Tornei-me a pessoa que eu mais temia.

Em meio a esta Pandemia, aos “lockdowns”, no isolamento social, estou tentando e conseguindo fazer uma reeducação alimentar, mudar minha relação com a comida e, ainda, fazer exercícios físicos em casa. Pasmem!!!
Cheguei no meu limite. Decidi mudar de vida e, mais ainda, mudar minha forma de ver a alimentação, a gordura corporal, a beleza e a saúde.
Claro, que tenho recaídas, que, às vezes, me autossaboto e literalmente meto o pé na jaca… aprendi, no entanto, que sou capaz de me perdoar e seguir.
Colocava na panela, juntamente, com o leite condensado, o chocolate e a manteiga, adicionava também, a ansiedade, o medo, as angústias, a tristeza. E misturava, misturava muito, até não conseguir dissociar um do outro. Depois degustava, com toda fome do mundo, como se não houvesse amanhã (mas sempre haverá).
Por muitas vezes senti-me alimentando de sentimentos não processados, frustrações não resolvidas, palavras não ditas, desejos não realizados, raivas não administradas. E a comida transforma-se em analgésico, algo curativo. A gente até acredita que dá certo, sentia uma falsa saciedade, um prazer momentâneo, mas… a culpa não tardava bater na porta. A vergonha e a culpa por não ter resistido, a sensação de fraqueza são desoladoras.
E como se tudo isso não bastasse, existem as pessoas… ah! As pessoas… Alguns de vocês são cruéis!
Nós temos espelho em casa. Entendam, não é só uma questão de emagrecer, não é tão simples assim.
É uma mudança de vida, de crenças. É sobre ter foco, determinação, saber fazer escolhas. É pararmos de comer emoções, sentimentos e comer “saudável”.
É entender, definitivamente, que exercício físico é fundamental para uma vida com qualidade.
O que a maioria das pessoas não sabem é que por trás do excesso, existe uma falta, uma carência.
E repito: alguns de vocês são cruéis! É, estou falando de você que adora dar pitaco, sem ter sido chamado ou jogar seus conselhos e suas opiniões, sem que tenhamos solicitado. Existe um abismo muito maior por trás da gordura.
Vocês não fazem ideia quanto os comentários maldosos e travestidos de “toques”, machucam.
Aquelas frases: ” Você tem um rosto tão lindo, devia emagrecer”. ” Miga, se eu tivesse esses olhos, emagrecia rapidinho”… ” Você ainda é nova para ficar gorda assim, se cuide enquanto é cedo”.  E a melhor de todas (para não dizer o contrário): ” Homem não gosta de mulher gorda, não”! Kkkkkkkk o riso é livre.
E eu tenho que ser o quê? E para quem?
Amigos, melhorem! Só temos obrigação de ser para nós mesmos. E ser o que a gente quiser ser. Melhorem!
 A tortura psicológica não se limita só a família, “amigos”, trabalho, não. Ela vai além… segue a ditadura da moda, feita exclusivamente para o corpo magro. Chegamos na loja, nos encantamos com uma roupa e escutamos a célebre frase: é tamanho único! Oi? Como assim tamanho único? Somos únicos na essência, no que não conseguimos mensurar.
Vocês fazem ideia do que isso é capaz de fazer com a autoestima de uma pessoa?
Onde que beleza está ligada ao peso? Que padrão é esse que vocês impõem? Que sociedade medíocre e doente é essa que avalia as pessoas por quilograma?
Pensem, respondam para si mesmos e melhorem. Sempre há tempo!

Abraços!

Samya Régia Antero.

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