Do que se vive Aqui

Por Roberta Bonfim

Hoje não estou para escrita

Depois de anos a fio sinto a potência de uma TPM 

Me recordo de mim em ira

Me assusto

Observo os ambientes

Sinto os movimentos 

E sigo

Pois seguir é meu mantra.

Uma pessoa irada escreve e se movimenta

fumo mais e menos

danço

se libertar tem disso

as sombras fechadas nas jaulas do bom senso 

Também ganham a cena 

Observo o fluxo cíclico da vida

E me pergunto

E ai?

Minha sombra veio 

e me vi na minha filha

A ira são as crianças feridas e silenciadas 

Frustradas com o grito do que ela julga não ter ferida.

Já mudei esse curso da vida

E assumo a violência silenciada e tolhida que há em mim

Como ira ela é danosa

Mas…

E se vira arte?

Minha arte me chama

Minha alma me clama

Meu espírito palpita 

E as lágrimas me tomam enquanto escrevo

Assumo minha ingenuidade na vida

Não vim para ser esperta

Sou até um pouco atípica

Mas nem sei quanto assim

Ou o quanto me fui tolhida

Ensaio me esparramar

Ou fui esparramada faz tempo e agora busco me reencontrar?

Não sei nem que saberá

Pois eu não sei da história que sou

Além do que vivi.

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