COMO PARA ME NUTRIR E PRINCIPALMENTE PARA FAZER A RECONEXÃO.

Por Matheus Prestes.

Começo o texto com a pergunta: Por que você se alimenta?

Algumas respostas podem ser: “para matar a fome”, “para suprir alguma emoção”, “por conforto”, “por obsessão”, “vício”, “por prazer” e por aí vai. As respostas são várias. Se me fizessem essa pergunta anos atrás eu responderia “como porque tenho fome e por hábito”, simples assim. Hoje a resposta é: COMO PARA ME NUTRIR E PRINCIPALMENTE PARA FAZER A RECONEXÃO. Minha relação com os alimentos é outra. Já não busco o prazer comum da mesa mas ele vem pela funcionalidade dos alimentos. Claro que também faço minhas receitas apetitosas mas a felicidade vem em sentir as sensações mais sutis no meu corpo como leveza, bem estar, vibrações leves. Acho lindo saber que através do que coloco em minha boca eu estou alimentando as minhas células e que essas irão formar de tempos em tempos novos tecidos. Alguns estudos sugerem que temos um corpo novo a cada 7/10 anos. Impressionante essa ideia né?!! Será que a teoria dos setênios tem ligação com essa renovação do nosso ser? Enfim, se for assim, podemos a todo momento, escolher a matéria prima, os tijolos, que edificarão esse organismo de alta tecnologia que é nosso veículo por essa jornada que se chama vida. E esse veículo já me levou a tantas e tantas experiências que meu desejo é que ele siga íntegro e com potência para que nossa aventura termine quando tiver que terminar e com dignidade. A alimentação mudou minha forma física, mas principalmente minha forma de pensar, pois a transformação se fez a nível celular, de dentro pra fora. Nosso corpo responde rápido a uma nutrição de qualidade. Se as escolhas alimentares duvidosas nos alertassem logo no primeiro contato nossa relação com nosso alimento seria outra, porém o normal é que leve um bom tempo que varia de alguns anos até décadas para que nosso organismo sinta as consequências de uma alimentação antinatural. Aí quando chegamos a terceira (melhor) idade onde temos nossa bagagem cheia de experiências  e mais seguros, já nos conhecemos o bastante para sabermos o que queremos fazer, falar, pensar, quem somos de verdade a ponto de não perdermos mais tempo remoendo julgamentos e opiniões externas, nesse momento que poderemos descansar de uma vida de doação para o sistema, nesse exato momento chegam as “doenças dessa fase” e junto com elas vários potinhos de remédios, horários e limitações. NÃO. NÃO PRECISA SER ASSIM. Apesar de estarmos acostumados com esse tipo de cenário a realidade pode e deve ser outra. Os italianos dizem “malattia di vecchiaia” para se referirem as doenças da velhice. Com o passar do tempo, nosso organismo vai diminuindo sua potência porém isso não significa que devemos virar dependentes da indústria farmacêutica e presos a um corpo disfuncional e sim que se antes corríamos atrás do ônibus por estarmos atrasados para o trabalho, agora iremos dar um passo de cada vez até chegar a casa de um amigo, se antes carregávamos um saco de cimento nos braços para a reforma da casa, agora levaremos nossa netinha nos ombros para ver o pôr do sol. O ser humano pode gozar de energia até altas idades. Se tiverem curiosidade e tempo deem uma olhada nos povos mais longevos do mundo: Abecásia, Cáucaso no sul da Rússia, Vilcabamba no Equador, Hunza no norte do Paquistão e os centenários de Okinawa no Japão. Os três primeiros vivem em áreas mais afastadas porém Okinawa é um local com as características da sociedade moderna. E falando em modernidade, quando a cultura moderna (progresso) com seus hábitos chegou a Vilcabamba, ao vale dos Hunza e a Abecásia a saúde se retirou aos poucos. A sociedade atual priorizou a praticidade em razão do natural e do saudável. Pense no miojo (já comi muitos), nos alimentos congelados, nos processados…. todos eles sem informação nutricional de qualidade porém no formato ideal para uma vida corrida sem tempo de respiro e de reflexão. Alimentos que se encaixam como uma luva na escravidão moderna. E pensando nisso tudo eu comecei a me desligar aos poucos do que o sistema me ofereceu e fui buscando a reconexão com meu berço que é a natureza. E como fazer isso vivendo numa cidade como São Paulo? Primeiro diminuindo as ambições que me foram impostas sem minha aprovação, e segundo diminuindo o ritmo que eu pensava ser natural. Com esses dois pontos claros em minha mente eu pude começar a olhar e perceber melhor o meu redor. Vi que estava vivendo algo superficial e tóxico mesmo defendendo minhas “verdades” da época. Busquei então a simplicidade no ter e no ser. Desde então uso os alimentos naturais , a flora, o ar (que por aqui não encontro puro), a água, o sol e a terra como pontes entre a selva de pedra e meu lar original. Quando eu tomo meu suco verde pelas manhãs eu entro em contato com a energia do Sol que viajou por 150 milhões de quilômetros até nós e se armazenou nas folhas, frutos e frutas, assim como a energia telúrica que chega através das raízes, a energia dos ventos e da água, entro em contato com a vibração de um alimento fresco, integral que não existe num produto de prateleira. É muito rico poder contar com a sabedoria da natureza que através de zilhões de anos vem nos dando suporte de forma gentil e amorosa através do processo simbiótico de evolução. A indústria desvirtuou meu paladar desde a infância a ponto de eu não perceber quando criança o doce de uma cenoura ou de uma beterraba e buscar essa sensação apenas em produtos com açúcar refinado, pois o leque de possibilidades naturais não tinha como competir com um ramo que gasta milhões de dólares para viciar um cidadão desde as fraldas. Mas como tudo é um processo constante de evolução, tudo está sempre em movimento, hoje posso dizer que minha felicidade habita na simplicidade. E vou aproveitar o momento de pandemia onde focam muito no isolamento social, álcool gel e máscaras e quase nada no fortalecimento da imunidade para deixar aqui a receita do meu suco verde que é uma ferramenta necessária para darmos minerais que alcalinizam nosso organismo, promovem a desintoxicação e a imunidade, trazem vida, vitaminas, enzimas, sai minerais e bactérias benéficas pra dentro de nós e tudo isso dentro de um copo de sangue verde de fácil ingestão. Essa é a minha receita de hoje em dia, caso nunca tenha tomado um suco verde (exceto aquele de abacaxi com couve) comece reduzindo o número dos ingredientes para ver como seu corpo reage. Sempre o tomo em jejum, é assim que desperto carinhosamente meu organismo. Coar o suco (uso um tecido para isso, voal) é uma forma de facilitar e aumentar a velocidade de absorção dos nutrientes.

