Ser mulher…

Por Alicia Pietá

O que te faz mulher?


Essa pergunta ecoa, essa pergunta ronda, essa pergunta abrange tempo, culturas e seres, mulheres.


Alguém tem direito de se afirmar mulher, se sentir mulher?

Ou a sociedade que define o que é uma mulher, se você é mulher? O que acontece no mundo ideal onde todos podem ser livres e ser o que quiserem e o que acontece na prática? Sim meus amigos e amigas estou aqui a lançar diversas perguntas para que juntos pensemos sobre esse ser tão julgado ao longo da história e mais recentemente amplamente abrangente enquanto diversidade e existências/resistências.

Eu enquanto mulher trans, ou simplesmente mulher, penso nisso todos os dias, nas mais diversas ocasiões, desde me olhar no espelho quando acordo até quando vou dormir isso por que a sociedade ainda me nega o direito de SER, o direito de me ver como sempre fui: Mulher.


Para ser mulher é preciso útero, ovários, vagina, biologia? Isso resume e aprisiona o conceito de Mulher ou é muito mais amplo e diverso? Num mundo ideal deveria ser diverso, num mundo mais cruel e machista vemos outra realidade cruel, nossa condição e existência sendo negada até por quem deveria estar lado a lado, não deveria haver separações, vemos um movimento completamente cego e ignorante em suas limitadas convicções de mulheres cisgeneras, famosas Radfem, assumindo o papel de opressoras, usando a luta feminista para negar a condição/existência trans dentro do próprio movimento, negando o transfeminismo, negando assim nossas existências!


A pergunta que faço é: dentro do seu argumento “querida” Radfem, uma mulher cis que não possui mais útero e ovários deixa então de ser mulher também? O que define uma mulher? Continuam usando o mesmo discurso opressor para limitar a ampla existência e pluralidade feminina? Até quando continuarão apagando existências e fazendo um verdadeiro desserviço a grande luta feminista?


O poder de agregar sempre será maior do que limitações cegas e egoístas baseadas em conceitos criados pelos mesmos que sempre nos oprimiram.


Então… De que lado você está? Deveriam existir lados dentro dessa luta?


Eu, Alicia, MULHER trans ou simplesmente mulher sigo acreditando que não e sempre carregarei essa luta e identidade até meu fim, para que não seja o fim de sonhos e existências como a minha.

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