Uma vontade de Aninhar

Por Roberta Bonfim

Junho! Quase férias, penso em comemoração silenciosa, vai rolar uma folga, vamos poder nos curtir mais eu minha filha, nos regularmos e reequilibrarmos. Tenho como mãe refletido muito sobre a saúde mental da minha filha de três anos e sobre a minha. Pensando sobre o valor do tempo e como nós aqui em casa o estamos usando. E  como quem gerencia a rotina da casa sou eu, assim tenho me repensado inteira a partir da Mãe que Sou.

É que ser mãe (também cabe a figura paterna) para mim, vai muito além de colocar no mundo. Fui mãe velha, sou mãe solo, conto com apoio de minha avó que é massa , mas é avó e é uma senhorinha. E minha filha é louca de amor por ela, hoje dormiram as duas no chão do closet fingindo que eram cachorros. 

Hoje enquanto escrevo este texto almoço e mais uma vez me questiono. E nossa alimentação? A correria cotidiana tem me feito abrir mão de coisas que me são muito caras e que exigem tempo e dedicação. Tudo nos exige tempo, mas os filhos pequenos, esses exigem e precisam de suporte. 

E quando falamos em rede de apoio é preciso dizer de modo claro. Rede de apoio é como o nome diz, de apoio, para apoiar esta criança e está mãe. Aqui em casa tempos sem criança é também um refresco para gatas que dormem profundamente quando Ana Luna não está.

E tenho me questionado constantemente: o que me excede? O que devo cortar? Sigo observando e seguindo na certeza de que qualquer que seja o caminho que escolha, será guiado pelo amor.

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