Quais são os próximos movimentos?

Por Natália Coehl.

Nos meus estudos sobre Física Quântica, deparei-me novamente com a fórmula da teoria da relatividade de Albert Einstein: E=MC² (energia é igual à massa vezes a velocidade da luz no vácuo ao quadrado). Não sou da física, mas sou, pois acredito no movimento TRANS, este que dialoga com diferentes possibilidades de troca do ser/fazer para pensar sobre os caminhos de vida. Na verdade estamos o tempo pensando na existência, porém, infelizmente, às vezes (quase sempre) nos apegamos a determinadas formas de movimento, instaurando assim hábitos fixos e consequentemente culturas enrijecidas. Muita coisa em um começo de texto, mas vou explicar.

O que une tudo isso é o movimento da massa-corpo.

Voltando a fórmula da teoria da relatividade, entendemos que energia (E) é igual à massa (M) vezes a velocidade da luz no vácuo (C) ao quadrado. Partindo desse princípio, proponho um novo olhar: o de trazer essa fórmula para a nossa dimensão. O que compõe a relatividade dos campos energéticos nessa dimensão? O movimento dos corpos. Então vamos supor que, energia (E) é igual à massa-corpo (M) vezes o movimento deste (C) ao quadrado. Diante dessa informação, podemos entender que o movimento que meu corpo produz libera energia. Mas, qual o movimento de um corpo?

            Vamos olhar em nossa volta, observar a cidade (já que temos tempo agora) e perceber como ela foi construída. Quais são os movimentos que os corpos operam nela, para que sua estrutura continue se erguendo e se sustentando? Agora vamos pensar no nosso corpo. Qual o movimento que opero no dia-a-dia? Quais são os meus hábitos? Dentro dessa análise rápida dos movimentos dos corpos em uma cidade, podemos perceber, que tipo de campo energético este conjunto de pessoas produz, ao habitar e transitar nela. Esse movimento opera como afirmação de uma possibilidade de existência, é uma filosofia de vida, é uma cultura. Podemos calcular campos energéticos a partir dos nossos hábitos e da nossa cultura. Mas, esse tipo energia nos interessa? Como nos sentimos?

Eu tenho muitas perguntas.

            Tenho as feito diariamente pra mim. Respondê-las tem sido uma pesquisa constante de movimento, como se a dança estivesse sempre sendo ensaiada, ou melhor, como se a todo o momento a criação do movimento acontecesse. E é isso, o segundo se faz com a corporificação do gesto. Na dança contemporânea pesquisamos muito uma modalidade que se chama contato improvisação. Corpos que se relacionam em movimento. Relação, pra mim, é uma palavra chave para pensar contato improvisação. Como os corpos se põem a dançar em relação? Para isso, é necessário saber que existe uma superfície onde se dança, além de também existir a superfície móvel dos outros corpos. O peso é um fator muito importante. Como receber o peso do outro ou como dar seu peso ao outro? Existem possibilidades de estar em cima de outra pessoa sem pesar tanto, ou qual a relação que esse peso pode me dar, para me ajudar a realizar um movimento que não conseguiria sem ele? Puxar e empurrar. Como essas ações podem compor uma dança em relação? Importante pensar, que essas ações são concretizadas em prol da realização de um movimento difícil de fazer sozinho. Por exemplo, como posso puxar alguém de forma a o ajudar a deslizar pelo espaço? Como posso empurrar alguém para que salte mais alto do que o usual? Importante entender, que o objetivo da relação é fazer com que as possibilidades do movimento cresçam. Constantes descobertas se fazem na profundidade da relação entre corpos. Lembro-me das aulas que tive de contato improvisação e sempre iniciávamos tocando o corpo do outro, descobrindo os espaços, as dobras, os acúmulos de corpo, os ossos, a musculatura, as fáscias. O corpo é cheio de tecnologias. Já parou para se perguntar o que existe entre a tua pele e teu músculo? Para que serve uma glândula pineal? Talvez seu movimento agora seja ir ao google pesquisar o que são essas coisas que estão dentro do teu corpo e qual a função delas.

            Olhar para dentro nos ajuda a pesquisar o nosso corpo e a partir daí começar a querer se relacionar com o corpo do outro.

            Voltando aos campos energéticos, sem ter fugido deles, associá-los ao movimento tem fundamento. O nosso corpo nunca para, ele vibra o tempo todo. O sangue está circulando, os átomos estão em movimento, as glândulas estão produzindo hormônios, os seres unicelulares estão realizando fagocitose, os rins estão filtrando o sangue, etc. A energia também está em movimento. Já parou para sentir a vibração dos teus chakras? Tudo está em relação. Abre teu campo de percepção.

            OBS: O título deste texto está no plural, pois acredito que as possibilidades são múltiplas.

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