De volta a Paraty

Esse movimento que é a vida nos move a tantos lugares de vez em quando. Eu sou mesmo esse ser que não finca raízes num só pedaço de chão. Pode até ser que um dia isso aconteça, será quando provavelmente não terei mais escolhas. A cada novo começo de estrada me vem na memória o trecho de uma canção que me emociona muito:

“Peguei a doença da estrada
Minha vida é andar por esse país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando as recordações das terras onde passei
Andando pelos sertões e dos amigos que lá deixei
Chuva e sol, poeira e carvão
Longe de casa, sigo o roteiro
Mais uma estação
E alegria no coração
Êh, saudade!“

Luiz Gonzaga

Após pouco mais de um ano morando no meu amado sertão central cearense, na maravilhosa Quixadá, na madrugada do dia 3 de outubro deste 2021 aqui já estava eu, chegando em Paraty, meu mais novo endereço. Tudo aconteceu rápido demais para precisar de maiores explicações. Foi pá pum!

Recebi uma interessantíssima proposta de trabalho nesta linda cidade. Após avaliar cada questão com calma, me vi, quase que repentinamente, decidido a mudar os rumos da minha história e reescrever mais um pedacinho da minha trama pessoal, cheia de idas. Digo somente “idas”, pois não existe voltar quando se acredita que não tem volta na vida. Quando se volta para um lugar, também se vai, é uma ida e é para frente que se caminha!

Muitos questionamentos, os prós e os contras, as facilidades e as dificuldades, os ganhos e as perdas, a presença e a saudade. Mas, afinal, na vida a gente está sempre tendo que decidir. Como no poema da Cecília Meireles que coloca em questão “Ou isto ou aquilo” – e no final, eu penso: não temos como saber o que é melhor senão escolhendo, vivendo na prática isso ou aquilo, essa ou aquela situação/realidade.

O que fica sempre são laços fraternos de amizade, laços familiares recuperados e fortalecidos. Fica a gratidão a todo mundo que compartilhou comigo seu tempo, sua companhia, seus abraços, suas ideias, sua presença, seu carinho e amor. De tudo que conquistei nesses poucos anos de vida, o que me é de maior valor são as conexões com seres maravilhosos, pessoas que posso firmemente chamar de amigas ou amigos.

Agora, de volta a Paraty, onde pretendo passar uma boa temporada, aguardo as visitas e anseio pelos abraços, a fim de construir histórias e de dar muitas risadas.

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