Dezembro

Algumas poemas da minha página @podeserumapoema

(…)

 A professora perguntou ao menino se ele se sabia o que era se vesti com classe.

Ele respondeu,  só os urubus suportam um completo terno clássico.

(…)

Alma de pescador.

Pescador que é pescador só pesca para comer e enquanto isso a mente estica feito linha de anzol brincando de tocar a areia do rio.

(…)

Eu plantei um pé de manga para meu neto.

O neto de meu neto chupa as mangas do pé de manga que plantei.

As abelhas degustam as mangas dos pés de mangas que plantei.

Eu, o pé de manga, meu neto e as abelhas alimentamos a terra que sustentou da raiz da manga aos meus fios de cabelo da minha vó.

Minha vó virou abelha.

(…)

Vontade.

Vou mergulhar no rio e virar piaba. Pronto.

EU CARREGO UMA SOLIDÃO TÃO GRANDE DENTRO DE MIM.

AS VEZES ACORDO NA MADRUGADA SÓ PARA ACARICIAR O CABELO DELA.

EU DANÇO PELADA COM A MINHA SOLIDÃO. ONTEM ALGUÉM ME DISSE QUE PAREÇO ALEGRE E TRISTE, MEUS OLHOS CONFUNDEM.

EU NÃO SEI.

 NO FUNDO EU QUERIA MESMO ERA CATAR PEDRA NO CHÃO PARA  ATIRAR NO RIO. DEPOIS MERGULHOS DE OLHOS ABERTO EM BUSCA DAS PEDRAS.

A minha solidão parece uma pedreira, eu não tenho medo dela. Eu estou com medo do ano, o tal do 2020 e também 2021. Futuro, futuro sou eu anciã, só que agora.

 Quero que meus cabelos cresçam, toda sexta estou passando “babosa”, aproveito passo na pele toda, principalmente em cima do peito, dizem que é bom para cicatrizar.

Texto de Barbara Matias (Flecha Lançada)

Imagens de Jamal.

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