Clicks existenciais!

Por Douglas Miranda

Vivemos em um mundo, em que uma árvore tem mais valor financeiro morta, um mundo em que uma baleia tem mais valor financeiro morta. Enquanto nossa sociedade, mais especificamente nossa economia, funcionar assim estaremos ameaçados e sim ameaçando nossa existencialidade.

O Google não tem a opção de apontar:

Isso é conspiração?

Isso é verdade?

Porque eles não sabem o que é verdade.

Eles não têm um padrão do que é verdade, ou que exista uma verdade, estamos lascados.

Esse problema na verdade está na base dos outros, porque se não concordamos, não conseguiremos resolver nenhum dos nossos problemas.

Quando falo sobre a tecnologia ser uma ameaça existencial, diria sem titubear que esse de fato é uma alegação importante…

É fácil sua mente pensar, por exemplo:

“Estou aqui, usando o celular, rolando a barra, clicando, navegando.

E daí eu pergunto, onde está a ameaça existencial?

Respondo rapidinho da seguinte forma:

Um supercomputador do outro lado da tela está apontado para o seu cérebro, fazendo-o assistir aos vídeos, capturando e conectando seus desejos.

Onde está a ameaça existencial?

Não é que a tecnologia em si seja uma ameaça existencial, é a capacidade dela de trazer à tona o pior da sociedade, e o pior da sociedade é sim uma ameaça existencial. 

Se a tecnologia cria caos em massa, indignação, incivilidade, falta de confiança no outro, solidão, alienação, mais polarização, mais distração e incapacidade de focar nos problemas reais… isso é sociedade.

E agora a sociedade se vê incapaz de se curar e reverter esse estado de caos.

A corrida pela atenção das pessoas não vai acabar. A tecnologia vai se integrar mais e mais em nossas vidas, não menos.

Arquivo da rede

Os algoritmos ficarão melhores em deduzir o que lhemantém focado na telinha, não ficarão piores.

O que mais me preocupa?

Se continuarmos com essa rotina atual por mais, digamos, 30 anos… provavelmente destruiremos nossa civilização através da ignorância.

Provavelmente não sobreviveremos, e sim vejo isso como um problema existencial.

Esta será a última geração de pessoas que saberá como era antes da ilusão desejante surgir?

Como você desperta da matrix se nem sabe que está dentro dela? Fico por aqui e deixo um pensamento, no mínimo instigante.

“ A utopia e a ignorância competirão em uma corrida até o momento final… “ Buckminster Fuller

Muito do que escrevi aqui hoje faz parecer ou soar algo simplesmente trágico.

Porém, não é bem assim … na verdade, é confuso … porque é utopia e distopia ao mesmo tempo. Ou seria de repente uma urgência reflexiva sobre um novo funcionamento, dando possibilidade para uma heterotopia?

Douglas de Miranda
Uma mistura de paulistano de nascença com cearense de alma
Pai do Gabriel
41 anos
Estudante de Psicologia
Amante das Artes

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