Caminhante

Por Roberta Bonfim

Depois de uma aula sobre identidade de lugar, que quis muito compartilhar a conversa repleta desses temas entre Izabel Lima e Gustavo Luz, na Lugar ArteVistas que compartilho aqui.

E sai. Eram 16:45 e sai andando da minha casa até a casa de Michele Tajra, alguns quarteirões depois. Neste trajeto me percebi sedentária, quando ante a uma pequena ladeira a respiração já se mostrou puxada. Mas, no ato tento me convencer de que é a máscara.

Sigo!

Mas na frente recuo a uma bicicleta que vem. Preciso dizer que sou miupe e as caminhadas gosto de vivê-las vestida da minha miopia, exatamente para me permitir as boas surpresas. O fato é que senti o movimento da bike e brequei. Achei o movimento grande, pensei se quem estava na bike não havia se assustado também. Era um homem negro que sorria com os olhos, e nos sorrimos dizendo que tava tudo bem com ambos e segui. 

Atravessei a rua e peguei o celular lembrando da colega Ada Raquel Mourão, que estuda calçadas e eu que amo integrar as coisas sempre me irrito com a individualidade social exposta pelas calçadas, ou crio histórias mentais sobre os moradores das casas de calçadas tão distintas. Será que essas pessoas andam nas ruas? Será que já empurraram um carrinho de criança ou uma cadeira de rodas?

Vídeo feito inspirado por Ada Mourão

Sigo e observo o vazio das ruas, em quase 10 quadras cruzei com quatro ou cinco pessoas na rua. Acho acho pouco, especialmente em um fim de tarde em Fortaleza, onde só parar na rua para olhar o colorido do céu já faz valer o dia, nos lembrando que somos só pó estelar com toda sua imensidão e esplendor natural. 

E ao dobrar a Santos Dumont me deleitei com o deitar do sol nessa banda do mundo e o imaginei dando as caras pelas bandas do Japão. Respirei e segui.

Na casa da amiga o reencontro com o amor Jean Jackson que escreve para este blog e que agora vai escrever das bandas de Paraty. Encontro também a Diva Marta Aurélia que nos presenteou com um programa Janela da Alma que é um verdadeiro convite ao amor e ao semear juntes. 

Voltei para casa e já estava escuro, mais do que eu me lembrava que era a cidade de noite com luz fracas e pouco convidativas a vivência na rua, por deixá-la inóspita. E as calçadas irregulares dificultam o trajeto. Na volta cruzei com mais pessoas na rua, todas em movimento e mulheres, as que abrem e fecham as cidades.Gratidão!

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