Tempestade

Por Marcelina Acácio

Posso eu queixar-me do vento?!

Se os ventos de agora

são sempre os melhores,

apesar dos tempos.

Como os ventos de outrora

eram os melhores à época

em que corriam

entre o ondular

dos meus cabelos.

Como posso eu queixar-me do vento?!

Se é o vento que me alimenta

as tempestades.

 

Nota: Quando preciso ser prática, acabo por escrever um poema, não é intencional, eu sofro disso. Eu sento com um propósito, aí se passa um vento, eu falho no propósito, subitamente me distraio. É que eu nasci com excesso de vento, excesso de coisas. Não cabe dentro. Espirro, cago, cuspo, respiro, jogo o ar pra dentro, encho o peito, jogo tudo pra fora.

E repito isso, excessivas vezes.

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