Exercício diário

03 de março de 21

Ainda me exercitei antes de dormir, com Ana Cristina César e uns rabiscos desimportantes no caderno.

Não foi nada além de um bobo exercício.

Enviei para H, que me respondeu, como sempre o faz, com palavras carinhosas.

Será que estou me tornando uma mulher seca?

O clichê da terapia na escrita.                                                                    

A psicóloga me pede coisas difíceis.

Olhar para mim mesma com uma beleza que é ocultada de meus olhos.

Ter uma ou outra qualidade não faz de mim especial em qualquer coisa.

Se sou justa ou se me esforço por ser justa, isto não quer dizer nada, não seria o natural?

Se há profundidade e honestidade, isto também me é natural, portanto não se deve contar.

Se há verdade, e se há transparência, não há nada que ser dito sobre isto.

Por que haveria de olhar para o que sou?

Para saber o que sou, certo!

Bem, mas isto não importa!

O que quero dizer é que não vejo a necessidade em racionalizar o que me é natural.

Mas, ao mundo externo é preciso explicitar o quanto do bem e da bondade, o quanto o meu intelecto e minha carne e meu órgão sexual e minha alma apaziguada pode oferecer.

É preciso ser útil, não basta ser.

Há algo em minha existência que eu sinto como sendo maior que tudo, eu escrevo, e o que eu escrevo só eu escrevo, e eu posso fazê-lo com liberdade, porque não o faço para o mundo, mas para mim.

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