Mãe: Meu egoísmo e minha vaidade.

Por Alana Alenacr

Começo fazendo uma retrospectiva de como foi meu começo. A primeira gestação. O que me fez/faz ser MÃE. O egoísmo aumentava conforme a barriga. Não para alimentar meu ego com sua pequenez, mas para suprir a direção das forças à minha nova responsabilidade, aos meus cuidados e desafios; afinal, tudo em mim se preparava, tudo em mim exigia a habilidade de proteger e assegurar o bem-estar de um milagre acontecendo a todo instante no meu ventre. Acontecendo no realizar compulsório do meu maior sonho. Eu entendia, meio sem explicações, o quanto a minha vida mudava com a certeza de uma nova vida sendo gerada em mim… uma outra vida que dependia totalmente da minha condição estética, genética e intelectual… um filho. Não no sentido estreito de limitá-lo ao sexo masculino, mas em toda a grandiosidade de ser entendido como um Ser. Também, não era apenas um filho, mas o MEU filho que em absolutamente tudo seria e é parte de mim… desde o que representa o amor materno até o sentimento de ainda não interpretá-lo em suas particularidades. Pedro Antônio. Não porque tem cara de Pedro, não pelo dever de ser santo, muito menos por ser fruto de uma promessa. Pedro Antônio por ser o ato de um desejo, do meu desejo; por ser de mim tudo aquilo que considero sadio e forte e vivo. Por ter a emoção entrelaçada em uma canção de amor, por ser parte da minha poesia, da minha inspiração, por exigir de mim a irreverência de lidar com a sensibilidade de ouví-lo a todo e qualquer questionamento. A vaidade também aumentava conforme a barriga. Não aquela vaidade estética corporal e individualista, mas a vaidade que se confunde com o orgulho, com a decência de poder encher a boca e dizer:

EU SOU MÃE! Não uma mãe qualquer, e sim a mãe do filho mais lindo do mundo, mais inteligente de todos e com isso continuar numa série de elogios tão propriamente verdadeiros de mães como eu; Um Rinoceronte Fêmea. De pele grossa, ousada, de defesa selvagem. Aquela mãe que no primeiro ultrassom sem qualquer vestígio de ser, já consegue deduzir que não há sombra de dúvidas quanto à fortaleza de quem virá; que na segunda ultrassom, num pinguinho de forma, afirma que é a cara da mãe (e é). Talvez, ao primeiro impacto, estes “pecados capitais” (fragilizadores), tão delicados que passam a ser intensamente decididos, como a vaidade e o egoísmo, sejam “perdoados”/compreendidos à medida que são descobertos como fonte de amor. Amar um filho não requer uma medida exata posto que vai além de qualquer sensação tátil, de qualquer motivo óbvio;  Senti ser uma dádiva que não deve ser comparada, e que não se dá pela poesia apenas, mas pela parte Divina de um todo em mim. 

Dia 12 de abril de 2011 Pedro Antonio nasceu.

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