A ARTE DE VIVER A VIDA: UM PROCESSO DE DESCONSTRUÇÃO

Por Silvia Helena de Amorim Martins.

QUERO A VIDA RESPIRAR!

(Mariana Froes/Phill Veras).

Como ilustra Guimarães Rosa: A vida é um eterno rasgar-se e emendar-se. Enxergo a vida como movimento, um eterno processo de construção e desconstrução. E não tem nenhum mal nisso, essa é a beleza da vida, a imprevisibilidade e a possibilidade de fazer dela uma obra prima. Lulu Santos já alertava: Tudo muda, o tempo todo no mundo.” Construir e descontruir caro leitor(a), palavras muito usadas atualmente e que nos convocam a uma atualização de quem somos. Estamos vivendo tempos difíceis, sombrios na verdade. O país está cada vez mais polarizado, a crise sanitária nos assola, as poucas certezas que acreditávamos ter, escorreram entre os dedos, como areia fina. Novas rotinas e modos de vida se estabeleceram. E ainda falam em um novo normal!!! É sério, que antes de todos esses fatos a vida era normal? Eu,confesso que sempre vi com estranheza: a injustiça social, a miséria, desigualdade e que nunca achei normal, a maioria da população viver em condições tão precárias.

Para onde iremos? Eu não sei! Eu não acredito em respostas prontas e sim no poder mobilizador das perguntas. Como afirmava Belchior: “Não me sigam porque eu também estou perdido.” De fato, não tenho essa resposta e não acredito que alguém possa tê-la, partindo do pressuposto de que cada um escolhe o melhor para si, mas alerto que você não está sozinho, sua escolha individual impacta no coletivo. Muitas vezes é necessário, mudar a direção, refazer escolhas, caminhos. Não digo que seja algo fácil, nem todos são “uma metamorfose ambulante”,como diria Raul Seixas. Mas eu lhe convido a mergulhar nesse mar de incertezas, que é a vida e se você é brasileiro(a), então ai, que o mergulho é profundo, as águas são turbulentas e você corre o risco de se afogar!!!

Será que não está na hora de algumas escolhas serem refeitas? De dar adeus a algumas crenças? Sair do lugar comum? Lembro ter ouvido que: “Para quem não sabe para onde vai, qualquer lugar serve”. Se isso é verdade? Não posso lhe responder. Mas como afirma Marisa Monte: “ A vida é um dia, um dia sem culpa, um dia que passa.” Enfatizo que a escolha tem que fazer sentido para você, para sua vida! Ilustrando sobre a minha experiência de seis meses em quarentena, creio que fiz as mudanças que julguei necessárias: alguns muros precisavam cair, portas precisavam ser abertas e outras claro, serem fechadas, estou arrumando a casa no meu tempo, a minha maneira. Acredito no poder do movimento, da relação, e que é preciso dançar a vida com uma certa leveza. O objetivo desse texto é suscitar reflexões sobre, o que precisa ser desconstruído? O que precisa ser cultivado? Não pense que essas perguntas serão respondidas agora. Como diria,Carlos Drummond de Andrade: “Durma sobre o problema”. Pense sobre o que o(a) inquieta, no fundo sentimos quando algo nos incomoda, o espinho na carne. Quando é hora de partir, ou quando é hora de ficar e fazer laço. Abraço e até a próxima conversa!!!

Silvia Helena de Amorim Martins. Graduada em Processos Gerenciais. Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho. Graduanda em Psicologia. Muito grande para se (en)caixar em lugares pequenos! Uma ArteVista nata.

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