Filha Mestrinha

Por Roberta Bonfim

Não sei como acontece com as outras mães do mundo, mas a mãe que eu sou entrou em estado especial depois do nascimento de Ana Luna, foram tantas histórias, desde o parto, até os dias de hoje, vez ou outra me pego tendo de ser didática, e as vezes nem tão legal, sobre o óbvio, a educação de um ser, no meu caso, Ana Luna, minha filha. Uma garota incrivelmente maravilhosa, e esperta que pega tudo no ar, e se não, vai no teste para entender qual o limite da brincadeira. Esta é minha menina, que hoje com 33 meses de vida fora de mim, vive ao meu lado a experiência de sermos mestrandas.

Parto do princípio que mãe mestranda, convive com filha mestrinha, aqui em casa é assim, especialmente por que meu campo de estudo é a psicologia, a partir do ambiente e ai tive e tenho de olhar para minha casa, imovel e minha casa corpo, e ver , observar. Mudar detalhes que alteram outros. E aqui nos divertimos em casa e com as casas que somos, de modo a construir esse lugar casa em nós e ele ser, em qualquer lugar. É que como somos nossos lares… Papo para um outro texto. 

Trabalhei até uma semana antes de Ana Luna nascer e voltei a labuta com menos de dois meses, se é que em algum momento de fato parei, até hoje lembro da força da luz do celular sobre meus olhos quando ao tempo que tentava colocar a filha pra dormir eu respondia questões por ali. Hoje, evito a todo custo dividir meu tempo com a filha, na relação com o celular, só me permito quebrar essa regra em dias de brincar com os filtros do instagram, o que normalmente acontece aos domingos. 

Domingo que é o nosso dia, aquele dia em que fazemos só o que queremos, inclusive nada. Há domingos em que nos resumimos a comer e assistir filmes, vivendo a preguiça com alegria, existem outros que queremos socializar, e aqueles em que Ana Luna vai socializar e eu fico em casa e quando consigo, fazendo absolutamente nada. Amor pelo ócio? Tenho. 

Esse amor, começou faz uns anos, mas devo admitir que quando juntei ser mestranda, mãe, dona de casa, responsável pela Lugar ArteVistas,ser amiga, família, adm de airbnb, agente e pesquisadora no Poço da Draga, além de amante das plantas do jardim e de Clarice Lispector, a gata. O fato é que em meio a tudo e mais tanto, meu domingo virou lugar de respiração para equilibrar o compasso, para limpar a mente.

São inúmeras leituras, textos, apresentações, são horas de aula, algumas que pego a onda lindamente  e outras que por mais que eu me esforce, só levo caldo, mas aqui sigo na luta. Às vezes Ana Luna assiste aula comigo, em outros momentos assiste sua aula de inglês, na televisão. Preciso inclusive admitir uma coisa bem delicada. Minha filha de menos de 3 anos fala mais inglês do que eu. 

Meire, que me ajuda com Ana Luna, voltou a trabalhar aqui conosco presencialmente, e primeiro fizemos uma grande faxina, e na sequência passei no mínimo 1 semana sem varrer ou passar pano na casa, nos móveis, e sem cozinhar, ou lavar louça. Depois regularizo, assim espero. 

Bem, agora vou terminar de preparar uma aula, são 21:49 Ana Luna dorme e eu preciso produzir bem, em 1 hora, então, abraços, por que se tem uma coisa que posso afirmar sem medo, é que apesar da maternidade, seguimos mulheres incrivelmente capazes de realizarmos tudo que nos dispusermos a fazer. Pois somos dessas!

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