Pra começar

Por Roberta Bonfim

Ser a mãe que sou é meu exercício diário e permanente, e isso por vezes me exige olhar pra dentro e mergulhar em profundezas de mim, e me curar ou pelo menos aceitar que há ali questões que precisam ser melhor trabalhadas, para que eu me mantenha o mais próximo possível do ser humano que desejo, e me trabalho para ser, sem qualquer pretensão de perfeito, só desejo deixar vir à tona o ser humano que sou, sem as amarras e barreiras imaginárias. Desejo cumprir meu papel de ponte, de passante e de absolutamente responsável pela minha existência e as escolhas que faço. Estamos a todo instante fazendo escolhas e é preciso se ter consciência disso, para aprendermos a assumirmos as responsabilidades decorrentes de nossas escolhas. Já deu da cultura em que encontramos o culpado, e nos vestimos de vítima, não cabe mais, assim penso. Por outro lado não tenho qualquer interesse de convencer ninguém de nada, apenas e simplesmente busco os melhores caminhos para eu existir o mais próximo que consigo de mim e respeitando as etapas.

Quantos somos capazes de ser no decorrer de nossas vidas? Tenho refletido bastante sobre esse lugar de ser, mas também e especialmente de estar, aceitando a transitoriedade da vida e como ser a melhor mãe que posso ser, sem deixar de ser quem sou, para além da inquisição que existe sobre a mulher mãe, que nunca mais lhe é dado o direito de sair sem seu tamagotchi. Se você é mãe e se aventura a viver sua vida, escute algumas vezes no dia a pergunta: E a filha onde está? Ou cadê a neném? Isso por vezes antes do educado, boa tarde, ou boa noite. Desde que minha filha nasceu, eu exercito a empatia para compreensão da extrema empatia que a criança gera.

Mas, como eis aqui o primeiro texto deste ano de 2021, e eu o escrevo exatamente no dia primeiro, vou me ambientar. Estamos eu e minha cria na casa de Lorena e Jether, com Katiana e Suzy, Ana Luna tá lá fora com esse povo todo enquanto escrevo para este blog coisas sobre esse lugar de ser a A Mãe que Sou, por ser a única que posso ser. E ser a mãe que sou passa por esse lugar de não abrir mão de mim e de compartilhar com o contexto verdadeiramente. Sou mãe solo, mas felizmente vivemos em sociedade e vamos encontrando nossos bandos. 

Ontem quando o relógio marcou meia noite, minha filha dormia lindamente no colchão muito bem preparado pelos tios. enquanto a mãe estourava espumante e misturava com um bom gin, bebida que conheci verdadeiramente ontem. Bebi, sorri, agradeci, celebrei mais um ano e pedi bênçãos ao que cá estamos para construir. Fui dormir às 3h 40 min, e às 4h e 30 min Ana Luna acordou. Eu que jã saio de ecasa com a cesta de brinquedos e livros me pus a lutar contra os olhos que fechavam e contava a história dos três porquinhos pela terceira vez entrando em cochilos interrompidos, por um – “e aí mãe o lobo, so…” 

E espera eu completar, garantindo fisgar a atenção desta mãe que vos escreve ainda com cara de ontem e com o mesmo pijama. Brincamos, comemos, e eu experimentei oferecer a ela leite de amêndoas com toddy e a garota amou e eu com sono oferecido na mamadeira e ela meio estranhando não ser no copo, tomou no ritmo de quem bebe no copo, aos poucos, deliciando-se. Acho bonito esse paladar dela. Acho ela toda muito maravilhosa e sou muito grata por ser a mãe da minha filha e poder compartilhar vida com ela.

Aproveito este texto para falar sobre algo que precisamos falar, e é urgente. Precisamos falar sobre desrespeito e maldade, precisamos falar e entender a gravidade da pedofilia, do tamanho da agessão e dos pessos ancestrais que isso tras. 

E declaro meus mais profundos sentimentos a Danuza Pimentel e Marcelus Rena, pela perda da filha tão querida que vocês trouxeram ao mundo. N”ao consigo mensurar o tamanho da dor de vocês, mas deixo meus abraços e desejos de que saibam transformar essa dor em amor e luta por respeito e pela prisão imediata ao ser que cometer pedofilia. Denuncie!

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