de produtividade e vice-versa. Entendam que não tem uma fórmula mágica para se fazer isso, apenas através do autoconhecimento que será possível lidar com isso de uma forma mais responsável, tanto com seus prazos quanto com você mesmo. Hoje eu respeito profundamente quem eu sou e busco compreender sempre minhas limitações, o que as geram e busco formas de otimizá-las. E assim nasceu esse texto, pois toda dificuldade para mim gera uma nova reflexão e uma forma de me reinventar.

Com amor,
All Franca

É de caminho que se vive.

(Fonte: Imagem de 二 盧 por Pixabay)

Hoje eu acordei com um grande insight em minha mente. “Eu preciso apreciar o caminho que as coisas percorrem até se concretizarem”. Calma, eu irei explicar. Mesmo que essa frase a princípio não tenha muito sentido, ela é basicamente o que dá sentido à vida.

Por muitos anos, eu venho repetindo uma ação rotineira em minha vida: “Não terminar o que começo…”. Isso é algo que tenho muita dificuldade em resolver. Sou a mestra dos cursos acumulados, do violão esquecido, dos livros empilhados na prateleira, dentre outras tantas coisas não concluídas em minha vida. Eu nunca tinha parado e observado como esse padrão se repetia, até que sonhos importantes começaram a bater em minha porta e eu não tinha determinação para dar continuidade a essas grandes ideias.

Eu acredito que esse seja um padrão em uma grande parcela das pessoas de minha idade e/ou mais novas. Sou da geração dos anos 90, em que as pessoas começaram a ter uma melhor qualidade de vida e os filhos que nasceram a partir daí tiveram mais oportunidades de estudos e facilidades que a geração anterior, portanto, maiores oportunidades de sonhos, de se qualificar para um futuro bem diferente de seus genitores. Tudo isso em teoria é o certo, mas por que na prática muitos acabam se tornando adultos sem ter feito algo realmente significativo em suas vidas? Algo que preencha sua alma e satisfaça seu Ser? Muitos se tornaram repetidores de ordens, em um trabalho cansativo e estressante, enriquecendo seu patrão e vendo sua vida passar em janelas de escritórios, fábricas e em diversas formas de trabalho repetitivos.

Hoje, aos 30 anos, estou buscando mudar minha vida. Existem sonhos que quero alcançar e fazer a diferença aqui nessa existência. O principal deles é me tornar uma pessoa cada vez melhor e dessa forma poder ajudar aos que estão ao meu redor. Tenho alguns projetos que giram em torno dessa ideia central, porém no último ano, em que esses sonhos começaram a surgir, comecei a identificar uma enorme força de resistência dentro de mim. Um grande medo de atingir meu potencial máximo. E na mesma intensidade que a motivação vinha ela ia embora.

Nos ensinaram a sonhar grande, a ter coisas materiais, a ser o melhor da classe, a ter a melhor formação possível gerando um grande clima de competição em todo lugar que estivéssemos, e isso me trazia uma grande desmotivação pois não é a forma que eu vejo mundo. Mas, não é de competição e nem de fracasso que fala esse texto, fala de caminhos. E onde entram os caminhos em tudo isso?

Não nos ensinaram a imaginar e muito menos a desfrutar o caminho que teremos que passar para obter nossos sonhos. Só nos ensinaram apenas a querer, a desejar algo material ou intelectual. Contudo, não nos ensinaram que para isso ser atingido, é necessário dedicação, tempo empregado diariamente, errar muitas vezes até dar certo e dar continuidade apesar dos obstáculos. Falta-nos persistência, afinal, nada se materializa do nada, é necessário esforço, energia, cuidado e tantas outras importantes qualidades ao se desenvolver um projeto. 

Vejamos o exemplo de uma casa. Para sua construção é preciso começar pelo projeto, depois faz-se a estrutura, levanta-se as paredes, faz-se o acabamento e só então estará pronta para alguém morar, são muitas etapas de construção e tudo isso leva tempo, investimento e dedicação. Te pergunto, qual foi a última vez que almejou algo e imaginou o caminho que isso levaria para se concluir? Eu te parabenizo, caso isso seja rotineiro em sua vida, mas acredito que não é algo comum na vida de muitos, inclusive na minha.

E se ao pensarmos em algo ou ao desejarmos desenvolver algo a gente já imaginasse o caminho que iremos percorrer? Se eu como espiritualista, alguém que quer falar de muitas coisas para expansão da consciência, em vez de sonhar me vendo dar palestra, apenas olhasse para mim e imaginasse “qual caminho devo percorrer para chegar até lá?” Ou quando eu observasse a conquista de alguém e visse que eles concluíram algo x ou y em suas vidas, em vez de me colocar como vítima e dizer que foi fácil para ele, por que não me questionar qual foi o caminho que ele trilhou para chegar até alí?

A gente tem a eterna mania de comparar o palco das pessoas com nossos bastidores. Eu tenho uma proposta a lhe fazer, que tal a partir de agora você começar a admirar os caminhos percorridos pelos outros e por você mesmo? E se isso se tornar o tema principal da sua vida? Talvez você consiga olhar para trás, entender a longa jornada que percorreu e amar o seu caminho. Assim também será mais fácil amar a si mesmo, pois dará valor a cada escolha que fez e te levou ao momento presente. Acredito que essa forma de ver a vida trará muito mais foco e determinação para atingirmos nossos sonhos e ter a força para caminhar por toda essa jornada, que é VIVER!

Com amor,

All Franca