5 tipos de folhas – alface, acelga, couve manteiga, radíchio, ramas da cenoura. Costumo  usar de 7 a 10 folhas das mais doces como alface e rama da cenoura e de 4 a 7 das mais amargas como rúcula e almeirão. Você pode usar quais folhas estiverem ao seu alcance e de acordo com seu paladar.

1 raiz – cenoura OU 1 batata yacon MAIS 1 fruto – 1 pepino OU 1 abobrinha OU 1 chuchu.

1 a 3 maçãs para adoçar.

1 naco de uns 2cm de raiz de cúrcuma.

Bater tudo no liquidificador e depois coar. Caso você tenha um liquidificador sem um bastão pilador você pode usar um biosocador  para empurrar os alimentos sentido a hélice ajudando assim seu liquidi, mas sempre com muito cuidado por amor. Esse biosocador pode ser a cenoura por exemplo. Para facilitar o processo, coloco primeiro a maçã picada, seguida pelo pepino. Bato esses dois para extrair a água estruturada dos alimentos e só depois bato as outras folhas, dando prioridade as mais moles como a alface. Nesse suco não vai um pingo de água, todo o líquido virá de dentro dos vegetais. Esse líquido é mais equilibrado da face da terra. Se puderem consumam alimentos orgânicos mas não deixem de tomar seu suco caso só tenham acesso aos alimentos cultivados de forma tradicional.

Se quiserem conhecer um pouco mais sobre meu trabalho e estilo de vida acesse o Instagram do Begodverde.

Desejo ótimos passos a cada um de vocês e lindas reconexões!

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